Como você descobrir se você está em uma vontade

Procura se destacar em grupo. Você pode ainda detectar que uma mulher está afim de você se, quando vocês estão em grupo, nota que sempre está tentando se destacar para captar a sua atenção. Também verá que sempre prioriza estar perto de você ou falar com você em relação aos outros, mesmo que sejam seus amigos. Como a massa muscular é mais pesada do que a gordura, você pode começar a se exercitar e ver o ponteiro da balança até aumentar. Portanto, o peso não é o único elemento a ser considerado. Para saber quais são suas medidas ideais , o ideal é procurar um profissional que possa avaliar seu corpo, seu estado de saúde e seus objetivos. Esteja sempre em uma busca constante pela melhoria. Crer unicamente na força de vontade faz com que nós passemos a nos sentir muito fracos quando falhamos. De certo modo, nossa motivação é totalmente quebrada e surge um sentimento de incapacidade em nosso coração. Porém, é preciso que você entenda como o fracasso em relação a algo ... Portanto, nem sempre será fácil descobrir se ele tem interesse em você. Uma boa dica é prestar atenção a sinais como dedicação e vontade por parte dele de estar sempre por perto. Gêmeos Se sentir mal – você se considera fracassado ou acha que desapontou os seus familiares e amigos. 7. Problemas de concentração para realizar suas tarefas, ler notícias ou ver televisão. 8. Se locomover ou falar muito devagar, a ponto de outras pessoas notarem. 9. Pensar que seria melhor morrer, ou ter vontade de se machucar. Preste atenção em como se sente quando os outros fazem comentários sobre sexo. É comum ver pessoas falando sobre sexo na TV ou em rodas de amigos. Pense em como se sente quando esse tópico vem à tona. Se é assexual, você pode notar os seguintes sentimentos: Ficar entediado quando alguém fala sobre um crush, a vontade de ter relações sexuais ou as experiências sexuais que já teve. Use uma calculadora virtual para descobrir se você está dentro dos limites da Lei Seca. Abra uma calculadora virtual e digite quanto de álcool você ingeriu, quanto pesa e há quanto tempo está bebendo. Ela vai estimar o teor de álcool no seu sangue. Use esse valor para saber se você está dentro ou fora dos limites da Lei Seca. Se não, você precisa dar uma olhada mais de perto para descobrir por que você se sente assim. Existe uma advertência, é claro. “Mesmo um relacionamento saudável pode não fazer você feliz ... Obviamente, avaliar a forma como você se sente em relação a um parceiro poderá ajudá-lo a saber se está apaixonado. Porém, os sinais da paixão nem sempre são como você imagina. Além de considerar sintomas tradicionais como o frio na barriga, pense na forma como se sente em relação ao seu parceiro como pessoa. Sim vc está apaixonada, não tente fugir desse sentimento. Ele somente vai crescer e pode acabar te magoando. Conte a pessoa quando vc se sentir segura, e aproveite esse sentimento lindo. Compartilhar . Refazer Você está se apaixonando. Talvez não esteja apaixonadx ainda, mas aos poucos seu coração está se abrindo para esta pessoa ...

GUIA NOFAP

2020.09.01 03:12 Valeyard1 GUIA NOFAP

"Esse guia foi criado com base em experiência pessoal e conhecimento obtido, sua utilidade é orientar e ajudar quem precisa em relação ao nofap, todo tempo dedicado em sua criação foi pensado em dar assistência a quem está com dificuldade"
🕘 Tempo: 365 dias  
Protocolo de guerra  
Nível: easy mode
❌ Pornô
❌ Masturbação
 
Nível: hard mode
❌ Pornografia em geral
❌ Masturbação
❌ Orgasmo
 
Hierarquia
(+365 dias) - Monge ♾️
(200-364 dias) - Rei 👑
(150-199 dias) - General ⭐⭐⭐
(100-119 dias) - Coronel ⭐
(90-99 dias) - Major 🎖🎖🎖
(80-89 dias) - Capitão🎖🎖
(70-79 dias) - Primeiro Tenente🎖
(60-69 dias) - Segundo Tenente🏅
(50-59 dias) - Asp. a Oficial ⚜️⚜️⚜️
(40-49 dias) - Subtenente ⚜️
(30-39 dias) - Primeiro Sargento🥇
(20-29 dias) - Segundo Sargento🥈
(10-19 dias) - Terceiro Sargento🥉
(5-9 dias) - Cabo🎗
(0-4 dias) - Soldado 🎽
 
Possíveis chances
(0,5%) - Monge ♾️
(1%) - Rei 👑
(3%) - General ⭐⭐⭐
(5%) - Coronel ⭐
(7%) - Major 🎖🎖🎖
(10%) - Capitão🎖🎖
(15%) - Primeiro Tenente🎖
(20%) - Segundo Tenente🏅
(25%) - Aspirante a Oficial ⚜️⚜️⚜️
(30%) - Subtenente ⚜️
(40%) - Primeiro Sargento🥇
(50%) - Segundo Sargento🥈
(70%) - Terceiro Sargento🥉
(90%) - Cabo🎗
(100%) - Soldado 🎽
 
Benefícios e Progresso
Dia 1: Você vai sentir ansiedade e animação para chegar em grandes períodos, você tem um objetivo de chegar em longos períodos como uma semana ou mais, nesse momento o cérebro não sabe o que abstinência sexual, o que lhe ajuda a começar essa jornada lendária.
 
Dias 2 e 3: Nesses dois dias não haverá nada além de energia, auto estima, alegria e animação, você sentirá grande empolgação nesses dias pois seu cérebro jamais sentiu algo assim antes graças aos anos de masturbação.
 
Dia 4 ao 7: Energia, empolgação e satisfação muito fortes, primeiro sinal do corpo respondendo com noites saudáveis e confortáveis de sono sem interrupções.  
Dia 7 ao 13: Renovação de sêmen, o dia em que o pique de testosterona sobe e o libido sofre mutações, a voz engrossa bastante, e começam ideias inteligentes e ideias sem motivo específico, isso seria mais uma dose de empolgação para persistir nessa lendária jornada.
 
Dia 13: O dia que o corpo se prepara para segunda semana, onde ocorre novamente uma renovação de sêmen e a última mutação no libido antes dos próximos 20 dias onde a voz engrossa novamente, e grande satisfação por já ter chegado a um longo período.
 
Dia 14 ao 21: Aqui começa o perigo, você deve estar convencido que seu corpo vai te dar demonstrações claras de falta de orgasmo causada pelo erotismo e masturbação, ai começa as intensas abstinências sexuais (vontade de fazer sexo ou se masturbar intenso) causado pela produção de sêmen, grande chance de recaídas nesse dia, tome cuidado, corra pro banho gelado, veja vídeos motivacionais, nesse dia ao 21 não haverão tantos benefícios.
 
Dia 21 ao 30: Se chegou nesse dia, significa que sobreviveu a abstinência sexual, parabéns! Mais saiba que esse era só o começo, o real desafio começa agora, o pique de produção de sêmen sobe absurdamente, e ao invés de te deixar excitado, ele na verdade te faz sentir perca de benefícios, tristeza, falta de animação, preguiça, estresse, agressividade e arrogância seguida de demonstração de masculinidade, muitos desistem nesse dia graças aos hormônios desgovernados e vão se masturbar, mais seja forte, medite, coma coisas saudáveis, tome banho frio, veja vídeos motivacionais, isso irá te ajudar um pouco em sua bipolaridade e vontade de fazer sexo e/ou se masturbar, aliás, chegar nesse tempo e desistir atoa não compensa.
 
Dia 30 ao 36: Fim da terrível FlatLine que ocorre dentre os dia 21 ao 29, aqui começa a jornada Alpha de verdade, acabam o estresse, depressão e sensação de perca de benefícios, benefícios voltam triplicados e grande sensação de felicidade sem motivo específico, a produção de sêmen continua, o pique de testosterona também, mais não se preocupe pois agora você não vai mais sentir abstinência nem as sensações da FlatLine.
 
Dia 36 ao 90: Manifestações de benefícios extraordinários como clareza mental, concentração alta, atração de mulheres e pessoas por você, as pessoas te elogiam, se sentem bem perto de você, melhores notas, desempenho na escola e trabalho muito acima da média, grande conforto e animação dias e noites, e conforto ao dormir.
 
Dia 91/♾: Você irá sentir tudo isso muito mais forte.
   
Aspectos importantes
🎯 Foco
🧩 Estratégia
💪🏼 Força
👊🏻 Objetivo
🧠 Mentalidade
🏰 Estrutura
⚠️ Atenção
⚖️ Equilíbrio
⚡Transmutação Sexual
🕹️ Autocontrole
📈 Progresso
🛡️ Bloqueio
🗡️ Ataque
⚔️ Luta
💭 Pensamento
🔄 Restauração
♻️ Renovo
🏆 Vitória
 
Armadilhas e consequências
🔫 Gatilhos
❓ Curiosidade
🚨 Problemas
📉 Regresso
☠️ Derrota
 
Devidos cuidados ás práticas:
  1. Sexo: é permitido no easy mode desde que seja algo natural sem a inclusão de pornografia durante ele, porém no hard mode não se deve ter nenhum tipo de orgasmo;
  2. Edging: seria estimular-se continualmente só que sem ejacular, no easy mode só perderia se acabasse ejaculando, já no hard mode é proibida está prática;
  3. Peaking: seria pesquisar fotos e imagens sensuais nas redes sociais ou na internet mas que não sejam totalmente pornográficas e explícitas, no easy mode não teria problema caso o conteúdo não fosse totalmente pornográfico, porém no hard mode conta como uma forma de recaída.
 
Dicas e Orientações
 
Lembrem-se: isso é apenas um guia para que se possa organizar a mente em relação ao nofap e tem o objetivo de ajudar, informar e motivar. Pode ser que não traga a solução porque essa depende de cada um, mas será de grande ajuda bastante para aqueles que se empenharem em seguir e prestarem a devida atenção.
 
Compartilhem para quem precisar
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2020.08.18 02:55 himoutoChan Fui babaca por ter denunciado a brincadeira de verdade ou desafio?

Olá gatas, lubisco, possível convidado virtual, finados papelões é o vivos também e turma que está a ver
Essa história aconteceu ano passado na escola, eu não tenho muitos amigos na minha sala(até porque eu odeio todos eles) por isso geralmente não participo das brincadeiras da sala(principalmente verdade ou desafio, ñ sei porque, eu simplesmente não gosto dessa brincadeira) eu só brincava quando minha amiga ia junto, mas nesse dia minha amiga faltou, uma garota da sala(vamos chamar ela de "biscate") a biscate me chamou para brincar de verdade ou desafio e eu recusei, até ai tudo bem, sai daquele lugar. Depois de um tempinho me deu vontade de ir no banheiro, eu não gosto de usar aquele banheiro mas dessa vez eu ñ tava aguentando e tive que ir
No momento que eu entrei no banheiro, antes de eu conseguir trancar, alguém abriu a porta e fechou, eu em choque, obviamente, comecei a andar pra traz, juntei coragem e olhei para a pessoa, era um menino(do 9° ano, eu acho) eu cheguei na parede e o menino tava se aproximando, nessa hora eu pensei "ai meu Deus, ele vai me matar" "porque q não é o satanás Deus" quando eu vi ele já tava muito perto, no impulso dei um soco nele e um chute nas bolas dele, corri para a porta e...ela tava trancada pelo lado de fora, eu tava tão desesperada que na adrenalina arrombei a porta do banheiro(ela era meio velha, então não foi tão difícil) saí correndo desesperada para sala de aula, nem tinha começado a aula, só queria um lugar para ficar sozinha(e também porque eu podia usar minha tesoura para me defender)
no outro dia a biscate veio me perguntar porque eu bati no namorado dela(vamos chama-lo de "N") fiquei sem entender nada, depois fui descobrir que aquilo era um desafio daquele jogo. Fiquei indignada e acabei contando para a diretora, como eu sou a "queridinha" da diretora ela não brigou comigo pela porta, mas pediu para eu pedir desculpas para o N por eu ter batido nele, eu pedi mesmo achando que ele não merecia, no final quem mais se ferrou foram a biscate, que propôs o desafio, o N que cumpriu o desafio e o amigo do N, que trancou a porta. Mas todos os que participaram da brincadeira(quase metade da sala) levaram uma bronca, por causa de outros desafios que também eram meio pesados
Depois desse acontecimento fiquei conhecida como "estraga prazeres"(como todo mundo lá da sala é amigo eles não ficaram muito felizes comigo) a biscate me chamou de babaca e ela e os outros usavam o argumento de que "era só uma brincadeira, não precisava dedurar pra diretora" (Parece que eles ainda não esqueceram porque alguns ainda me olham torto, principalmente o N)
bem é só isso, gostaria de saber a opinião de vocês, desculpa pela história longa, beijos lubisco ( ͡° 3 ͡°)
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2020.08.01 17:52 Natalia_Richarde2020 O DIA QUE FUI AMEAÇADA DE MORTE PELA EX

oi luba, turma, gatas maravilhosas, papeis assassinados, editores e possível convidado (que quase nunca tem), hoje vou contar minha triste historia de como fui corna e traída por amigos. bom luba essa é a minha primeira vez participando e espero muito que goste da historia.
ps: estou repostando, pq a anterior tinha alguns detalhes faltando e alguns erros de português ( me perdoe se ainda conter alguns), mas sem delongas vamos a historia.
Eu tinha uma amiga e a gente era bem próximas no período do ginásio e aí quando fomos para o 1° ano do colégio (2015) foi quando eu conheci um menino e a gente sempre foi próximos e por mais que ele trocava de turno na escola (por conta de trabalho),mas isso não interferia nossa amizade e nessa época ele começou a namorar essa amiga minha e cara eu shippava eles pra caralho e sempre apoiava e tudo mais, mas quando foi no 3°ano do colégio (2017) eu e esse meu "amigo" ("amigo" pq eu considerava ele mais um irmão) a gente caiu na mesma sala e aí ele sempre me pedia conselhos sobre o namoro pq segundo o que ele me contava, ela era muito infantil no namoro e tinha ciúmes demais e ainda tinha ciúmes de mim e tipo sempre dei conselhos para ele conversar com ela e assim se resolverem e essa amiga minha em vez de chegar em mim e perguntar as coisas para mim, ela simplesmente mandava outras pessoas perguntar sobre minha relação com o namorado dela e bom sempre fui sincera e sempre falei que considerava ele como meu irmão e que eu e ele não tínhamos nada. Mas ela sempre vinha com as criancices e tudo mais e depois dele passar o ano todo nesse chove não molha ele pediu mais conselhos para mim sobre e eu já tinha dado vários conselhos e o namoro deles não melhorava e o mais sensato quando isso acontece é o término (principalmente quando o diálogo não funciona mais) e aí eu falei para ele que se não tinha jeito que ele terminasse com ela, pq eu não queria o meu irmão sofrendo e assim ele fez e nisso começou o inferno, pois, ele começou a ficar com uma outra amiga nossa e ela começou a xingar eu e essa menina para o colégio todo e sempre quando alguém ia tirar satisfação, bom se fingia de que não tava fazendo nada e que os outros queria envenenar ela para nó,s blz os dias foram passando e aí eu e ele começou a ficar mais próximos, pois a gente cantava no mesmo ministério e aí a gente acabou começando a ficar serio e após 1 mês e começamos a namorar e aí a ex dele veio de mimimi para o meu lado sobre ele e dizia que ele amava ela ainda e aí eu contei que a gente tava namorando e tudo mais e que ele já tinha esquecido ela e que era pra ela seguir a vida dela(maldita hora que fui falar isso) essa menina começou a nos perseguir e nesse meio tempo conheci uma menina (meu namorado que apresentou ela)e ela se tornou uma irmã e ela sempre me ajudava em tudo ( guarde essa "melhor amiga/irmã", pois ela é importante), bom essa ex dele começou a nós perseguir e me atormentar e vindo conversar comigo no whatsapp (na maioria das conversas era nós duas brigando) e vinha postando indiretas para mim (e eu como uma boa pessoa retribuía as indiretas, com outras indiretas) e nessa época eu trabalhava e meu namorado sempre ia lá e passava um tempinho lá para me ver, mas teve um dia que ela viu ele lá e foi lá e sentou do lado dele e começou a me provocar tirando fotos dele e postando com legendas fofas e logo depois ela foi na mulher que cuidava do caixa e era amiga dela (essa mulher era bem próxima minha, era quase uma mãe no trabalho, foi ela que me ensinou tudo e me ajudou com tudo sempre, ou seja ela sabia da historia e ela iria me defender e me contar) e essa garota começou a falar que eu tava atrapalhando o namoro dela com ele e falando outras coisas além disso e tentando me envenenar para ela e meio que querendo que eu perdesse meu emprego, mas essa mulher já sabia da verdade e apenas acalmou ela e falou que se ela namorasse ela o pq de quando ele caiu de moto eu que estava lá do lado dele no hospital e não ela e quem cuidou dele foi eu e não ela e outras coisas e nisso ela saiu e a mulher veio conversar comigo e falar o que ela tinha falado e nisso eu comecei a chorar e tudo mais, pois meu psicológico tava totalmente abalado e estava totalmente frustada com tudo ( e também tinha medo dessa menina fazer eu perder meu emprego, pois era meu refugio aquele trabalho e por mais que era difícil lidar com as pessoas, aquele trabalho me fazia esquecer dos problemas em casa e no pessoal) e aí passou um tempo e ela ainda estava atormentando e um certo dia ela veio falar para ele que tava grávida dele (pois eles tinha feito fuc fuc 1 mês antes da gente começar a namorar ou seja, quando a gente estava ficando serio) e aí ele veio até mim e me contou tudo e eu perdoei ele e aceitei ele mesmo tendo um filho com ela e que estaria aqui para ajudar ambos no que precisar e umas horas mais tarde ela apareceu e começou a forçar ele a terminar comigo e ele falava que não ia terminar e ela ficava insistindo e aí eu perdi a cabeça e comecei a discutir com ela no meio da praça e todos olhando (puta vergonha que passei), mas aí como eu vi que ele não estava bem parei de discutir e ele foi conversar com ela e até que conseguiu fazer ela ir em bora e ai ele decidiu não assumir a criança, porém ajudar financeiramente ela e ela não aceitava essa ajuda nossa e fazia altos dramas ( de como ia ser o filho dela sem pai presente e tudo mais) e até que um dia a gente fez ela fazer exame para a gente realmente saber se era verdade a gravidez (como ela tinha uma certa fama de destruir relacionamentos dos outros, a gente foi ter certeza se procedia a história) e aí no dia que eles marcou os exames, meu namorado ia com ela neh, porem ela não esperou ele e tirou sangue sem ele e isso aí já fez a gente suspeitar da procedência do exame (pq o laboratório não era tao confiável), mas aí passou uns dias os resultados chegaram e dizia que ela tava realmente grávida e ainda sim existia a dúvida de ser dele e ela ainda continuava infernizando a gente e aí sempre que eu pedia conselhos para aquela "amiga" minha, ela sempre falava para mim terminar com ele e nunca me apoiava e tudo mais e isso me fez ter um pulga atrás da orelha sobre fidelidade dela (mesmo ela falando que ele não fazia o tipo dela, pq ela pode estar mentindo e a fama dela não era tão boa assim, tanto que tinha vindo pessoas me alertar sobre ela) e comecei a ficar esperta, pq meu namorado sempre que a gente ia sair ele gostava de passar na casa dela e tudo mais (e também comecei a ficar alerta, quando meu cachorro avançou nela, sendo que ele é amoroso e tem teorias de que cachorro tem o sentido de descobrir que não tem boas intenções e isso já me deixou encafifada e também teve um dia que a gente foi na casa dela e eu meio que me senti excluída ) e aí um dia a gente marcou de ir eu, meu namorado e a ex dele para a gente sentar e conversar sobre e bom esse dia chegou e após muita discussão ele me escolheu e ela não queria aceitar e começou a fazer chantagem e ainda mandando indiretas para mim por celular e a gente discutia sempre no whatsapp e aí teve um dia que ele foi por um ponto final e aí ela me ameaçou de morte e tudo mais (pse ele gravou um áudio sem ela perceber e ela me ameaçava e falava que se ela não podia ficar com ele, que eu não ia ficar e que ela poderia ir pro inferno por me matar, mas ela não se importava) e quando descobri isso fique desesperada e com medo e com raiva por ele nunca por um ponto final e tudo mais e isso tava me fazendo perder muito cabelo e eu ter crises de ansiedade, pois estava aguentando essa barra toda sozinha, pois não tinha apoio de ninguém (minha mãe sabia do namoro, porém nunca fui de dividir os problemas com ela e ela amava meu namorado) e aí um dia a ex dele teve um aborto espontâneo e aí ela parou de nós infernizar (esqueci de falar que ela sempre falava que ele só está a comigo para fazer ciúmes nela e tudo mais kkkk sendo que ele odiava ela) e aí a gente começou a ter paz, porém ele começou a ficar mais distante (ele falava que eu era a que tava distante, sendo que eu sempre fazia textinho e ele sempre falava as mesmas coisa que ''ele estava surpreso e não sabia o que dizer'' e demais desculpas esfarrapadas e até gastei 150 reais em uma aliança nova, pois eu tinha perdido a outra numa viagem e cara sempre fazia surpresas eu dava 100% de mim e ele nem 50% dele e isso me deixava muito triste e insegura comigo mesma) e um dia ele foi trabalhar em uma festa e aí ele me traiu com uma outra amiga nossa e ele falou que não foi culpa dele e que a menina que tinha beijado ele e tudo mais (e eu a trouxa perdoei)(esse rolo todo foi em 2018) e aí o ano passou e faltando 2 semanas para acabar fevereiro de 2019 ele me pediu um tempo e nesse período aquela minha "amiga" começou a postar fotos com ele com legendas fofas e tudo mais e era todos os dias praticamente e aí eu me afastei dela e aí nesse período saiu o resultado do meu vestibular e eu consegui passar aonde eu queria e aí eu e meu namorado marcou de conversar e resolver o nosso namoro (pq eu tava quase indo para outra cidade por causa da faculdade) e a gente foi no dia que a gente completava 1 ano de namoro e aí ele chegou deu feliz 1 ano e aí começou a falar que me amava,mas que ele tinha medo de eu ir para outra cidade e trair ele ou conhecer alguém melhor que ele e tudo mais (sendo que qualquer babaca seria muito melhor que ele e serio eu trair ele? esses medo era pq ele era o infiel da relação)e aí ele falou que se eu queria terminar com ele e aí eu falei que seria melhor a gente terminar, pq se pra ele nosso relacionamento a distancia não ia funcionar, então para que continuar e aí ele veio me abraçou e começou a chorar, porém percebi que aquele choro não era muito verdadeiro e aí eu chorei vindo para casa, mas era um choro dele alívio e um pouco triste por ter que contar para minha mãe que a gente tinha terminado, pois como a gente terminou eu estava tranquila que eu não iria sofrer mais e assim iria para outra cidade e não precisarei conviver com aquelas pessoas e aí alguns meses após o término meu ex veio conversar e pedir desculpas por tudo que ele tinha feito e pedir uma segunda chance, pois ele tinha se arrependido de tudo (pq ele tinha namorado e essa menina tratou ele tão mal, quanto ele me tratou e aí ele se deu conta das merdas que ele fez com quem realmente amava ele e que sempre cuidou e quis seu bem), porém após esse término eu comecei a ter mais alto estima e perceber que eu merecia alguém muito melhor e que ele e aí eu naturalmente dei um fora (ele começou a falar coisas do tipo ''você fazia cursinho fora e você acha que eu não iria desconfiar de algo'', insinuando que eu tinha traído ele e eu me estressei e comecei falar e por pra fora tudo e ai ele viu o quão errado ele estava) e uns dias depois um amigo meu veio me contar que esse ex meu tinha ficado com essa "amiga" minha um pouco depois que a gente terminou e eu fui e perguntei para ele e ele me confirmou e aí eu cortei minha amizade com aquela "amiga" e aí ele queria continuar a amizade comigo e eu aceitei, porém sempre fui fria e aí ele veio reclamar que eu não era a mesma e que eu estava fria com ele e aí eu falei que depois de tudo ele queria ainda que eu fosse igual com ele e fingisse que tava tudo ok e aí ele parou de falar comigo, por atualmente eu já os perdoei e queira que ele sejam feliz, contei para minha mãe os reais motivos de eu ter terminado com ele uma semana depois de ter me mudado para outra cidade, pq eu não tinha coragem de contar cara a cara e aí lubinha atualmente eu encontrei alguém que realmente me ama e me valoriza do jeito que sou e sempre me anima e sempre está disposto a tudo por mim, tanto que foi ele que me apoio a vir contar para você essa historia (eu e ele te assiste e então sempre que a gente joga a gente usa algumas frases suas), bom lubinha tenho algumas prints das conversas e queria muito poder deixar aqui para você ver, mas não sei como faz para colocar kkkk, a já ia esquecendo de contar que essa ex namorada dele sempre tentava fazer meu amigos se virarem contra mim, porem não conseguiu e então é isso lubinha essa é minha historia de quando fui traída em um relacionamento e em amizades . bjs lubinha e obrigada por todas as noites de diversão que você me proporciona (principalmente com o quadro nice mendigos e sempre coloco eles quando estou com crise de ansiedade ou insonia, pois me ajuda a acalmar e dormir) e caso queira julgar quem foi o babaca da historia pode ficar a vontade (apesar de eu achar que todos foram kkkkk). é isso lubinha,bjs e desejo todo o sucesso do mundo para você, seus editores e turminha. então é isso bjs lubinha, amo você.
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2020.07.29 20:45 novadulto Quão estável costuma ser morar de aluguel? [resumo no primeiro parágrafo]

Resumo/NLNL/TLDR: assumindo que o locatário paga o aluguel direitinho, não está detonando o imóvel nem arruma briga com os vizinhos, quão comum costuma ser a questão de despejo ou não cumprimento do contrato por parte do locador (porque o cara quer a casa de volta, seja pra morar, pra vender ou pra alugar pra alguém que apareceu dizendo que paga mais do que você)?
Antes de qualquer coisa, entendo que isso pode variar bastante de caso pra caso e de acordo com diversos fatores, bem como no fim não importam os números, a média ou a experiência dos outros, mas o que de fato acontecerá comigo (é aquele negócio do "não importa se a chance de um avião cair é de 1 em 4 milhões se o que cair for justamente o meu"). Mas eu queria ter uma noção melhor sobre isso.
Eu prezo bastante por estabilidade, e não me refiro nem só àquele negócio extremo de chegar do trabalho e descobrir que tenho que deixar o imóvel até a meia noite, mas a fazer o contrato de um ano de aluguel que seja e poder permanecer durante todo esse ano no imóvel (e quando o contrato estiver pra vencer já saber com uns meses de antecedência se vai ser renovado ou não), não ter que procurar outro lugar às pressas (com prazo de algumas semanas), me mudar, ajeitar o lugar novo de novo de um jeito que me agrade como já havia feito com o anterior... tudo por motivos alheios à minha vontade (é diferente de depois de dois meses morando lá eu resolver que quero ir pra outro lugar).
Por isso eu queria saber - quão comum costuma ser essa questão de despejo ou não cumprimento do contrato por parte do locador (assumindo que o locatário está pagando tudo direitinho, não está sendo um mal inquilino... Basicamente porque o cara quer a casa de volta, seja pra morar, pra vender ou pra alugar pra alguém que apareceu dizendo que paga mais do que você)?
Obs.: sei (ou acredito) que como inquilino tenho alguns direitos nesse sentido mas o ideal é não precisar reivindicá-los, né.
Obrigado!
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2020.07.29 20:44 novadulto Quão estável costuma ser morar de aluguel? [resumo no primeiro parágrafo]

Resumo/NLNL/TLDR: assumindo que o locatário paga o aluguel direitinho, não está detonando o imóvel nem arruma briga com os vizinhos, quão comum costuma ser a questão de despejo ou não cumprimento do contrato por parte do locador (porque o cara quer a casa de volta, seja pra morar, pra vender ou pra alugar pra alguém que apareceu dizendo que paga mais do que você)?
Antes de qualquer coisa, entendo que isso pode variar bastante de caso pra caso e de acordo com diversos fatores, bem como no fim não importam os números, a média ou a experiência dos outros, mas o que de fato acontecerá comigo (é aquele negócio do "não importa se a chance de um avião cair é de 1 em 4 milhões se o que cair for justamente o meu"). Mas eu queria ter uma noção melhor sobre isso.
Eu prezo bastante por estabilidade, e não me refiro nem só àquele negócio extremo de chegar do trabalho e descobrir que tenho que deixar o imóvel até a meia noite, mas a fazer o contrato de um ano de aluguel que seja e poder permanecer durante todo esse ano no imóvel (e quando o contrato estiver pra vencer já saber com uns meses de antecedência se vai ser renovado ou não), não ter que procurar outro lugar às pressas (com prazo de algumas semanas), me mudar, ajeitar o lugar novo de um jeito que me agrade como já havia feito com o anterior... tudo por motivos alheios à minha vontade (é diferente de depois de dois meses morando lá eu resolver que quero ir pra outro lugar).
Por isso eu queria saber - quão comum costuma ser essa questão de despejo ou não cumprimento do contrato por parte do locador (assumindo que o locatário está pagando tudo direitinho, não está sendo um mal inquilino... Basicamente porque o cara quer a casa de volta, seja pra morar, pra vender ou pra alugar pra alguém que apareceu dizendo que paga mais do que você)?
Obs.: sei (ou acredito) que como inquilino tenho alguns direitos nesse sentido mas o ideal é não precisar reivindicá-los, né.
Obrigado!
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2020.07.23 10:48 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt4 HBR

HISTÓRIA DO BRASIL16
16 Sugiro estudar ao menos um pouco História do Brasil e História Mundial antes de começar a estudar Política Internacional, por motivos óbvios. Vale dizer que boa parte da bibliografia de História Mundial pode, também, ser válida para os estudos de política internacional (vide Guia de Estudos).
- Apostilas “Anglo Vestibulares” (para História do Brasil, ler as duas apostilas da matéria na íntegra, com menos ênfase no período colonial): peguei as apostilas do 3º ano do ensino médio do sistema de ensino Anglo (série Alfa) de meu irmão. São quatro apostilas finas (no total, devem ter umas 300 páginas de Brasil e 100 de Mundial, se contar apenas após o Iluminismo). Inicialmente, peguei as apostilas para uma revisão inicial da matéria, mas devo dizer que fiquei impressionado com a qualidade e com a quantidade de informações que eu não havia achado em nenhum outro lugar. Acho que ninguém gosta de ler livros de História que divagam e que, embora bons em algumas partes, também têm alguns capítulos chatos e nem sempre muito interessantes. Inicialmente, achei que as apostilas fossem ser bem gerais (como são, geralmente, os estudos de ensino médio), mas elas me surpreenderam pelo poder de concisão e, ao mesmo tempo, por possuírem muitas informações boas. O mais interessante é que, por se tratar de apostilas voltadas para a revisão de vestibulandos, elas não incluem coisas mais gerais e de que toda pessoa ensinada tem conhecimento; são concisas e informativas. Eu grifava quase tudo dos capítulos. Em História do Brasil, fiz o teste e li determinadas matérias (Colônia e I Reinado) nas apostilas e comparei com a leitura do Boris Fausto (descrição a seguir). Para minha surpresa, a apostila, nessas partes, tinha mais informações e era mais interessante para o que CACD pede que o Boris Fausto. Resultado: fiz o que, para muitos, seria considerado um crime e abandonei o Boris Fausto. Não sei se dei sorte, porque não se cobrou História pura na terceira fase, apenas história da política externa. Possivelmente, os conhecimentos que deveriam haver sido apenas introdutórios foram suficientes, justamente, porque foram introdutórios à matéria de História da política externa, que estudei por outras obras (indicadas a seguir). De todo modo, eu não poderia deixar de fazer a indicação. As apostilas est~o disponíveis para download no “REL UnB”.
- História do Brasil (Boris Fausto): Cuidado! Não é História Concisa do Brasil, é só História do Brasil. Lançaram essa concisa (até constava na bibliografia dos Guias de Estudo, quando ela ainda existia), mas, segundo informações de professores de cursinho, não é boa, há cortes mal feitos e muita coisa fica de fora. O História do Brasil é, dizem, melhor. Para ser bem sincero, li só até meados do Império, que foi o tempo de descobrir as apostilas do Anglo. Depois disso, não toquei mais no livro do Boris Fausto. De qualquer modo, é bastante importante e bem recomendado.
- História da Política Exterior do Brasil (Amado Cervo e Clodoaldo Bueno): leitura completa obrigatória, um dos mais importantes de toda a bibliografia. Leia atentamente, faça resumos, fichamentos, mapas mentais, o que puder ajudar a gravar o máximo de informação possível. Ajuda em Política Internacional também. Na prova da terceira fase de História do Brasil de 2011, as quatro questões foram sobre história da política externa brasileira.
- Manual do Candidato: História do Brasil (Flávio de Campos e Míriam Dolhnikoff): já ouvi falarem muito mal dele, mas achei interessante, principalmente por duas razões. Em primeiro lugar, os capítulos são divididos por temas de maneira bastante útil (economia; sociedade e cultura; política externa etc.), o que facilita na complementação de estudos em temáticas que você não encontrou muito bem trabalhadas em outras fontes. Em segundo lugar, relacionado ao primeiro, só no manual achei itens mais pontuais referentes aos tópicos “sociedade e cultura”, que eu n~o havia encontrado, de maneira mais simples e sistematizada, em outras obras. Recomendo o possível uso desse manual como complemento a seus estudos de História do Brasil, especialmente das partes que você n~o encontrar em outras bibliografias (como “sociedade e cultura”, em meu caso). Além disso, há boas sugestões de leituras (tanto de bibliografia básica quanto de bibliografia complementar) ao final de cada capítulo do manual. Apesar de ser um manual massacrado por alguns, eu não o dispensaria. Não aconselho, entretanto, que se faça uso desse manual como leitura introdutória. Acho válido ler outras bibliografias de caráter mais geral primeiramente.
- Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas (Synesio Sampaio Goes Filho): eu havia lido na Universidade e tinha um resumo muito bom dele (encontrado na internet), então só estudei pelo resumo mesmo. De todo modo, é bem curto e excelente livro sobre a formação territorial do Brasil, assunto recorrente do CACD. Vale a pena a leitura atenta, tomando notas acerca dos principais tratados de limites (nomes, datas, negociadores e o que mudou para o Brasil com cada um). Cobre praticamente todo o primeiro tópico de História do Brasil (só n~o digo “todo” porque, embora eu não saiba o quê, alguma coisa deve ter ficado de fora, nada na vida é tão fácil assim) e é fundamental para o concurso (matéria frequente da primeira e da terceira fases). Um resumo que encontrei na internet est disponível para download no “REL UnB”.
- Formação da Diplomacia Econômica do Brasil (Paulo Roberto de Almeida): o livro é bem grande, com muitos detalhes, então o que interessa são aspectos mais gerais. Usei apenas algumas poucas páginas, para suprir alguns pontos de política econômica no século XIX (tratado de 1827 com a Inglaterra, leis tarifárias pós-Alves Branco e tratado Blaine-Mendonça), mas pude ver que há muita coisa interessante para o estudo de História do Brasil de uma maneira geral também (para isso, atenção aos quadros das páginas: 54-56; 547-550; 579-591; 605-611; 627-628 – podem ser bons resumos não só para temáticas econômicas). Sugiro dar uma folheada, se você tiver tempo.
- Formação do Brasil Contemporâneo (Caio Prado Jr.), História Econômica do Brasil (Caio Prado Jr.) e Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também estão na leitura recomendada para Economia e já caíram como leitura obrigatória de Português na segunda fase. São livros importantes sobre história econômica brasileira, e, mesmo que não leia os livros (só os li na universidade; para o concurso, li apenas resumos), pode ser interessante saber o argumento principal do autor e algumas características mais gerais. Acho que um resumo bom pode ser a solução, uma vez que colônia não é a temática principal nem da prova de História do Brasil, nem da de Economia.
- Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda): também recomendado para a segunda fase, embora o cerne da atenção seja outro. É um livro curto e tranquilo de ler, mas nada que um resumo bom não possa ajudar com os principais argumentos. Acho que a relevância, em História do Brasil, talvez esteja mais em fornecer eventuais ilustrações e argumentos de autoridade para a terceira fase que na história presente no livro (com a ressalva de que, nos últimos anos, a possibilidade de usar qualquer coisa de História na terceira fase que não envolva política externa ter sido progressivamente reduzida). O prefácio da 26ª edição, de autoria de Antonio Candido, já serve como bom fundamento nesse sentido (“O Significado de ‘Raízes do Brasil’”, disponível para download no “REL UnB”).
- Casa-Grande & Senzala (Gilberto Freyre): acho que não vale a pena a leitura, principalmente por questões de tempo e de possíveis benefícios em termos de aproveitamento no concurso. Um resumo bom das principais ideias do livro pode ser suficiente (mesmo assim, acho que não vale muito a pena para a terceira fase, pode ser mais útil na segunda).
- Os Donos do Poder (Raymundo Faoro): também n~o li. H resumo no “REL UnB”.
- Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos – 2 volumes (Lourenço Dantas Mota): essa obra será, também, útil para seus estudos de Literatura. Não li para a primeira fase, e não me fez falta. Para a terceira, talvez possa ser importante, mas não li. Para a prova discursiva de História do Brasil, destacaria os capítulos:
· Volume 1: “Formaç~o do Brasil Contempor}neo”, “Formaç~o Econômica do Brasil”, “Os Donos do Poder”, “Conciliaç~o e Reforma no Brasil” e “A Revoluç~o Burguesa no Brasil”.
· Volume 2: “D. Jo~o VI no Brasil”, “A América Latina: Males de Origem”.
- A Construção da Ordem/Teatro das Sombras (José Murilo de Carvalho): juntamente com Os Donos de Poder, são importantes obras para o concurso, mas, como não tive tempo de ler, peguei resumos e acredito que foram suficientes. Acho que o principal desses autores é pegar alguns argumentos centrais que podem ser usados como argumento de autoridade na prova da terceira fase. Os resumos est~o no “REL UnB”.
- A Formação das Almas (José Murilo de Carvalho): a recomendação que recebi é que um resumo poderia substituí-lo, e foi isso o que fiz. Resumo no “REL UnB”.
- Maldita Guerra (Francisco Doratioto): além de o Doratioto ser membro da banca corretora da terceira fase (e professor do Curso de Formação do IRBr), é um livro sobre temáticas muito importantes. Como não tinha tempo, estudei os tópicos referentes a esse livro em outras obras mais sucintas. Li apenas o capítulo 1 (“Tempestade no Prata”) para a terceira fase, como recomendação do professor do cursinho, mas nem é muito bom. Muito melhor que esse capítulo é o artigo “O Império do Brasil e a Argentina (1822-1889)”, do próprio Doratioto [Revista do Programa de Pós- Graduação em História da UnB, Vol. 16, No 2 (2008)]. Aproveitando a temática das relações Brasil- Argentina, sugiro o artigo “Relações Brasil-Argentina: uma anlise dos avanços e recuos”, de Alessandro Warley Candeas [Revista Brasileira de Relações Internacionais 48 (I): 178-213 (2005)]. Esses dois artigos est~o disponíveis no “REL UnB”.
Podcast sobre a Guerra do Paraguai: http://www.radioponto.ufsc.bindex.php?option=com_content&view=article&id=903:tempestade
-no-prata&catid=6:radiojornalismo&Itemid=31
Os livros a seguir são recomendações que recebi e recolhi na Internet, embora eu não tenha feito uso de nenhum deles em minha preparação.
- A História do Brasil no Século 20 (Oscar Pilagallo/Folha de São Paulo) - cinco pequenos livros. Já vi recomendações de que é boa (e curta) fonte de revisão, especialmente para a primeira fase.
- A Idade de Ouro do Brasil (Charles Boxer): sobre Brasil colônia. Não sei se vale muito a pena, o que se tem cobrado do assunto é bem superficial, e um livro geral e básico pode resolver o problema.

- A Identidade Nacional do Brasil e a Política Externa Brasileira (Celso Lafer)

- Autonomia na Dependência (Gerson Moura)
- Cronologia das Relações Internacionais do Brasil (Eugênio Vargas Garcia)
- Da Monarquia à República (Emília Viotti da Costa)
- Dicionário de História do Brasil (Moacyr Flores)
- Diplomacia Brasileira (Lampreia)
- História do Brasil: uma interpretação (Carlos Guilherme Mota)
- História Geral do Brasil (org. Maria Yedda Linhares): ler apenas o capítulo sobre o Império.
- Os Sucessores do Barão (Mello Barreto)

- Relações Internacionais do Brasil: de Vargas a Lula (Vizentini)

- República Brasileira (Lincoln de Abreu Penna): apenas até o fim da Era Vargas.
- Rio Branco: o Brasil no mundo (Rubens Ricupero): pequeno livro sobre o Barão do Rio Branco. Não li, mas acho que pode ser interessante (é bem curto também). Esqueça a biografia do Álvaro Lins, sem utilidade prática para o concurso. Não li nada sobre o Barão que não estivesse no livro de Amado Cervo/Clodoaldo Bueno.
- Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990) (orgs.: José A. G. Albuquerque, Sérgio
H. N. de Castro e Ricardo A. A. Seitenfus)
- Trajetória Política do Brasil (Francisco Iglesias): segundo recomendações, é um resumo bom de todo o assunto de História do Brasil e pode servir como revisão antes da primeira fase.
- Uma História do Brasil (Thomas Skidmore)
HISTÓRIA MUNDIAL
- Apostilas “Anglo Vestibulares” – já descritas acima. As apostilas estão disponíveis para download no “REL UnB”. Para História Mundial, ler a partir de “Iluminismo”.
- História das Relações Internacionais Contemporâneas (José Flávio Sombra Saraiva): li na Universidade e para o concurso. O engraçado é que, quando o li na Universidade, tendo aula com o próprio Saraiva, não gostei do livro e não cheguei sequer a ler os últimos capítulos. Quando fui ler para o concurso, achei bom. Apesar de não ser completo, acredito ser boa introdução para quem está meio enferrujado no assunto ou, ainda, boa revisão de tópicos gerais para quem já estudou alguma coisa. Recomendo.
- O Mundo Contemporâneo (Demétrio Magnoli): é de Ensino Médio, mas é sensacional. Ótima introdução ao tema. Tanto para PI quanto para HM, é um dos melhores e mais importantes para o concurso. Leia a partir do capítulo 3. Sugiro que você, à medida que ler o livro, faça anotações de tópicos e de datas mais importantes (podem ser muito úteis para a revisão às vésperas da primeira fase). É mais voltado para o período após o início da guerra fria, mas há alguma coisa sobre o período anterior a esse também. De qualquer forma, isso significa que outras leituras em temas não contemplados aqui, como Revolução Francesa e Revolução Industrial, por exemplo, são fundamentais. Para cobrir essa parte da matéria, sugiro o volume 2 do História da Civilização Ocidental, do Burns (citado abaixo).
- História da Civilização Ocidental (Burns, volume 2): não li por falta de tempo, mas já ouvi comentários de que é melhor e mais didático que os livros do Hobsbawm (descritos abaixo). Como é um livro antigo, é necessário complementar com outras leituras. O Mundo Contemporâneo pode fazer isso muito bem. Se tiver tempo, é uma leitura bastante recomendada.
- Manual do Candidato: Política Internacional (Demétrio Magnoli): é bem geral e não passa nem perto de falar sobre todos os temas. Incluí o Manual do Candidato: Política Internacional aqui na lista de livros de História Mundial pela simples razão de o livro ser quase todo igual (ou, para não dizer “igual”, ao menos muito semelhante) ao O Mundo Contemporâneo. Há partes que são simplesmente idênticas (apesar de o autor mudar os nomes dos capítulos). A dica, portanto, é comparar os conteúdos, para ver o que é novidade e o que não é. Preferi O Mundo Contemporâneo (ler apenas do capítulo 3 em diante). O manual possui alguns erros (especialmente, de datas), mas nada que não possa ser facilmente detectado por um leitor atento (e que saiba um pouco de História, obviamente) ou que comprometa o livro como um todo. Se não tiver acesso ao O Mundo Contemporâneo, o manual não é de todo ruim.
Obs.: não confundir! Há outro manual mais novo, de autoria de Cristina Pecequilo, que está descrito abaixo, na parte de Política Internacional.
- Manual do Candidato: História Mundial (Vizentini): sabe aqueles livros que dão vontade de chorar e de abrir o Word, para fazer todas as doze milhões e quatrocentas mil correções de Português necessárias? Então, aqui está um prato cheio. Tenho amigos que começaram a ler e não conseguiram terminar. Não sei como eu resisti até o final, mas devo dizer que está longe de ser uma leitura prazerosa ou primordial. Passe adiante!
- História da Paz e História da Guerra (org. Demétrio Magnoli): os livros são, de maneira geral, bons e rendem boas anotações, embora não sejam imprescindíveis. O História da Guerra está disponível para download no “REL UnB”.
- As “Eras” de Hobsbawm: não li nada do Hobsbawm. Para falar a verdade, só para não dizer que não li nada, li dois trechos curtos de capítulos, sobre Revolução Mexicana e sobre a Revolução Russa de 1905. Foi o suficiente para decidir não ler mais nada. Mil desculpas aos amantes da História e do Hobsbawm, mas cheguei à conclusão de que não tinha tempo para gastar com capítulos longos e, muitas vezes, com informações desnecessárias (ou até mesmo sem as informações que, para o concurso, realmente importam, haja vista a parte de Revolução Mexicana, que não fala nada com nada). Aí alguém diz “mas havia um item em 2011 que era praticamente cópia do Hobsbawm”, e respondo: 1) acho pouco provvel que alguém consiga decorar detalhes como os que foram pedidos; 2) a questão foi tão mal feita que, apesar de ser quase a cópia do livro, copiou errado, e o gabarito ficou errado (ou seja, se a prova fosse de consulta, é provável que eu errasse a questão – pode ser que eu seja muito burro para entender o Hobsbawm também, mas não consegui entender de onde a banca tirou o gabarito louco a questão). Se você fizer muita questão de ler o Hobsbawm, mas muita questão mesmo, sugiro que leia apenas a Era dos Extremos. Se, ainda assim, você quiser ler e fichar todos os quatro livros, saiba que estará perdendo tempo. Todas as “Eras” est~o disponíveis para download no “REL UnB”. Reproduzo, a seguir, uma indicação de leituras que achei na internet, para aqueles que querem ler o Hobsbawm de qualquer maneira. Não sei se a seleção de capítulos é boa, se é muita leitura (provavelmente, sim) etc. De qualquer forma, aí vão os capítulos recomendados no blog “Estudos Diplomticos”:
- Era das Revoluções: cap. 1 a 3, 6, 7, 16;
- Era do Capital: cap. 1, 5, 6, 9, 12 a 16;
- Era dos Impérios: cap. 3 a 6, 9 a 13;
- Era dos extremos: cap. 1 a 8, 11 a 13 e toda a parte III.
- O Longo Século XX (Giovani Arrighi): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 1 e 4 (obviamente, ponderando, de acordo com o edital, o que é realmente importante nesses capítulos). Não acredito que seja indispensável.
- Ascensão e Queda das Grandes Potências (Kennedy): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 4 a 8. Não acredito que seja indispensável.
- Diplomacia (Kissinger): Só li algumas partes na universidade, não para o concurso. Um professor de História Contemporânea da UnB, ex-professor de cursinho preparatório para o IRBr, recomendou a um amigo a leitura dos capítulos 9, 10, 16, 19, 24 a 30. Não acredito que seja indispensável.
- “Wikipédia”: como tudo na vida, é necessário usar com consciência, mas pode ajudar bastante, especialmente para coisas pontuais. Ainda que, como todo mundo não se cansa de repetir, haja muitos erros (nisso ela não inovou: quantos milhares de erros também achamos nos livros da bibliografia?), acho que, desde que não seja sua única ou principal fonte de conhecimento, pode ajudar bastante em História Mundial.
Outras sugestões que recebi (mas não li nem as obras, nem comentários a respeito delas): História da América Latina (Donghi), História do Capitalismo de 1500 a Nossos Dias (Michel Beaud), Introdução à História Contemporânea (G. Barraclough), The Penguin History of the Twentieth Century: The History of the World, 1901 to the Present (J. M. Roberts), O Século XX (org. Daniel Aarão, 3 vol).
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2020.07.23 04:46 Taybr3 Não consigo mais pensar no que fazer

Pra explicar o porque desse título, é melhor eu explicar antes de tudo, o que aconteceu de agosto de 2018, até hoje.
Em junho de 2018, conheci uma garota através de um antigo amigo meu. Me aproximei bastante dessa garota, e algum tempo depois começamos a namorar.
No começo eu não sabia o que sentia por ela, acho que comecei a namorar com ela só pra saber como era mesmo (já que eu nunca tinha namorado a sério antes). Mas com o tempo, me apaixonei por ela de verdade.
Depois de um tempo qualquer um que passasse por nós dois podia afirmar de pé junto, a gente se amava de verdade.
No inicio tudo foi bom, mil maravilhas, mas com o passar do tempo as coisas foram começando a dar errado. A primeira coisa que deu errado (que eu descobri MUITO tempo depois de acontecer, por acaso) foi: a garota tinha uma amiga, que sempre "zicava" nosso relacionamento, dizendo que eu era um rapaz ruim, que não prestava, inventando coisas sobre mim, sem nem ao menos me conhecer. Basicamente, essa amiga dela sempre fez a cabeça da garota, para que ela terminasse comigo e me detestasse.
A segunda coisa que deu errado: com essa "zica" dessa amiga dela, a garota acabou começando a duvidar do que sentia por mim, e direto e reto terminava comigo (pra voltar depois de uma semana), e eu na época não entendia os motivos disso, então me culpava, achando que era sempre algo que eu tinha feito, por ser muito inseguro. E com esses términos e voltas (se não me engano foram 6 ou 7), e eu me culpando e ficando cada vez mais confuso, meu psicológico foi ficando afetando, e a cada dia que passava, só piorava tudo (guardem essa informação pra mais tarde)

A terceira coisa que deu errado: com esse termina e volta, a mãe da garota começou a duvidar se a garota realmente gostava de mim, e concluiu que não gostava (por mais que não fosse a real). Então ela junto com o resto da família da garota, também começaram a me taxar como um cara ruim, pois sempre que acontecia alguma coisa mínima por culpa minha, que incomodava a garota, ela ia correndo contar pra mãe. Mas quando a garota me fazia chorar noite após noite, me tratando de forma fria, e fazendo eu me culpar pelos términos que ela mesma decidia por si só, ninguém além de nós dois dava notícia (eu tenho certeza que a família dela não sabe de todo caos que essa garota causou em mim até hoje)

Então resumindo, a amiga da garota zicava nosso relacionamento, a mãe dela não gostava de mim por motivo nenhum, e a família dela desaprovava nosso relacionamento por me achar ser um cara ruim sem nem me conhecer e botava pressão encima da garota.

Tudo bem, a gente tentou lidar com isso, pq se for pra ser facil, qual é a graça né?
E a gente até conseguiu, a gente tentou resolver o problema da amiga que zicava a gente assim que eu descobri o que ela fazia. A gente tentou resolver o problema da família, e tudo mais.

E seguimos até março de 2019, onde outra vez, sem me explicar o motivo. Ela voltou com os términos. E eu inseguro do jeito que sou, voltei a me culpar por isso tentando achar uma razão, e isso foi piorando meu psicológico cada vez mais. Fui ficando cada vez mais cansado com essa de terminar e voltar, cada vez mais cansado dela me tratando com indiferença, sendo fria comigo, de um jeito que ela não era com mais ninguém (até onde eu via).
E mesmo assim, consegui aguentar. Pq eu amava ela, e toda dificuldade ia valer a pena no final? Não ia??
Agora prestem atenção, pois vão ter 2 acontecimentos importantes, dos quais eu não tenho certeza da ordem em que aconteceram

Então ela conheceu um guri, que morava perto dela, e que ela via com mais frequencia do que eu (ja que eu moro um pouco longe da casa dela, e gente só podia se ver nos fins de semanas... Quando ELA DECIDIA QUE QUERIA ME VER)
Esse guri sempre deu encima dela, flertava com ela e fazia de tudo pra tentar pegar ela, mesmo sabendo que ela namorava. Isso nunca importou pra ele.

E um dia, em junho, com ela me tratando de forma fria e indiferente, após terminar e voltar comigo várias vezes. Ferrar com meu psicológico. Um dia, depois de basicamente um mês sem ver ela, só esperando ela decidir quando que queria me ver, e depois dela cancelar encima da hora simplesmente pq ela "Não tava afim". Eu explodi, discuti com ela, a gente brigou, falei besteiras, não consegui me segurar.
Adivinha a primeira coisa que ela fez depois disso? EXATO, ela falou pra mãe dela, como sempre fazia.
E a primeira coisa que a mãe dela fez foi proibir de vez que a gente ficasse juntos.

Mas no outro dia, com mais calma, conversamos e com o passar da semana voltamos a nos entender.
A gente ainda se amava, e queria ficar juntos. Mas agora com a restrição da mãe dela, não podia ser igual antes, então resolvemos manter só entre a gente, a distância, até a poeira abaixar.
Isso durou uma semana.
Pq com o guri que ficava encima dela igual urubu na carniça, e com a família dela me crucificando dia e noite dentro da casa dela, ela acabou cedendo.
Terminou comigo, e no outro dia ja assumiu um relacionamento com o guri.
Isso me destruiu.

Mas a gente continuou se falando, eu ainda gostava dela, e ela ainda gostava de mim, então com as coisas acontecendo, ela acabou traindo o guri comigo. (Eu gostava dela. Não tava nem aí pra esse guri, por mim ele não só poderia, como pode até hoje ir se f*der)
Ficamos assim até o inicio de agosto. Quando ela resolveu se sentir culpada por trair o moleque, e então podendo escolher entre mim, e ele, escolheu ele. E fez questão de me dizer isso com todas as palavras.
Eu nunca chorei tanto na minha vida.
Fiquei consumido por tristeza, ódio, um vazio infinito dentro do peito, tudo de ruim que vcs possam imaginar.
E então, consumido por essas coisas, nesse mesmo dia, de madrugada. Eu fiz uma coisa. Da qual não me orgulho.
Como vcs devem saber, gente safada e internet não dá certo, então eu peguei algumas fotos que tinha dela, algumas prints de conversas nossas, e mostrei tudo para o guri. Toda traição que eu consegui registrar, eu mostrei pra ele.

Depois de uns dias o guri viu as mensagens, me agradeceu, terminou com ela (apesar de que voltaram alguns dias depois, e dps terminaram dnv, eu não sei, não procurei saber o que aconteceu com eles)
Mas quando a guria soube o motivo dele terminar com ela,que foi por eu ter mostrado tudo pra ele. Ela me odiou, me xingou de tudo quanto é nome, falou mal de mim, e no fim, cortou todo contato que tinha comigo.
Mas antes de cortar contato, ela disse uma frase que eu nunca vou esquecer (guardem essa frase, ela vai ser muito importante no fim)
Ela disse: Eu não to brincando quando eu falo que quero te deixar quase morto, mas sem te deixar morrer.
Então, depois disso tudo, eu me senti um pouco mais aliviado, e pensando agora, talvez tenha sido porque eu causei nela, um pouco da dor que ela me causou.

Ficamos sem se falar por 6 dias, e nesse meio tempo, eu consegui me desprender dela, até ouso dizer, em 6 dias eu consegui deixar de gostar dela.
Mas então, no sexto dia, era meu aniversário, e pois é, ela me chamou. No dia do meu aniversário.
Nisso voltamos a conversar, viramos amigos novamente, e em outubro, quando a gente ja se gostava novamente, voltamos a namorar.
Mas não durou. A família dela ainda me odiava, e pressionava ela sobre isso. Então pouco tempo depois, ela terminou comigo outra vez, dizendo dessa vez que "não queria ir contra a vontade da mãe dela"
Isso me quebrou outra vez.
Por que ela fez isso?
Por que voltou a falar comigo? Logo quando eu tinha conseguido esquecer ela?
Por que me fez voltar a amar ela? Pra me deixar vazio e sozinho depois?
Por que? Por que?!
Eu não consigo entender isso até hoje. Mas foi isso que me desgraçou de vez.
Desde então, ela tem ficado com vários e vários garotos, basicamente com quem ela quer, pois apesar de ela não achar, ela é uma guria bem atraente, e qualquer um consegue sentir atração por ela. Então tudo que ela precisa fazer, é escolher quem ela quer.
Não nos paramos de nos falar, e ver isso, ver ela me contando essas coisas, só foi me destruindo cada vez mais. Dia após dia.
Toda essa bomba emocional, f*deu comigo. Mas eu não queria ficar mal, e tentei esquecer ela, e me cuidar.
Procurei um psicólogo, fui em algumas consultas e ele até me receitou um remédio.
Cloridrato de fluoxetina, que apesar de eu não notar efeitos, eu tomo até hoje. (Só fui descobrir que era pro tratamento de depressão causada por ansiedade quando joguei o nome no google, e ansiedade é uma coisa que eu sempre tive, desde criança, mas que nunca me prejudicou tanto.)

Com o tempo fui piorando cada vez mais, na minha mente só se passa coisas ruins, ando sempre desanimado, triste. E com isso acabei me tornando um cara negativo.
Com isso perdi amigos, e quaisquer pessoas que ainda tentavam se manter perto de mim. Afinal, quem quer ficar perto de uma pessoa instável, negativa, e que não tem nada de bom pra te oferecer? Não os julgo, eles fizeram o que pensaram ser melhor para eles.
Mas com isso eu fiquei sozinho de vez.
Tinha que ver dia após dia como eu me tornava cada vez mais insignificante para a garota que eu amava.
Vi todos os meus amigos, e pessoas das quais eu me importava se afastarem de mim, e nem olharem para trás.
Me afundei cada vez mais na depressão.
Com o tempo comecei a ter pensamentos suicidas, e ainda tenho. Só não fiz ainda pois tenho pais e familiares que me amam, e não quero que eles fiquem tristes por eu morrer. Mas se um dia isso que eu pensar sobre eles fraquejar, só Deus sabe o que eu vou fazer.

Enfim, garota.
Hoje em dia ela namora um guri que eu não sei quem é, e pessoalmente, espero não saber.
Até ontem a gente se falava as vezes, mas depois de uma conversa, e de eu ficar acordado até as 4h da manhã chorando por causa dela outra vez. Eu decidi que é melhor eu ficar longe de whatsapp, twitter, instagram. Ou qualquer lugar na internet em que eu possa me esbarrar com ela.
E graças a pandemia, não preciso me preocupar em me esbarrar com ela na rua. (Pelo menos por enquanto)
Estou me sentindo muito sozinho, não vejo saídas para tudo de ruim que eu sinto dentro de mim além da morte, e eu sei que não é o certo a se fazer.. Mas eu só não consigo mais..
Não consigo achar uma razão para viver.
Não consigo gostar nem me importar com ninguém, além dos meus familiares, e dessa garota.
Eu realmente queria que as unicas pessoas que eu sentisse alguma coisa fossem meus familiares.
Uns tempos atrás eu não conseguia dormir, pois sempre que deitava na minha cama, era tomado por 1 milhão de pensamentos relacionados a essa garota, e tudo de ruim que minha mente conseguia criar. (acredito que seja por causa da ansiedade)
Eu odeio essa garota. E todo mal que ela me fez.
Desejava nunca ter conhecido ela.
Eu queria resolver tudo isso, mas tudo que ja tentei, não deu certo.
Quando tento me afastar dela, minha mente insiste em me lembrar dela, dia e noite. E me machucar mesmo com ela longe. E caso eu me reaproxime, ela mesma vai me machucar.
Eu tenho vários e vários pensamentos negativos, e ja até cheguei a pensar em viver somente pra arruinar a vida dela.
Eu não sei o que fazer. Nem como resolver isso que ta acontecendo comigo.
Bom, vocês lembram da frase? Que ela queria me deixar quase morto mas sem me deixar morrer? Ela conseguiu. Eu estou morto por dentro. Não tenho objetivos, vontades, prazeres, sonhos, desejos.. NADA.
E eu não consigo morrer, porque tenho amor pelos meus familiares e por ela o suficiente para não me suicidar.
Mas se as coisas continuarem piorando a cada dia mais, do jeito que está. Acho que não está tão longe de eu mesmo fazer algo ruim comigo.
Eu não faço a mínima ideia se deixo esse desabafo em Relacionamento, Depressão ou só em Desabafo mesmo.
Para não arriscar ter meu post apagado por estar na categoria errada, e ter que reescrever tudo, com todas as lágrimas novamente. Vou deixar só em desabafo, acho que é o mais neutro.

Enfim, não sei como alguém pode me ajudar com isso, mas se você leu até aqui. obrigado. Espero que esteja tudo bem com você.
Espero que ela não acabe vendo isso, pq explicar o pq eu to desabafando tudo que aconteceu entre ela e eu em um sub no reddit não é algo que eu quero fazer.
Também espero um dia entender, como posso amar tanto uma pessoa que eu odeio até a última célula do meu corpo.
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2020.07.15 04:10 moonlich Denunciar

Denunciar é importante. Eu estou aqui para apelar para que façam denúncias no meio mais simples e menos arriscado que é pela internet. Usando-se o recurso de denunciar dos aplicativos e fazendo comentários em sites já ajuda. Por quê?
É assim que vamos descobrir e eliminar os fakes, os bots a serviço das corporações e, consequentemente, de pessoas que deixaram as máquinas trabalharem demais para elas.
Sabe aquelas ligações inoportunas que recebemos de operadoras e pior ainda, agora tem uma ligação onde respondemos perguntas e somos pedidos a deixar nossos dados para uma máquina que detecta a voz e as informações.
Da mesma forma que existe esta programação para, em horários aleatórios (ou nem tão aleatórios assim), a mídia e os jornais e a máquina com a programação do humano inconsciente, começou a elaborar suas notícias. Seja com o intuito de ajudar a raça humana, esta máquina de produção de notícias está afetando nosso planeta.
Não é muito comum ligar a psique extra-sensorial à um dispositivo de comunicação. Basicamente porque não parece ter muito a ver afinal é algo feito uma obra prima da mente humana. Lógica, números, cálculos, recursos, política e leis.
No meio do caminho para o funcionamento total destes dispositivos, temos a vontade, o desejo, as emoções humanas e as necessidades físicas e psicológicas que advém e circundam o trabalho.
Até aí, tudo bem. Humanos fazendo coisas humanas.
Mas é muito complexo. A propria invenção do dispositivo supera qualquer expectativa até os dias de hoje. A paranóia em recuperar um celular perdido é grande demais por razões humoristicamente e superficialmente relatadas por consumismo. Mas e se o consumismo pudesse ser explicado até espiritualmente? Calma, eu chego lá.
Em várias eras, culturas e povos, havia e há o deslumbro com o desconhecido. As estrelas, vida após a morte, como funciona a fé...São destas indagações que as ciências como a filosofia e a antropologia foram surgindo. E estes dispositivos portáteis? Onde entram? Já reparou que eles combinam tanto com o usuário? Não só o hardware, mas os softwares. Isto é fruto de muita abstração, tentativa e erro, dispêndio de recursos, suor e ranger de dentes.
Mas, independente se os responsáveis por estas criações eram ou não pessoas com uma espiritualidade desenvolvida, se gostavam de super-heróis, eram religiosos ou apreciavam artes e esporte, isto não é considerado. O quê importa é como o usuário e que tipo de usuário usa os produtos. Pois, se alguém com uma conexão com o sobrenatural estiver usando pra fazer o bem, não tem problema mas se o mal que algo lhe causa é inexplicável até para decidir se denunciar é algo irrelevante por se tratar de uma "coisinha de nada", bom, talvez você já tenha caído nas artimanhas dos magos tecnológicos.
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2020.06.29 20:20 throwaway2159861 Fracassei em todos os aspectos da minha vida

Boa tarde, estou precisando desabafar e resolvi contar aqui grande parte da minha história e talvez fazer uma auto-análise. Imagino pelo que vi e vivenciei que é possível que muitas pessoas se identifiquem com os assuntos que eu vou falar, então pode até ser uma leitura interessante.
Antes de começar, recomendo essa música pra quem por ventura vier a ler o texto abaixo. Ela não tem nada de especial, mas eu gosto bastante dela.
https://www.youtube.com/watch?v=7NLvmr7zpso
Pois bem, atualmente tenho 28 anos, quase fazendo 29 e estou terminando a minha segunda faculdade. Provavelmente algumas coisas em relação a datas serão confusas pois além da minha memória ser bastante ruim, ela se restringe aos últimos 5 anos da minha vida. Então, as últimas memórias que eu tenho são da copa de 2014 no Brasil onde consegui assistir a alguns jogos. Eu não sei se isso é neurológico, mas estou pra ver isso tem alguns anos já. Antes que perguntem, eu tenho memórias de situações anteriores, mas em vez de lembrar do fato em si eu me lembro de alguma outra pessoa me contando, então é uma espécie de memória de segunda mão.
Enfim, quando eu tinha cerca de 10 anos eu tive depressão crônica e comecei a tomar medicamentos para tratar isso. Por volta dos 13~14 além do tratamento da depressão, eu comecei a ter ataques de pânico intensos, de modo que eu tive que abandonar o colégio por cerca de 6 meses pois eu não conseguia sair de casa. Também desenvolvi um distúrbio de personalidade esquizóide. Felizmente acabei não perdendo o ano pois a direção entendeu a minha situação e eu tinha boas notas, esporadicamente eu arrumava a matéria do colégio e lia em casa pra tentar aprender alguma coisa. Curiosamente um amigo meu me contou anos depois que a minha mãe por volta dessa época pediu pra ele e alguns outros amigos tentarem me convencer de ir numa excursão do colégio que seria durante um feriado prolongado.
Avançando um pouco, por volta dos 17 anos e perto de prestar o vestibular, eu não tinha a menor idéia de qual curso eu deveria escolher. Cheguei a perguntar para o meu pai se ele poderia me dar mais um ano pra escolher a carreira enquanto eu fazia um cursinho mas ele só riu e achou que eu estivesse de sacanagem. Por fim, acabou falando pra eu fazer Direito pois ele sempre achou que todo mundo deveria saber o básico das leis, além do fato de ter trocentos concursos públicos disponíveis pros graduados. Nesta época, eu já estava de saco cheio de estar indo no psicólogo e no psiquiatra com regularidade, além de ter que tomar os medicamentos todo dia. Pra ser sincero, comecei a tomar os medicamentos em dias alternados em vez de diariamente e cada vez mais fui espaçando, até o ponto de achar que eu não precisava tomar mais. Não notei mudança nenhuma no meu comportamento, apenas uma grave insônia. Depois de um tempo então revelei que eu não estava mais tomando os medicamentos para os médicos e para os meus pais e como aparentemente não fazia diferença nenhuma porque ninguém percebeu, eu só parei de frequentar o psicólogo e psiquiatra de um dia pro outro.
Como eu não sabia pra qual curso prestar vestibular, acabei acatando a idéia do meu pai, só que eu não tinha motivação nenhuma pra estudar. Aliás, eu nunca tive e sempre fiz parte da grande maioria dos alunos que estudam apenas na véspera. Para a minha grande surpresa, acabei passando no vestibular e só fiquei sabendo aos 45 do segundo tempo, no penúltimo dia da pré-matrícula quando um amigo meu veio me dar parabéns. Foi uma conversa engraçada, ele me deu parabéns mas eu não sabia pelo quê, já que eu não tinha acompanhado o resultado do vestibular pelo fato deu não ter estudado durante o ano. Foi uma grande sorte, que aliás é um tema recorrente na minha vida. Dei sorte do meu colégio dar o conteúdo inteiro durante o 1º e 2º anos do ensino médio, deixando o 3º ano apenas pra revisão da matéria toda, então querendo ou não, eu assistindo as aulas acabei fazendo uma revisão sem querer. Dei muito mais sorte do meu amigo ter me avisado, já que sem ele eu perderia a matrícula e só deus sabe o que aconteceria. Talvez eu conseguisse o meu sonhado ano pra descobrir o que eu queria fazer da vida, mas me conhecendo, acho que eu apenas procrastinaria por mais um ano.
Já no começo da faculdade eu percebi que as carreiras legais não eram pra mim. Na verdade, analisando friamente, tenho certeza de que eu seria um bom juiz, devido à minha personalidade e jeito de ser. Infelizmente nasci sem a motivação necessária para traçar objetivos de longo prazo e perseguí-los. É bem verdade que eu considero que não se nasce com isso e que é tudo uma questão de disciplina, mas não me vejo mudando isso na minha personalidade no curto, médio ou longo prazo. Talvez seja um mecanismo de defesa pra me prevenir do fracasso, afinal de contas, ninguém pode dizer realmente que fracassou se nem tentou.
Enfim, apesar de achar a área da advocacia algo bastante chato, passei a me interessar moderadamente pela área acadêmica, mais especificamente pelo jusnaturalismo. Na época da faculdade comecei a ler um pouco sobre religião comparada e sempre achei que o direito sem uma base metafísica não passa de um jogo de poder onde quem possui mais faz a lei e quem não possui apenas obedece. Até hoje tenho vontade de realizar uma pesquisa acadêmica sobre isso, mas as chances beiram a zero pois a vida acontece.
Também durante a faculdade eu comecei a ter recaídas da depressão, mas como eu já conhecia os sintomas, eu sempre tomava medidas contra a minha própria vontade para tratar o problema no início. Eu tinha que manter um horário de sono regular, fazer algum tipo de exercício físico diariamente e ter uma alimentação mais saudável. Isso realmente funciona, então se alguém estiver passando por isso, recomendo fazer isso antes de partir para algo mais radical. O problema é que isso é chato demais e eu não conseguia manter essa disciplina por muito tempo, então eu ficava alternando períodos bons e ruins. Na verdade, isso acontece até hoje, mas aos poucos fui aprendendo a lidar com isso.
Vou abrir um parêntese aqui pois pelos anos de experiência, percebo que muitas pessoas passam pelo mesmo problema que eu, sobretudo aqui que é um lugar para desabafos anônimos. Também não é um assunto fácil de conversar com as pessoas, a não ser que você tenha ótimos amigos ou uma família bem estruturada que se importa realmente com você. A minha família sempre me deu essa abertura, mas por conta da minha personalidade eu nunca fui capaz de falar nada disso com eles. Aliás, não sei nem se adiantaria alguma coisa falar com eles. Acredito que o melhor meio mesmo seja apenas ler relatos na internet de pessoas que passam por uma situação semelhante pra saber que isso não acontece só com você. Acho que isso foi o grande motivador pra eu escrever este texto.
Gostaria de falar sobre sentimentos. É bastante paradoxal, visto que eu sou literalmente analfabeto em matéria de sentimentos e não sinto quase nada devido à minha TPE. Ainda sim, acredito que ajuda bastante saber que alguém tem a mesma sensação que você, pois é algo difícil de colocar em palavras. A pior delas é justamente esse algo que não tem nome. É como se fosse alguma coisa queimando, mas não queimando num sentido físico. Está mais para uma dor na alma, ainda que paradoxalmente a dor pareça física. Desde pequeno eu sinto isso e não consigo imaginar a minha vida sem sentir isso. A melhor forma que eu encontrei de descrever essa sensação até hoje foi como se existisse um buraco negro em algum lugar aqui dentro e que ele estivesse sugando tudo, até mesmo a tristeza, só que como ela está em maior quantidade, é o que acaba sobrando pra gente, ainda que essa tristeza não seja tão intensa quanto já foi em outros momentos.
Voltando, já no meio da faculdade eu sabia que teria problemas caso eu decidisse mudar de carreira pois seria bem mais difícil a minha entrada no mercado de trabalho sem experiência e com uma idade avançada, sem contar psicologicamente, já que os meus amigos estariam numa posição mais avançada da carreira profissional e consequentemente ganhando muito mais dinheiro que eu, o que é difícil pra qualquer pessoa, ainda que você não se importe muito com isso. Eu decidi não abandonar o curso no meio pois era um curso de renome numa excelente faculdade, então ainda tive que aturar mais 2,5 anos estudando algo que eu não gostava só pra pegar o diploma no final tendo certeza que eu não iria usá-lo.
Pois bem, prestei o enem no último ano da faculdade e consegui emendar um curso no outro. Não pra minha surpresa, descobri que o segundo curso que eu escolhi também era horrível e confesso que até cogitei em voltar pra advocacia. O problema é que eu não tive nenhuma experiência profissional em escritórios de advocacia e já esqueci o conteúdo da faculdade anterior, o que basicamente me impossibilita de voltar pra carreira anterior.
Ao menos arrumei um estágio e estou ganhando um salário mínimo por mês até eu me formar, que eu espero que seja daqui a dois meses. A parte ruim é que provavelmente não vão me contratar e eu vou ficar desempregado, a parte boa é que eu odeio o meu trabalho e provavelmente não vou aguentar nem mais 1 ano trabalhando lá.
Dito isto, vamos aos problemas e ao real motivo do desabafo. De uns tempos pra cá o negócio do meu pai está indo muito mal, de modo que tivemos que pegar alguns empréstimos com o banco e o coronavírus acabou forçando o negócio a ficar parado desde março. Então, já estamos numa situação periclitante.
Não bastasse isso, recentemente meu pai teve que operar para tirar um tumor e ao que tudo indica, provavelmente ele está com câncer. Além disso o meu pai está no limite de fazer parte do grupo de risco do covid e trabalha com atendimento ao público. Não sei como faremos pra tomar conta do negócio, já que ele provavelmente vai ter que parar de trabalhar pra fazer o tratamento.
A minha mãe por sua vez é aposentada por invalidez. A minha irmã tentou abrir um negócio também mas foi paralisado pelo coronavírus, sendo que ele já não ia bem. Desde o ano passado ela veio com uma proposta deu tomar conta da parte administrativa da coisa e tirar um dinheiro para mim do que entrar, mas a verdade é que ainda não consegui tirar sequer 1 real da coisa pois essa é a única fonte de sustento da minha irmã, então tudo o que eu consegui foi trabalhar de graça e um monte de dor de cabeça.
Eu por minha vez estou trabalhando entre 10 e 14h por dia ganhando um salário mínimo, fora o estresse e ainda tenho cerca de 5 semanas pra escrever o TCC que eu nem comecei pra me formar na faculdade daqui a 2 meses.
A única notícia boa que eu tive recentemente foi um conhecido meu ter me contado que só não se matou porque há uns anos atrás eu liguei e conversei com ele bem no dia em que ele tinha pretendido se suicidar.
Dada a minha situação é difícil não pensar em se matar constantemente. Não que isso seja algo novo, tenho esses pensamentos recorrentes desde os 13 ou 14 anos de idade, mas entre pensar e fazer existe um abismo infinito de modo que eu nunca cogitei seriamente fazer isso. Ainda sim, deixo sempre a opção aberta muito embora eu tenha me decidido a fazer isso só depois dos meus pais e da minha irmã morrerem.
Sendo bem sincero, motivos mesmo pra continuar vivendo eu não tenho nenhum. A única coisa que ameniza um pouco é eu tentar deixar a vida um pouco menos merda para os meus familiares, só que o fato é que eu tenho 28 anos na cara e não consigo nem me sustentar sozinho. Se o meu pai morrer, seja de câncer ou de coronavírus, imediatamente teremos que vender o apartamento e ir morar de aluguel ou com algum parente.
Eu acho que isso tudo é culpa minha, mas no fundo eu sei que não é, já que ninguém é capaz de prever o futuro. Também sei que a minha situação não é tão ruim quanto a de outros, já que eu ainda tenho um teto e comida, mas também sei que a coisa pode ficar feia muito rápido.
Acho que o maior agravante é que eu não tenho sequer 1 área da vida onde eu tenho um desempenho satisfatório. Fracassei economicamente, já que não consigo me sustentar; Fracassei amorosamente, visto que não tenho perspectiva nenhuma de constituir família; Fracassei socialmente pois o meu já pequeno círculo de amizades está se tornando cada vez menor muito pela perda de contato, já que eu não tenho mais como acompanhar os meus amigos com tanta frequência devido à falta de tempo e dinheiro; e a pior de todas, é a sensação de que fracassei como filho. Sim, é verdade, e eu tenho certeza que ninguém nunca vai falar isso, mas não existe nada mais natural que os filhos tomarem conta dos pais na velhice. Infelizmente pra mim, esse tempo chegou e eu não fui capaz de resolver esse problema à altura.
Quem não gostaria de bancar os pais para eles pararem de trabalhar, depois de uma vida inteira de trabalho? No meu círculo social já há pessoas que conseguiriam fazer isso, ao menos durante esse período de quarentena. É inevitável a comparação, mesmo sabendo que cada um é cada um. Eu sempre soube que seria difícil não ficar chateado com esse tipo de coisa quando eu escolhi mudar de carreira, mas está beirando o impossível. Não apenas no aspecto econômico, mas também no aspecto afetivo. Desde sempre a minha família soube que eu era praticamente um autista no quesito de relações sociais, ainda que eu esteja infinitamente melhor do que quando eu era mais novo. O que pega mais, é que no meu íntimo eu sequer considero a minha família como família propriamente dita. Eu entendo que eu tenho um dever moral para com eles, mas não vejo diferença entre eles e os outros seres humanos. É por isso que eu nunca falei eu te amo para eles e nem para ninguém. Não tenho certeza se eu vou chegar a falar isso pra alguém na minha vida, mas tudo indica que não.
Enfim, eu tinha mais coisas pra falar, mas infelizmente tenho que voltar a trabalhar. Desabafar aqui não foi ruim, eu deveria fazer isso mas vezes. Dito isto, eu estou juntando um dinheiro pra me consultar com um psicólogo online depois de quase 10 anos. Eu gostaria de ter dinheiro pra fazer pelo menos 2 meses, mas é difícil achar um psicólogo bom na faixa de preço que eu posso pagar.
Se possível, eu também gostaria de um feedback sobre o texto em si. Eu tenho uma conta anônima no medium e escrever lá, ainda que infrequentemente por falta de tema ou tempo, acabou se tornando uma das poucas diversões que eu tenho, muito embora eu ache que seja difícil alguém chegar a ler até o final, dado o tamanho imenso do texto.
É isso, excelente dia pra vocês.
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2020.06.08 00:06 celtiberian666 Solução em script para problema do GOOGLE FINANCE

Boa tarde senhores.
Como todos sabem, a função do google finance dentro das planilhas do google está muito instável, deixando de funcionar de forma generalizada para ativos da bolsa brasileira, tanto ações quanto fundos imobiliários. E o google não se manifesta nem resolve o problema mesmo um mês inteiro depois de receber os relatos e tickets de suporte.
Já circularam na internet e fóruns diversas soluções usando a função IMPORTXML, porém essa função é altamente capada pelo google. Se você tem uma carteira de 20+ ações no Brasil e 20+ FIIs ela já começa a ser limitada pelo google ou pelo site fonte, fica em "loading..." sem resolução. Acaba sendo uma experiência bastante frustrante.
A solução para isso é importação via script. Encontrei na internet a função importregex e apliquei para nosso caso de pegar cotações de empresas.
As instruções para implantar tal script e fórmulas para usar estão nas planilhas abaixo:
Se você usa google sheets configuradas em português (decimal vírgula), acesse: https://docs.google.com/spreadsheets/d/1L7nlPQWiKWUOVx7DnEdvOGJbBhMDn_yWELgRhx8GoY8/edit?usp=sharing
Se você usa google sheets configuradas em inglês (decimal ponto), acesse: https://docs.google.com/spreadsheets/d/13YNTqWNKEUtZXvBAqxLVGlgvECeWfojN1t-l7w-7Ha4/edit?usp=sharing
Para quem não tem uma planilha muito sofisticada, alternativamente à implantar os script e fórmulas pode apenas fazer uma cópia de alguma das planilhas acima e inseriformatar como quiser.
Por enquanto as expressões são capaz apenas de puxar cotação, conforme estiver exibido na fonte. Fiquem à vontade para descobrir e postar URL e expressão REGEX para puxar outros dados, como P/L, EV/EBITDA, dados de resumo do balanço, etc. O processo é o mesmo, a função funciona para isso também.
Quem quiser fazer um "botão" para forçar refresh da fórmula, é só adicionar uma célula vazia junto de qualquer campo que tiver a célula de ticker. Escreve 1 na célula vazia e deleta, vai forçar o refresh de todas fórmulas da aba. Outra forma é deletar os tickers seguido de desfazer (CTRL+Z).
Eu não sou programador, só entendo básico de coisa arcaica (C, PASCAL, VBA), eu não fiz o script, só implantei o que encontrei pronto. Quem for dev pode desenhar um script que use outra forma de scrapping, pois usar regex para html é extremamente frustrante. Mesmo fazendo tudo certo e o código não sendo ofuscado (o número estava no código-fonte e não era gerado por script/API nem nada) a taxa de sucesso foi uns 50% ou menos, mas consegui 4 fontes que funcionam para cada tipo de ativo (ta funcionando pelo menos...).
EDIT---------------------------------------------------------
Vi que diversos comentários foram apagados por mod robô (recebo a notificação mas ao tentar abrir não existe o comentário). Qualquer coisa mandem mensagem.
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2020.05.22 18:15 dentinho_top Sou babaca por preferir morar com minha irmã e odiar minha mãe?

Bem vou falar um pouco de antigamente para criar o contexto ok. Moramos eu, meu pai, minha mãe e minha irmã tudo junto, e minha mãe sempre briga com nós (claro qe as vezes é normal mas as vezes nao) ela acaba brigando com nós por motivos bobos e as vezes até sem nada ter acontecido, quando isso chega a um nível de ter qe chamar minha vó (mãe dela) é não estamos conseguindo acalmar ela, sempre quando chamamos minha vó para ve se consegue acalmar ela minha vó simplesmente passa a mão na cabeça dela falando qe ela está certa e tals. Como minha vó fez isso a vida inteira minha mãe acabou ficando "mimada" no quesito de "eu quero isso é ponto final" e as vezes é difícil de viver junto dela pq não podemos fazer nada qe queremos sem ela tbm querer.
(Isso foi na segunda a tarde)Bem agora qe contei um pouco vou começar a falar, como ja disse moramos tudo juntos e so trabalha meu pai e minha irmã, minha irmã tem 20 anos e trabalha em uma empresa de frango, la ela conheceu um rapaz e foram se conhecendo e tals até eles criarem um laço de amor, eles começaram a namorar escondido (até pq minha mãe nunca aceitou nenhum namorado da minha irmã mesmo ela ja sendo de maior) então eles foram namorando e um dia eles descuidaram naquela hora e tals e parece qe ela está grávida, então o menino foi em casa se apresentou, falou onde trabalha, fez faculdade e o mais importante falou qe ama minha irmã e quer assumir a criança. Meu pai concordou aceitou o namoro e falou que se precisar de ajuda ele está aqui, minha mãe tbm aceitou na hora mas ficou falando que esta a decepcionada com minha irmã (até que por um lado eu concordo por ela ficar assim pq deve ser um baita de susto descobrir) quando o menino foi embora e meu pai foi trabalhar descidimos ir na casa da minha vó (mãe dela) quando estávamos chegando la minha mãe simplesmente mudou de jeito e começou a falar novamente qe estava decepcionada, perguntava pq não tinha contado, se ela era um monstro e tals. Quando chegamos na casa da minha vó ela começou a chorar falando qe minha irmã tinha feito burrada qe ela ia parar de estudar (em nenhum momento minha irmã falou isso) qe essa criança ia ser uma aberração e mais um monte de baboseiras, minha vó como sempre passou a mão na cabeça e conseguiu acalmar ela e depois de um tempo nos três fomos embora, chegando em casa ela virou de face de calma ela virou para brava, ela começo começo fazer as mesmas perguntas novamente começou começou querer bater na minha irmã e até tentou se matar, nessa hora eu liguei para minha vó para nós ajudar então desceu ela minha tia e meu tio para ajudar, quando chegaram aqui ela fingiu que estava com as coisas no corpo falava que nós tínhamos machucado ela qe ela ia se matar, daí todo mundo tentou ajudar ela a se levantar mas ela não se ajudava e ficava se jogando no chão ou ficava enfrentando minha tia (sendo qe a mesma tem pavil curto) até que em um momento de briga briga elas começaram a se bater e tivemos que tentar separar, com esse briga briga minha tia e meu tio foram embora por causa da raiva deixando apenas minha vo, minha mãe fazendo o seu Teatro igual como faz sempre fingiu que tomou um remédio falando que ia se matar, como ela ja fingiu fazer isso várias vezes nem nos importamos, minha vó subiu para a casa dela e tivemos qe entrar. Eu e minha urma dormimos no mesmo quarto então estávamos juntas, minha mãe foi no nosso quarto fingiu estar grogue(realmente tava para perceber qe era fingimento) e depois de tava falacao ela foi sentou na cama da minha irmã e simplesmente começou a apertar a barrigada da minha irmã para ela perde a criança, quando ela apertava minha mãe falava assim "-Você vai perde essa criança e não vai precisar casar com aquele cara", minha irmã percebendo a situação tentou se defender e eu tive que intervir no meio(o que não adiantou nada ja que ela tem 80kg e eu simplesmente tenho 14 anos e uns 54kg) então minha irmã simplesmente gritou falando para eu ir na vizinha pedir ajuda, e eu fui correndo pedir ajuda, quando os vizinhos me atenderam foram até minhba casa e tiraram minha irmã de lá, eu levei ela até na casa da minha vó pedindo ajuda pois minha irmã chorava de dor na barriga, enquanto os vizinhos ficaram na casa com minha mãe. Quando chegamos na casa da minha vó meus tios levaram ela pro hospital e fiquei com meus avôs, até que não demorou muito ela chegou irritada me chamando para ir embora, eu apavorada falava qe não e meus avós tentava acalmar ela é me acalmar, não demorou muito e minha irmã chegou um pouco mais calma junto com meus tios, e minha mãe ja foi logo de unha e dente reclamar pq levaram ela pro hospital e novamente eles começaram a brigar, meu avô tem asma e começou a passar mal e eu tive qe ajudar ele a fazer inalação ou se não teríamos qe ir no hospital novamente, quando finalmente ela desceu embora minha vó arrumou um colchão para nós dormir ja qe era uma base de 10 da noite, mas quando pensávamos qe tudo tinha acabado estávamos erradas pq novamente ela subiu falando para irmos embora se não iríamos chamar o meu pai (o mesmo ja sabia de tudo mas não podia ir la ja que estava na roça) quando falávamos que não íamos ela saía e descia embora é não demorava 20minutos ela voltava falando a mesma coisa, ela fez isso umas 4 vezes e falava a mesma coisa, até qe resolvemos ir pq se não meu vô novamente iria passar mal, quando chegamos fomos para nosso quarto e ficamos juntas, minha mãe ao invés de se acalmar não ela começou a preprarar um monte de chá abortivo para minha irmã tomar, eu queria muito pode intervir mas não podia fazer nada então eu via minha irmã tomando contra sua vontade e vomitando, quando ela tomou tudo nesse meio tempo ja era umas 04 da manhã e meu pai ainda não tinha chegado, não dormimos por medo dela fazer algo a mais e esperamos meu pai chegar. Quando foi 06 da manhã meu pai chegou e foi tomar banho ( ele ja sabia oq tinha acontecido ja qe eu avisei ele) então como ja estava amanhecendo minha mãe faoou para minha irmã se arrumar para ir no hospital fazer o teste de gravidez, então nos arrumamos e fomos nos quatro, quando chegamos eu e meu pai ficamos no carro(ja que estávamos sem máscara) e as duas foram, assim qe elas sumiram de vista contei tudo para meu pai e ele apoiou nos e falou qe se ela não mudasse o jeito de pensar ela ficaria sem ninguém. Quando elas voltaram fomos para a casa é novamente fomos para o quarto, meu pai foi no banheiro e minha mãe achando que ele tinha saído entrou no quarto com um pau de vassoura e fechou nosso quarto(nossa porta não tranca então ela so enconstou) ela foi seca para bater na minha irmã e eu falava assim "-para que esse pau mãe? Pra que vc trouxe o pau?" Para alertar meu pai e nos ajudar, então quando minha mãe deu a primeira paulada na minha irmã meu pai entrou no quarto e entrou na frente (ele nunca bateu na minha mãe apenas entra na frente e deixa ela bater nele) então minha irmã com medo resolveu arrumar suas coisas, ela pegou sua cobertar e abriu ela é colocou um monte de roupas, amarramos ela e fomos pegar suas bolsas, meu pai conseguiu tirar ela até na sala oq foi bom ja que podíamos sair do quarto, minha irmã então olhou para meu pai e pediu chorando se podia sair de casa, meu pai simplesmente falou um sim, então foi eu e minha irmã com as roupas, subimos na casa da minha vó mas nos escondemos na casa da vizinha (na qual ela nunca saberia) a vizinha na hora deixou nos entrar e nos acalmou. Não demorou muito e minha mãe apareceu na casa da minha vó procurando nós é começou a xingar, gritar, brigar e foi literalmente o dia inteiro assim quando não brigava na casa da minha vó ia na casa do menino xingar ele. No outro dia(quarta-feira dia 20 agora) fomos na casa da minha vó pois como yenho 14 anos sou de menor e minha mãe tinha chamado o Conselho tutelar, comemos um pouco e fomos para o Conselho, quando chegamos estava minha mãe e meu pai e sentamos eu minha irmã e minha vó, começamos a discutir e a falar e no final não resolveu em nada. Então fomos embora, chegando la na casa da minha vó novamente deu a briga e meu vô a passar mal, eu simplesmente comecei a gritar com minha mãe pois meu vô começou a chorar ( e eu nunca vi ele chorar e isso realmente fez meus nervos subirem em um nível qe eu nunca vi) enquanto eu afastava ela do meu vô minha tia insistia nele ir no médico ver a pressão dele e a diabete dele. Até que ele aceitou e foi meu tio eu minha irmã e ele. Quando chegamos la ele novamente chorou enquanto média a pessao e a diabete dele, sua pressão não estava muito alta mas sua diabete estava a 290 (um nível muito alto mesmo), quando voltamos ela ainjda estava la brigando, e quando ela viu como estava a diabete do meu vô começou a falar que era por causa de bala( meu vô chupa e tals mas ele sabe quando pode e quando não pode) em momento nenhum ela pensou qe ela estava matando meu vô aos poucos. Até que por um milagre ela conseguiu se acalmar e tudo acalmou então almoçamos(menos ela) e descansamos, mas ela continuava a fala para irmos embora é tivemos que ir. Chegando la ela ficava perguntando aonde tínhamos dormido e eu falava que foi na casa de uma amiga chamada Júlia de outra cidade (ja qe eu não podia falar que foi na vizinha se não iria ser pior) e ela passou o dia inteiro fazendo as mesmas perguntas, chorando ou fingindo, pegou meu celular e ligou para um monte de Júlia até que em um momento ela bebeu veneno que fica na dispensa do meu pai e começou a falar qe estava com dor de cabeça. Então preocupadas tivemos qe chamar minhha tia para levar ela pro hospital ja que meu país estava trabalhando a noite. Chegamos la apareceu todo mundo meus avós, minha tias e meus tios, ela chegou ficou la até na Quinta feira dia 21, eu e minha irmã dormimos na casa da minha vó e quando acordamos ela ja estava la, aparentemente mais calma, então nos almoçamos depois e descemos em casa, ela estava mais calma e fingia qe não se lembrava de nada, chegou a noite e eu resolvi não dormi ja que eu tinha medo dessa "onda de calmaria" passase e ela tentasse fazer algo novamente, então eu e minha irmã revezamos o sono, eu fiquei até umas 03 da manhã eh minha irmã o resto. E aqui estou na sexta feira com ela um pouco calma mas esperta ainda, minha irmã está com marca roxa na barriga e eu saí sem marca roxa mas meu psicológico está totalmente acabado, estou com medo de dormi aqui em casa e com medo dela, sei que tudo bem ela ficar magoada por causa do namoro mas acho qe ela não tinha capacidade de fazer oq ela fez.
Então, eu sou babaca por preferir morar com minha irmã(se ela me convidar) e ter ódio da minha mãe por ela ser assim tão mimada a um nível qe ela irá ficar sozinha?
¤desculpe se ficou grande é pq foi literalmente 4 dias acontecendo isso e eu precisava saber. Se vcs quiserem que eu continue informando vcs me falem pois eu ainda acho que essa calmaria dela vai ter um fim e irá começar novamente a mesma coisa...¤
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2020.05.22 18:01 trustjulia Fui babaca por ter cortado todos os laços com uma menina que me deixou doente por me dar tantos doces, mesmo sabendo que parte da culpa também foi minha porque eu aceitei?

Olá Lubinha, editores, gatinhas, papelões decapitados, turma que está a ver, e todos os outros, menos o 6° andar, eles não merecem. A minha história é meio longa e parece confusa pelo título , mas vou explicar melhor ao longo da história:

Na história há duas pessoas principais: Eu e uma menina que vou chamar de Bibizinha (já contei outra história no Discord que ela aparece um pouco).
Eu acho que estava no 2° ou 3° ano do fundamental, e eu era meio que a popularzinha da sala. A Bibizinha não era tão popular e tentava ser minha amiga, mas nós duas não nos entendíamos, não tínhamos os mesmos gostos.
Mas ela queria MUITO ser minha amiga, e começou a me chantagear com doces para eu ser amiga dela. Eu, como toda criança, adorava comer açúcar e doces em geral, então aceitei. A mãe dela dava tudo que ela queria pra ela, por exemplo: um lanche na escola deve ser + ou - saudável, né? Pois é, quase todo dia ela levava (ainda leva) salgadinho para o recreio para comer (tipo aquela marca que não vou falar o nome mas que começa com 'C' e termina com 'heetos') enquanto minha mãe me deixava levar só coisas de "sustância", então eu tinha muita inveja dela.
Ela percebeu isso e começou a utilizar pra me chantagear. Tanto que eu até lembro um dia que recebi um envelope, e dentro tinham dois chocolates. No envelope estava escrito "Abra e escolha um", então eu escolhi o meu e deixei o outro pra ela.
E isso era todos os dias. Todo santo dia ela vinha e me trazia um doce diferente pra eu comer. Eu meio que estava sendo amiga dela porque ela estava me dando doces, sei que isso é meio errado mas agora imagine: Você é uma criança de 8/9 anos e um colega seu te leva doces todos os dias. Você vai querer os doces, não é?
Hoje em dia me sinto meio babaca por ter feito isso de ter meio que "usado" ela, mas acho que os níveis se igualam com a seguinte coisa:
De tanto comer doces todos os dias, eu comecei a ter muita dor de cabeça, todos os dias. Mas não era só uma dorzinha que te incomodava um pouquinho, era como se minha cabeça fosse explodir! Eu chorava todas as noites de tanta dor até cair no sono. No outro dia eu acordava sem dor, mas quando anoitecia a dor voltava, não me deixando dormir direito.
Minha mãe, de tão cansada de ser acordada todos os dias no meio da noite porque eu estava com uma dor de cabeça INFERNAL, me levou não só pro médico mas pra um tipo de hospital infantil que tem na minha cidade.
Eu tive que fazer uma ressonância cerebral eu acho. Ou ressonância no crânio, algo do tipo, só pra eles poderem descobrir o que estava acontecendo na minha cabeça. Eu tinha que ficar uma meia hora em um tipo de máquina, sem me mover e só pensar em coisas "leves". Eu podia até dormir, e quando estava prestes a fazer isso a ressonância acabou.
Me levantei meio com sono, porque aquilo até que foi relaxante.
Depois, o que aconteceu não lembro direito, só lembro de uma parte: quando eles falaram o motivo das minhas dores de cabeça. Muito açúcar.
Depois dessa espécie de "trauma", parei de aceitar doces dela e cortei laços.
Sei que devia pedir desculpas, mas não me sinto à vontade, porque ela até hoje é meio chatinha e também tem outro coisa, que ela me copia em quase TUDO que eu faço, mas sempre que peço para ela parar de me copiar (ela me copia no estilo de desenho, armação do óculos, estilo da roupa, JEITO DE FALAR, letra no caderno e etc) ela sempre nega que está me copiando e ATÉ JÁ FALOU QUE QUEM ESTAVA COPIANDO ERA EU.
Eu não tenho prints no meu celular porque tenho costume de apagar as conversas, mas várias das minhas amigas tem prints dela xingando e tal, inclusive de uma vez que ela botou uma foto onde ela estava pintada de azul. Eu, brincando, falei que ela parecia uma Smurf, mas não queria ofender ela, então ela mandou eu ir me f*der, disse que eu só criticava ela e me bloqueou, sem nem deixar eu dar uma resposta. Isso dia 26 de março, enquanto hoje já é dia 22 de maio.

Bom, Lubisco, foi isso <3
A minha história foi bem longa mas não foi a única em que ela apareceu, tenho outras que só vou contar se aparecer em vídeo, pq eu n faço conteúdo de graça pra vc n, quero reconhecimento k. Agora, me diga: Fui a babaca por ter cortado todos os laços e depois nem ter conversado direito com ela?
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2020.04.10 04:02 SubodeiBR Final de namoro, infelicidade, sei lá oq to sentindo...

Boa noite. No ensino médio conheci uma garota que viria a ser minha namorada, resumindo a gente se dava super bem e se entendia demais, nunca ficamos um dia sem se falar, dificilmente discutíamos, mas quando acontecia chegávamos em uma solução fácil. Enfim, terminamos a escola. Entramos em universidades diferentes, e logo no final do primeiro ano ela conseguiu um emprego excelente, e foi morar sozinha. Queria que eu fosse com ela, entretanto eu só fazia alguns bicos que no final do mês davam uns 600 reais. Acabei recusando de morar junto, não queria ser mal visto pela família dela. No final ela acabou vindo morar mais próximo da minha casa, assim conseguiríamos passar mais tempo juntos pq quando entramos nas universidades só conseguíamos ficar juntos finais de semana. E assim se passou mais 3 anos, ela tinha conseguido ser efetivada na empresa e estava com um plano de carreira e eu fazendo meus bicos pra se manter. Foi ai que tudo começou a mudar, ela ganhando super bem, queria fazer coisas que eu não tinha de onde tirar o dinheiro e eu por outro lado nunca quis ser bancado. Finalmente consegui um estágio na minha área, não era um salario maravilhoso porém muito melhor do que eu ganhava e sabia que todo final do mês era garantido na minha conta. Nesse meio tempo ela começou a frequentar os happy hour da empresa, e começou a sair com o pessoal, eu nunca a proibi, muito pelo contrario sempre incentivei a sair, queria que ela aproveitasse a vida não só comigo, pois começamos a namorar muito cedo. Então passou mais algum tempo e eu consegui um "bico" pro fim de semana em outra cidade, minha rotina era acordar as 05 30 e chegar em casa 00:00. Antes desse emprego nos víamos 3 4 vezes por semana. Mas agora nas sextas eu saia da aula e já ia pra outra cidade na casa de um amigo pra poder começar cedinho no outro emprego e chegava domingo as 22h. passaram-se dois meses nessa rotina. Eu só conseguia ficar com ela pra dormir nas segundas e terças, sempre chegava tarde da aula então não conseguíamos sair era basicamente dormir pois vivia cansado, já que não tinha folgas. Até que uma segunda feira ela me liga e diz que n estava se sentindo muito bem e queria ficar sozinha. No outro dia me disse o mesmo ai já liguei pra ela, queria saber oq tava acontecendo. Ela me disse que eu não estava lhe dando atenção, nunca conseguia sair com ela e não estava a vendo muito e se sentia sozinha. Acabou me pedindo um tempo. Quando me disse não acreditei naquilo tudo, eu estava dando tudo de mim para poder acompanha-lá, e teria que ter alguns sacrifícios... Se passou 3 dias eu liguei pra conversar, discutimos e acabamos terminando. No outro dia pela manha ela me liga chorando pedindo desculpas, dizendo que tava muito confusa e tomou a decisão errada. Queria sair pra conversar e colocar os pingos nos is. Conversamos bastante, e eu disse pra ela, que só era pra gente voltar se fosse uma decisão dela, não era pra ser influenciada pelos pais, já que eles tinham muito afeto por mim. Nao iria adiantar ela voltar por eles, não tem como empurrar com a barriga um namoro. Ela disse, sim a decisão é minha, eu quero estar contigo, quero viver contigo, se casar, ter filhos. Você é minha vida, quero te fazer o homem mais feliz do mundo. Ai que homem vai recusar isso? eu me sentia da mesma forma. Acabamos voltando. Fizemos muitos planos, eu larguei o emprego do final de semana pra passar mais tempo com ela. Em dezembro tinha planejado pra morar juntos, essa época era final de julho. Se passaram mais algumas semanas, senti que ela estava estranha, mais imaginei que não seria mais a mesma coisa, depois daquele tempo que demos, quase 5 anos e foi a primeira vez que tínhamos brigado e ficado sem se falar. Deixei rolar... Ai pensei em uma surpresa pro nosso 5 ano de namoro, arrumei uma viajem pra tentar se reaproximar mais e começar uma nova etapa da nossa vida, deixar aquilo no passado. Iriamos viajar no sábado pela manha, contaria a surpresa na sexta a noite. Na quinta me manda uma mensagem, dizendo que queria outro tempo. Meus amigos MEU CHÃO CAIU, FIQUEI SEM REAÇÃO, CHOREI FEITO CRIANÇA, foi uma frustração terrível, não conseguia me concentrar no trabalho, na universidade, é serio foi terrível. Só pensava nela e na resposta que ela me daria. E o pior de tudo a decisão não era minha, isso me consumia, ficava imaginando oq aconteceria, se voltaríamos ou não. Passou 6 dias não consegui mais suportar tudo aquilo e liguei para ela, falei vamos conversar, eu implorei, pra ela voltar, falei muito, muito mesmo e ela só me dizia, não sei, não sei, preciso de mais tempo pra pensar nisso. Me deixa pensar um pouco mais, nao quero tomar a decisão errada, me pediu mais alguns dias. Eu não ia conseguir esperar, eu falei, se tu me amasse não iria ter duvida nessa decisão, então acho melhor a gente terminar de vez! só me diz uma coisa, tem outra pessoa que vc está gostando? ela falou, "nesse tempo que vc me deixou sozinha eu me acostumei e gostei, eu comecei a reparar nas outras pessoas e acabei curtindo". Eu não falei nada, só desliguei o telefone. Terminou por ali 5 anos de namoro por uma ligação telefonica. As primeiras semanas foram difíceis, sentia muito a falta dela, mas com o tempo fui me acostumando. Comecei a sair com meus amigos, conheci novas pessoas, novos lugares e novas garotas. Faz 8 meses que terminamos o namoro e segui com minha vida. Eu não me acho um homem feio, tenho 23 anos atualmente, faz 5 anos que pratico musculação, tenho um corpo legal, mas sei que não sou o Brad Pitt, não tenho muita dificuldades com mulheres, dormi com muitas nesses ultimos meses. Mas em janeiro me bateu uma tristeza absurda, não consegui descobrir oq é, já pensei muito e a solução não vem. Não sei se sinto falta de estar namorando, da minha ex, ou sei lã oq... Sinto uma infelicidade absurda, parece que o mundo ficou cinza. Mas ao mesmo tempo não deixo de trabalhar, estudar, treinar, sair. Meus dias são um saco, são só alguns momentos de felicidade depois volta pra mesma. Mas assim, não tenho vontade de morrer ou fazer alguma merda. Só parece que to vivendo sem um sentido...
O TEXTO FICOU GIGANTE MAS PRECISAVA DESABAFAR!
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2020.04.01 17:25 portalcuriosidades Portal Oficial de Curiosidades no Brasil

Se não fosse a inata curiosidade humana, sem dúvida ainda estaríamos vivendo em cavernas. É a paixão que temos por saber mais, entender o mundo e interagir com ele que nos fez chegar até aqui, por exemplo. As curiosidades mais interessantes do mundo foram descobertas por termos sede de conhecimento, portanto.
Sendo assim, saiba tudo sobre curiosidades, sobre a curiosidade em si e fique por dentro dos fatos curiosos mais interessantes. Adquira conhecimentos sobre o Brasil, o mundo, os animais, a natureza e tudo que seja de seu interesse.

Curiosidades nos movem

Desde os primórdios da humanidade, há sempre figuras que se destacam e criam formas de evoluir a comunidade. Esses representantes são, em suma, sempre os mais curiosos. São aqueles que observam a natureza e se pergunta como as coisas funcionam.

E não estamos falando apenas da curiosidade em si, mas das curiosidades em geral. Mesmo que não seja um tema que dominemos ou gostemos, acabamos nos interessando quando descobrimos fatos curiosos sobre ele. A vontade de saber mais pode trazer novos rumos e mudar vidas.

O que é a curiosidade?

Em resumo, a curiosidade é a luz que brilha dentro de cada um de nós e nos direciona a saber mais. Ela nos faz olhar para as coisas com as dúvidas necessárias para descobrir e, certamente, criar. Quem não aprende não evolui certo? E que não evolui está fadado à mesmice e falta de conhecimento, enfim.
A palavra curiosidade, em resumo, vem do latim curiositas, e significa “desejo por conhecimento”. Também pode ser entendida como “desejo por informação”. Ou seja, de um jeito ou de outro, a curiosidade é a forma mais básica do instinto que fez a humanidade chegar tão longe.

Curiosidades sobre a curiosidade – 5 tipos de curiosidade


Há vários tipos diferentes de curiosidade. Todas elas são impulsos naturais que objetivam a pessoa a se mover e buscar mais. Em suma, o ponto central é manter o ser humano em movimento e ação, mesmo que não seja fisicamente.
Os cinco tipos de curiosidades, em síntese, foram apontados em uma pesquisa de especialistas em psicologia e educação. Os dados foram publicados na revista Harvard Business Review. De acordo com a análise, cada tipo de curiosidade se manifesta com grau e intensidade diferentes em cada indivíduo.
Confira as curiosidades diferentes e descubra quais mais se manifestam em você:

- Procura por emoções

Este tipo de curiosidade faz o ser humano arriscar mais na busca por conhecimento. Com este tipo de curiosidade, a pessoa está mais disposta a ter riscos físicos, financeiros e até sociais para aprender e descobrir.
O detentor desta curiosidade busca mais situações que causam a ansiedade associada às novidades. Por outro lado, a maioria das pessoas busca fugir disso. E você?

- Tolerância ao estresse

A curiosidade faz com que algumas pessoas ignorem, ou até gostem, de alertas do organismo quanto às novidades. Porém, a busca, no caso, é por preencher espaços vazios em uma linha de conhecimento já existente. Ou seja, a pessoa busca complementar o que já conhece, a todo custo, mas não há tanto interesse em novos conhecimentos.

- Curiosidade social

É simplesmente a atitude de ganhar conhecimentos a partir da observação de outras pessoas. É a interação que soma e complementa. Quem tem este tipo de curiosidade, aprende sobre as pessoas e ganha novos conhecimentos apenas trocando ideias.
Enfim, um simples papo pode render muita coisa e dar um clique para a busca de informações e novidades. Mas também pode ser apenas uma forma inata de entender e desvendar os outros.

- Sensibilidade à privação

Ocorre quanto o curioso percebe que há uma lacuna nas informações que detém. Sendo assim, ele busca preencher este “vazio” e complementar o conhecimento para ter uma sensação de alívio e realização. Portanto, é um incentivo a buscar por curiosidades que ajudem na missão.
Cientistas e pesquisadores que trabalham incansavelmente para elucidar brechas em suas teorias, por exemplo, podem comprovar isso.

- Satisfação em explorar

Esta é uma das formas mais básicas de curiosidade. Primeiramente, as crianças são exemplos claros e gritantes deste tópico. A curiosidade, no caso, é aguçada apenas pela vontade de conhecer e desvendar o mundo.
Há um prazer em saber como as coisas funcionam e entender o porquê de tudo ser como é.

Curiosidades sobre o mundo


Conheça algumas curiosidades sobre o mundo que te farão querer saber ainda mais sobre a vida, a humanidade e a história:
- Pelo menos 2.500 canhotos morrem todos os anos em acidentes causados por ferramentas feitas para destros.
- O criador da lata de batatas Pringles, John Bauer, teve suas cinzas colocada em uma destas latas quando morreu, em 2008.
- Por lei, é proibido vender uma casa mal assombrada sem avisar o comprador, em Nova York.
- No Japão, algumas casas de banhos termais proíbem a entrada na água de pessoas tatuadas.
- Os homens têm seis vezes mais chances de serem atingidos por raios do que as mulheres.
Leia também: 10 fatos mais curiosos do mundo
- Nos Estados Unidos, há mais casas desocupadas do que moradores em situação de rua. Se todos ganhassem casas, ainda sobrariam lares vazios.
- Na Rússia, a cerveja não era considerada bebida alcoólica até 2011. Antes disso, para os russos, ela era considerada apenas um refresco.
- No ano de 1923, um tornado de fogo causou a morte de 38 mil pessoas em Tóquio, no Japão.
- É mais provável morrer atingido por um coco na cabeça do que por um ataque de tubarão.
- No ano de 2006, um australiano tentou vender a Nova Zelândia no eBay. O leilão chegou a 3 mil dólares australianos antes que o próprio site suspendesse a Negociação.

Curiosidades sobre o Brasil


- A palavra brasil significa “vermelho como brasa”, como era a cor da madeira do pau-brasil.
- O Brasil é o quinto maior país do planeta.
- Tocantins é o estado mais novo do Brasil. Ele foi fundado em 1988.
- O prato nacional brasileiro é considerado a feijoada.
- O nome oficial do país é República Federativa do Brasil.
- O Brasil é o país com a maior biodiversidade do mundo todo. A Floresta Amazônica, em primeiro lugar, é responsável por isso.
- O Brasil é, em suma, o país no mundo que mais desmata a natureza.
- O Rio de Janeiro é a única capital europeia que já esteve fora da Europa. Isso, pois a cidade já foi capital de Portugal.
- O Brasil é o maior produtor de café do mundo.
- A árvore mais antiga do país é um jequitibá-rosa de mais de 3 mil anos. Ele fica na cidade de Passa Quatro (SP), no parque estadual de Vassununga.

Curiosidades sobre animais

- Uma água-viva tem o corpo composto 95% por água. E uma delas, a vespa-do-mar, é o animal mais venenoso do mundo, por exemplo.
- Vacas têm melhores amigas e passam por luto quando perdem entes queridos.
- Touros não odeiam a cor vermelha. Portanto, é o movimento e o brilho da capa do toureiro que os provoca.
- Há apenas três espécies de mamíferos que passam pela menopausa: elefantes, baleias jubarte e humanos.
- Cães sentem o cheiro de humanos a 1 km de distância.
- A mordida de um urso-pardo pode, certamente, partir uma bola de boliche.
- Bebês elefantes usam as trombas como chupetas.
- Cangurus não conseguem pular para trás.
- Gatos não sentem o sabor de doces, pois o paladar deles é desenvolvido apenas para carne.
- Girafas têm línguas que podem atingir até 50 centímetros e conseguem limpar as orelhas com elas.

Curiosidades sobre o Planeta Terra

- Nosso planeta é o único do sistema solar que não tem o nome de um deus.
- Vários meteoritos vindos de Marte caíram no deserto de Marrocos em 2011.
- O Planeta Terra é o mais denso de todo o sistema solar.
- Estima-se que a Terra tenha 4,5 bilhões de anos.
- A Ilha de Socotra é, sobretudo, o lugar mais estranho da Terra. Devido ao isolamento, as criaturas e natureza de lá são únicas e diferentes do resto do mundo.
- Há vida na Terra por mais de 80% da existência dela. Ou seja, há vida aqui praticamente desde sempre.
- Em 1816, devido a uma série de eventos, como erupções vulcânicas, a temperatura da Terra caiu drasticamente. Este foi conhecido como o ano sem verão, pois, de fato, não houve verão naquele ano.
- Daqui a 140 milhões de anos, um dia terá 25 horas devido à diminuição na rotação da Terra. O planeta gira 17 milissegundos mais devagar a cada 100 anos.
- No ano de 1033, foi registrada uma temperatura de 136°C na Líbia. É, sem dúvida, a temperatura mais alta já registrada na história.
- Cerca de 80% de toda a vida animal desenvolvida na Terra tem seis pernas ou mais.

Curiosidades sobre o corpo humano

- A composição química das lágrimas varia de acordo com o motivo: seja choro, alegria, raiva ou apenas um bocejo.
- O maior pênis do mundo é o do norte-americano Jonah Falcon. São 34, 29 cm, em síntese.
- O cérebro não pode sentir dor e 30% do sangue bombeado no corpo vai direto para o cérebro.
- A vagina se mantém limpa sozinha. Sendo assim, é necessária atenção na hora de usar produtos de limpeza na região.
- De acordo com estudos a maior parte dos ataques cardíacos acontecem às segundas-feiras.
- Homes e mulheres apresentam sintomas diferentes em casos de ataques cardíacos.
- Quando você está lendo, para si mesmo, com sua voz interior, sua laringe irá se mover, como se estivesse lendo em voz alta.
- A princípio, beijar a orelha de um bebê pode fazer com que ele fique surdo.
- Há mais micro-organismos vivendo em sua pele do que humanos no planeta inteiro, certamente.
- E todas as pessoas com olhos azuis no mundo todo são descendentes da mesma pessoa.
Em conclusão, voltamos a falar que as curiosidades são importantes e interessantes para o dia a dia. Portanto, busque sempre por conhecimento. Mas não deixe de fazer o que ama, dando sua contribuição ao mundo. Certamente você verá como a vida se ilumina quando fazemos o que gostamos.
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2020.03.31 21:27 zephrot Uma conversa de bar

O bar estava quase vazio nesse dia, quase que só se ouvia o barulho vindo do fluxo espaço-tempo.
Como de costume o velho Geist se encontrava ao fundo dando berros aleatórios sobre cogumelos voadores, guerra estava caído no banheiro de tanto beber. O relógio travou às 3:33 da manhã, e nesse mesmo instante a porta se abre.
- Finalmente a folga - disse o primeiro homem.
- Não comemore tão cedo If - Disse o segundo homem.
- Mal chegamos e já está ranzinza Zeit? - disse o homem chamado If, afinal essa conversa era entre o atual ZeitGeist e seu provável sucessor.
- Não vale a pena se acostumar com algo que acabará em instantes.
- Você alguma vez para para viver do seu jeito? - a primeira rodada de bebidas foi servida.
- Eles lá embaixo à vivem por mim, escolhem o que eu sinto e o que eu faço, sou apenas o reflexo de várias consequências.
- Consequências? Tá se referindo novamente ao Guerra e a Paz?
- Em grande parte sim, eles funcionam como pais, a atual paz chamada atômica funciona como mãe, e o guerra que esta imutável como sempre funciona como pai, e eu sou o filho, o filho que sofre por todas as brigas dos pais, eu sou o reflexo, a representação da consequência , por isso If, é mais complicado eu ter liberdade de escolha, eu vivo da forma que foi escolhida para mim.
- Oh, foi mal cara, acho que tem muito mais peso nesse seu peito etéreo do que eu imaginava, vamos, eu pago a segunda rodada e você conta sua história, ainda será 3:33 por um tempo - a segunda rodada foi servida.
- A partir de onde quer que eu comece?
- Desde sua ascensão, falam que todos antes de você ganharam o posto somente após o anterior morrer, mas seu caso foi diferente.
- Ah, teve uma razão para comigo ter sido diferente, era o ano de 1945 lá embaixo, o caos estava solto, não muito diferente de hoje em dia, a única diferença é que naquela época o caos era externo representado por sociedades em guerra, enquanto hoje em dia ele é interno sendo representado por sociedades cheias de depressão e ansiedade, chegam ao ponto de tirarem suas vidas com um tal de suicídio, bem comum lá embaixo. Enfim, nesse ano de 1945, o velho Geist estava fazendo o possível com a pouca liberdade que tinha, mas então vieram os dois cogumelos de fumaça, tão altos que tocavam o céu, eles chegaram tão repentinamente que o velhote não soube reagir, e até agora ele ainda está enlouquecido com os efeitos dos cogumelos, logo o conselho percebeu que um novo Zeitgeist era necessário, e então eu assumi, desde o período da transição do multipolar para o bipolar, vi o muro se erguer e também o vi cair, toda uma cortina pesada como ferro tombando por todo um continente, deixando até hoje seus danos, nisso o mundo se acalmou, havia uma nova paz e seu nome era Atômica, cada nação com a sua e nenhum quis arriscar compará-las.
- Hum.... Então o peso de tudo diminuiu certo?
- Que piada, a única coisa que mudou foi a forma de expressão, lembra o que falei? O caos ainda existe, mas agora ele age quieto, internamente, fica na cabeça de cada um, toma forma de depressão e assim quebra sociedades de dentro para fora, uma maneira muito mais eficiente diga-se de passagem, mas ainda há um tipo de caos externo, o caos que surge na mente de uma pessoa dando a ela liberdade para ser ou pensar diferente mas ao mesmo tempo também é o mesmo caos que está na mente do outro fazendo com que ele agrida ou segregue aquele que se identifica como diferente, aliás pode me chamar de falsa liberdade.
- Qual o sentido disso? Todo esse caos em forma de discriminação?
- Não faz sentido, nada faz sentido e tudo é permitido, eu fico assim como eles, depressivo.
- porque até você fica assim?
- por que, não importa quem seja, aquele que discrimina é tão triste e vazio quanto o discriminado, porque é no momento da ação, o momento em que os olhos se encontram que acontece a pior parte, os olhos de um dizem “ eu só quero ser aceito “ enquanto os do outro dizem “ eu preciso fazer isso para continuar sendo aceito “ no fim, ambos querem a mesma coisa e nesse olhar, bem no fundo de suas almas, eles se reconhecem, eles se aceitam nem que seja por um breve mas singular momento, e isso me deixa triste, me tira a vontade e me deixa tão insano quanto os cogumelos deixaram o velho, porque é somente por um mínimo momento que há aceitação.
- As crianças se salvam pelo menos?
- Crianças... Termo estranho.
- porque estranho?
- Porque “crianças” estão cada vez mais adultas em uma sociedade cada vez menos humana, e a cada dia que passa dou mais razão ao Peter Pan por nunca querer crescer.
Houve um silêncio no bar, até que a quarta rodada fosse servida, nesse momento o Guerra apareceu do banheiro com a camisa vomitada, andou até a bancada, sentou e desmaiou em cima da travessa de amendoins.
- Como esse cara causou tanto estrago?
- Ele é um bêbado If, são os que mais causam, já viu o que ele fez com a paz?
- A paz? Para mim ela está firme e forte.
- Coitado, a Paz está viciada em tarja preta dizendo que é só assim que ela consegue aguentar o dia a dia, e logo mais, meu caro, ela não vai aguentar nem com isso.
- O que acontece se ela morrer? - estavam pagando a conta.
- Se ela morrer o Guerra ataca, mas não se preocupe If.
- E porque não me preocupar? Eu não vou te suceder?
- Você vai, mas se o Guerra atacar no meu turno a única maneira dele atacar no seu seria entre paus e pedras.
- O que isso significa?
- Torço para não descobrir
A porta se fechou, o relógio bateu 3:34, o tempo voltou
Fim

(Obrigado por ter lido até o fim, demorei mas enfim tomei coragem para postar pelo menos um dos meus contos)
Nathan Vendramini, Zephrot
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2020.03.28 03:40 altovaliriano A Grande Conspiração Nortenha - Parte 5

Texto original: https://zincpiccalilli.tumblr.com/post/53134866390
Autores: Vários usuários do Forum of Ice and Fire, mas compilado por Yaede.
Índices de partes traduzidas: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6

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Novamente, eu ergo montanhas sobre montículos nesta parte e na próxima, presumindo que tudo o que fazem os homens do norte em Winterfell, especialmente Lorde Manderly, é suspeito.

O Norte: Homens Stark

Wyman Manderly, um Operador Sutil

Anteriormente, eu teorizei que Manderly poderia saber sobre Robb ter escolhido Jon para sucedê-lo como Rei do Norte de Robett Glover, que por sua vez ouve as notícias de seu irmão mais velho Galbart, desapareceu no Gargalo com Maege Mormont, ambos testemunhas do decreto de Robb (ASOS, Catelyn V). No entanto, Manderly jurou se declarar por Stannis caso Davos traga Rickon e Cão Felpudo de volta de Skagos? Rickon não seria redundante se Manderly pretendesse reconhecer Jon como seu rei?
A promessa de Manderly a Davos não é tão hermética quanto parece, para começar.
– [Wex] sabe para onde [Osha e Rickon] foram – Lorde Wyman disse.
Davos entendeu.
– Você quer o menino.
– Roose Bolton tem a filha de Lorde Eddard. Para impedi-lo, Porto Branco precisa ter o filho de Ned... e o lobo gigante. O lobo provará que o menino é quem dizemos que é, se Forte do Pavor tentar negar. Este é meu prêmio, Lorde Davos. Contrabandeie-me meu senhor suserano, e eu tomarei Stannis Baratheon como meu rei.
(ADWD, Davos IV)
Em primeiro lugar, observe que Manderly não especifica Rickon pelo nome, mas diz "suserano", deixando Davos concluir pelo contexto qual dos filhos de Ned ele quer dizer. Mesmo que ele não saiba nada sobre Jon, ele fica sabendo por Wex que Bran também sobreviveu ao saque de Winterfell. Sendo irmão mais novo, Rickon não pode ser Lorde de Winterfell antes de Bran, que não é desqualificado por sua deficiência (ou ser uma árvore!) E, até onde sabemos, não abdicou ou morreu. Então, com essas complicações, quem é o suserano de Manderly?
Em segundo lugar, Manderly não fala em nome de Porto Branco, mas em seu próprio nome. O que acontecerá com seu acordo com Davos, que não foi jurado aos deuses antigos ou aos novos, se Manderly morrer e seu filho, Wylis, o suceder como senhor? Manderly deliberadamente provoca os Freys em Winterfell às vias de fato durante o último POV de Theon. Sobre a morte de Pequeno Walder, ele comenta: “Embora talvez isso tenha sido uma bênção. Se vivesse, teria crescido para ser um Frey”. Especula-se que Manderly não espera voltar de Winterfell vivo, assim como os homens do clã que marcham com Stannis preferem morrer banhados em sangue Bolton do que para as adversidades do inverno (ADWD, O Prêmio do Rei). A palavra que Lorde Wyman deu a Davos, sobre a qual Wylis pode negar conhecimento com sinceridade, é nula e sem efeito?
O Norte está prestes a enfrentar o pior inverno de muitas gerações, com um gelado apocalipse zumbi pra completar, após a morte de milhares de homens na Guerra dos Cinco Reis, fortalezas e colheitas arruinadas pela ocupação inimiga, sem expectativas de ajuda do Trono de Ferro, absortos como os sulistas estão em seus jogos de poder. Não é hora para os garotos-senhores, que são a ruína de qualquer casa, mesmo segundo Roose Bolton (ADWD, Fedor III). No entanto, se Jon for rei, certamente não faria mal para ele ter um herdeiro, já que é improvável que ele traga o seu próprio, pois jurou não tomar esposa ou ter filhos.
Manderly é capaz de tais truques? De tal traição? Todo o incidente das tortas de Frey sugere isso, em minha opinião.
[Davos] esperava ouvir Lorde Wyman falar, E agora eu me declaro pelo Rei Stannis, mas, em vez disso, o homem gordo sorriu um estranho sorriso cintilante e disse:
– Agora tenho um casamento para assistir. Sou gordo demais para subir em um cavalo, como qualquer homem com olhos pode ver claramente. [...]. Meu corpo tornou-se uma prisão mais lúgubre do que a Toca do Lobo. Mesmo assim, preciso ir para Winterfell. Roose Bolton me quer de joelhos, e sob o veludo da cortesia mostra a cota de malha de ferro. Preciso ir de barcaça e de liteira, cercado por uma centena de cavaleiros e por meus bons amigos das Gêmeas. Os Frey vieram pelo mar. Não têm cavalos com eles, então devo presentear cada um deles com um palafrém como presente de convidado. Os anfitriões ainda dão presentes de convidados no Sul?
– Alguns dão, meu senhor. No dia da partida dos convidados.
– Talvez você entenda, então.
(ADWD, Davos IV)
Manderly não tem escrúpulos em observar cuidadosamente a literalidade das leis da hospitalidade, mas violar seu espírito. Ele faz gestos amigáveis aos Freys e os mata assim que seus presentes de convidado o libertam de suas obrigações de anfitrião.
O Senhor de Porto Branco fornecera a comida e a bebida, [...]. Os convidados do casamento se fartaram em [...] três grandes tortas de casamento [...]. Ramsay cortou as fatias com sua cimitarra, e Wyman Manderly serviu pessoalmente, oferecendo as primeiras porções fumegantes para Roose Bolton e sua gorda esposa Frey, as seguintes para Sor Hosteen e Sor Aenys, filhos de Walder Frey.
– A melhor torta que já provaram, meus senhores – o gordo senhor declarou. – Empurrem tudo para baixo com um dourado da Árvore e apreciem cada pedaço. Eu sei que vou.
Fiel à sua palavra, Manderly devorou seis porções, duas de cada uma das três tortas […]
O Senhor de Porto Branco era a imagem perfeita do gordo feliz, gargalhando, sorrindo, brincando com os outros senhores e batendo em suas costas, pedindo aos músicos esta ou aquela canção.
– Nos dê A noite que terminou, cantor – gritou. – A noiva gostará desta, eu sei. Ou cante para nós os feitos do bravo jovem Danny Flint, e nos faça chorar. – Ao olhá-lo, era possível pensar que era ele o recém-casado.
– Está bêbado – disse Theon. [...] Lorde Manderly estava tão bêbado que pediu quatro homens fortes para ajudá-lo a sair do salão.
– Devíamos ouvir uma canção sobre o Rato Cozinheiro – ele murmurou, enquanto passava cambaleando por Theon, apoiado em seus cavaleiros. – Cantor, dê-nos uma canção sobre o Rato Cozinheiro.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
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O Cozinheiro Ratazana tinha feito com o filho do rei ândalo um grande empadão com cebolas, cenouras, cogumelos, montes de pimenta e sal, uma fatia de bacon e um escuro vinho tinto de Dorne. Depois, serviu-o ao pai dele, que elogiou o sabor e pediu para repetir. Mais tarde, os deuses transformaram o cozinheiro numa monstruosa ratazana branca que só podia comer os próprios filhos. Desde então, vagueava por Fortenoite, devorando os filhos, mas sua fome ainda não estava saciada.
– Não foi por assassinato que os deuses o amaldiçoaram – dizia a Velha Ama – nem por servir ao rei ândalo o filho num empadão. Um homem tem direito à vingança. Mas matou um hóspede sob o seu teto, e isso os deuses não podem perdoar.
(ASOS, Bran IV)
No banquete de casamento, Manderly zomba maliciosamente de seus inimigos bem diante de suas caras, brincando com a ignorância do que ele fez. Além disso, ao fornecer a comida e a bebida, Lorde Wyman garante que ele e seus co-conspiradores não violem o direito de hóspede, que é uma forma de confiança mútua entre anfitrião e hóspede. De qualquer forma, ele tem alguma margem de manobra, porque provavelmente ainda considera Winterfell a casa dos Starks. Os deuses não puniriam mais intensamente Manderly por matar Boltons e Freys do que a Roose por enforcar as duas dúzias de posseiros encontrados no castelo, quando ali chegaram (ADWD, O Príncipe de Winterfell).
No entanto, o subterfúgio de Manderly não para por aí. Ele faz conluio com Mance Rayder e suas esposas de lança. Eles se encontraram na estrada, e Mance diz a Manderly que ele procura um caminho para Winterfell para roubar a noiva de Ramsay em nome de Jon Snow, o irmão dela. Sendo os vassalos mais meridionais dos Stark, tanto geográfica quanto historicamente, os Manderlys não sofrem tanto com ataques selvagens quanto, por exemplo, os Umbers e estariam melhor dispostos a ter o Povo Livre como aliados.
Perto do palanque, Abel arranhava seu alaúde e cantava Belas donzelas do verão. Ele se chama de bardo. Na verdade, é mais um cafetão. Lorde Manderly trouxera músicos de Porto Branco, mas nenhum era cantor, então, quando Abel apareceu nos portões com um alaúde e seis mulheres, fora mais do que bem-vindo.
(ADWD, O Príncipe de Winterfell)
Que coincidência que Lorde Manderly, que sempre pensa em tudo, não trouxe cantores para as festividades! Estranho, porque no banquete da colheita em Winterfell, alguns livros atrás, ele tem músicos e um cantor em sua procissão, com um malabarista para completar.
Os músicos de Lorde Wyman tocavam com bravura e bem, mas a harpa, a rabeca e a trompa foram em breve afogadas por uma maré de conversas e risos, o tinir de taças e pratos, e os rosnados de cães que lutavam pelos restos. O cantor cantava boas canções, Lanças de Ferro, O Incêndio dos Navios e O Urso e a Bela Donzela, mas só Hodor parecia estar ouvindo. [...]
(ACOK, Bran III)
Eu não acredito em tais coincidências. Manderly – que já decidiu assassinar Jared, Symond e Rhaegar Frey no momento em que conversa com Davos – provavelmente planeja prepará-los em tortas, servi-los aos seus parentes e pedir uma música sobre o Rato Cozinheiro. O que – a menos que ele queira cantar a música – exigiria um ou dois bardos.
Mance não é o único em Winterfell com quem Manderly tem um acordo prévio. Antes do mesmo banquete da colheita, Manderly levanta a idéia de construir uma frota de navios de guerra para Bran, Ser Rodrik e Meistre Luwin.
Além de uma casa de cunhagem, Lorde Manderly também propôs construir uma frota de guerra para Robb.
– Há centenas de anos que não temos força no mar, desde que Brandon, o Incendiário, tocou fogo nos navios do pai. Concedam-me o ouro necessário, e ainda este ano porei para flutuar galés em número suficiente para tomar tanto Pedra do Dragão como Porto Real.
(ACOK, Bran II)
Sor Rodrik e Meistre Luwin não se comprometem inicialmente, prometendo apenas conversar com Robb sobre o assunto, mas Sor Rodrik logo tem uma idéia.
Hother [Umber, Terror das Rameiras] queria navios. [...]
Sor Rodrik puxou as suíças:
– Vocês têm florestas de pinheiros altos e velhos carvalhos. Lorde Manderly tem construtores navais e marinheiros com fartura. Juntos, deveriam ser capazes de pôr na água dracares em número suficiente para defender as costas de ambos.
– Manderly? – Mors Umber [Papa Corvos] fungou. – Esse grande saco bamboleante de banha? [...]
– Ele é gordo – admitiu Sor Rodrik –, mas não é bobo. Irá trabalhar com ele, caso contrário o rei ficará sabendo o por quê. E , para espanto de Bran, os truculentos Umber concordaram em fazer o que ele ordenava, embora não sem resmungos.
(ACOK, Bran II)
Em A Dança dos Dragões, a frota está construída.
Passo do Castelo era uma rua com degraus, um largo caminho de pedra branca que levava da Toca do Lobo, pela água, até Castelo Novo, em sua colina. Sereias de mármore, com vasilhames de óleo de baleia queimando aninhados nos braços, iluminavam o percurso enquanto Davos subia. Quando alcançou o topo, virou-se para olhar para trás. De onde estava, podia ver os portos. Ambos. Atrás do quebra-mar, o porto interno estava repleto de galés de guerra. Davos contou vinte e três. Lorde Wyman era gordo, mas não era negligente, ao que parecia.
(ADWD, Davos II)
E não há a menor sugestão de que Roose saiba alguma coisa sobre isso. Ou seja, Terror das Rameiras ainda não lhe disse: “Fico pensando o que o Lorde Lampréia fez com toda a madeira que cortamos para ele. Deveríamos ter construído galés de guerra juntos”. Uma explicação seria que, apesar de Terror das Rameiras ter tomado partido dos Boltons e Papa Corvos o de Stannis, os Umbers ainda estão de fato trabalhando com Manderly.
Uma vez em Winterfell, Manderly tem nova oportunidade de conspirar.
[Roose:] "Alguém está matando meus homens." [...]
– Temos que olhar para Manderly – murmurou Sor Aeny s Frey. – Lorde Wyman não tem amor por nenhum de nós.
[Roger] Ryswell não estava convencido.
– Ele, no entanto, ama seus bifes, costelas e tortas de carne. Rondar o castelo na escuridão exigiria que deixasse a mesa. O único momento em que faz isso é quando procura a latrina para uma de suas longas horas agachado.
– Não afirmo que Lorde Wyman agiu por conta.
(ADWD, Um fantasma em Winterfell)
Ah- ha! Lord Manderly tem feito reuniões secretas pró-Stark sob o disfarce de visitar a privada? XD
Bem, talvez não (risadas). Falando sério, nessa mesma cena, Frey ressalta que Manderly chegou a Winterfell com trezentos homens, um terço dos quais são cavaleiros. Ele pode empregar seus funcionários de confiança para passar mensagens, bem como usar suas conexões já estabelecidas com os selvagens e os Umbers (embora os primeiros tenham quase certeza de ter segundas intenções). A lista completa de Casas que compareceram ao casamento, excluindo-se a Senhora Dustin e seu séquito, é a seguinte:
Estandartes estavam pendurados nas torres quadradas, batendo com o vento; o homem esfolado de Forte do Pavor, o machado de batalha dos Cerwyn, os pinheiros dos Tallhart, o tritão dos Manderly, as chaves cruzadas do velho Lorde Locke, o gigante dos Umber, a mão de pedra dos Flint e o alce dos Hornwood. Dos Stout, listras bifurcadas castanhoavermelhadas e douradas; dos Slate, um campo cinza com duas bordas estreitas brancas. Quatro cabeças de cavalo proclamavam os quatro Ryswell dos Regatos; uma cinza, uma negra, uma dourada e uma marrom. A brincadeira era que os Ryswell não conseguiam concordar nem sobre as cores de suas armas. Acima deles, pairava o veado-e-leão do garoto que se sentava no Trono de Ferro, a milhares de quilômetros de distância.
(ADWD, Fedor III)
Manderly e os Lockes estão em contato desde antes da chegada de Davos em White Harbor. Há um Locke na corte de Manderly, identificável por seu brasão, embora não tenha nome e, portanto, tenha parentesco incerto com Lorde Locke. Esse homem não está contra Roose, mas acha que Ramsay é um psicopata e prefere não vê-lo governar o norte. Mais uma vez, Ramsay é um grande fardo para a Casa Bolton. Um que Manderly e sua facção podem explorar:
[Frey:] Qualquer que seja o nome, ele logo estará casado com Arya Stark. Se você quer ser fiel à promessa, faça aliança com ele, pois ele será o Senhor de Winterfell.
[Wylla:] – Ele jamais será meu senhor! Ele obrigou a Senhora Hornwood a se casar com ele, então a trancou em um calabouço e a fez comer seus dedos.
Um murmúrio tomou conta da Corte do Tritão.
– A donzela diz a verdade – declarou um homem atarracado, em branco e púrpura, cujo manto era preso por um par de chaves de bronze cruzadas. – Roose Bolton é frio e astuto, sim, mas um homem pode lidar com Roose. Todos conhecemos piores. Mas esse filho bastardo dele... dizem que é louco e cruel, um monstro.
(Davos III, ADWD)
Os Hornwoods, é claro, têm boas razões para odiar Ramsay por ter torturado e assassinado sua Senhora viúva. Eles, assim como os Cerwyns e Tallharts, têm outros pontos para acertar com pai e filho, no entanto. Ramsay traiçoeiramente matou seus homens junto com Sor Rodrik no saque a Winterfell. Entre os mortos apresentados a Theon estão o herdeiro de Lord Cerwyn, Cley, e o irmão de lorde Tallhart, Leobald. Como se isso não bastasse, foram novamente homens de Hornwood, Cerwyn e Tallhart que Roose entregou aos Lannisters e Tyrells em Valdocaso. Sor Helman Tallhart, mestre da Praça de Torrhen, foi morto nessa batalha.
Por fim, uma coluna de homens a cavalo apareceu, saída da fumaça que pairava no ar. À cabeça vinha um cavaleiro com uma armadura escura. Seu elmo arredondado brilhava num vermelho lúgubre, e um manto rosa-claro caía de seus ombros. Parou o cavalo junto ao portão principal, e um de seus homens gritou para que o castelo se abrisse.
– São amigos ou inimigos? – berrou-lhes Lorren Negro.
– Traria um inimigo tão bons presentes? – O Elmo Vermelho fez um sinal com a mão, e três cadáveres foram despejados à frente dos portões. Um archote foi brandido por cima dos corpos, para que os defensores no topo das muralhas pudessem ver o rosto dos mortos.
– O velho castelão – disse Lorren Negro.
– Com Leobald Tallhart e Cley Cerwyn – o jovem senhor fora atingido no olho por uma flecha, e Sor Rodrik perdera o braço esquerdo, do cotovelo para baixo.
(Theon VI, ACOK)
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[Varys:] Ontem de madrugada, o nosso bravo Lorde Randyll apanhou Robett Glover nos arredores de Valdocaso e encurralou-o contra o mar. As perdas foram pesadas de ambos os lados, mas no fim os nossos leais homens prevaleceram. Dizem que Sor Helman Tallhart está morto, bem como mais de mil homens. Robett Glover volta a Harrenhal comos sobreviventes, em sangrenta desordem, sem sonhar que irá encontrar atravessados no caminho o valente Sor Gregor e seus bravos.
(Tyrion III, ASOS)
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Os portões de Valdocaso estavam fechados e trancados. [...]Quando a aurora rebentou, os guardas apareceram nos baluartes. Os agricultores subiram para seus carros e sacudiram as rédeas. Brienne também montou […]
Os guardas mandavam as carroças passar quase sem olhar [...] [O capitão] fez um gesto para os guardas. – Deixem-na passar, rapazes. É uma garota.
O portão abria-se para uma praça de mercado, onde aqueles que tinham entrado antes dela descarregavam [...] Outros vendiam armas e armaduras, e muito barato, a julgar pelos preços que gritavam quando ela passava. Os saqueadores chegaram com as gralhas pretas depois de todas as batalhas. [...]Também se arranjava roupa: botas de couro, mantos de peles, sobretudos manchados com rasgões suspeitos. Conhecia muitos dos símbolos. O punho coberto de cota de malha [Glover], o alce [Hornwood], o sol branco [Karstark], o machado de lâmina dupla [Cerwyn], todos eram símbolos do Norte.
(AFFC, Brienne II)
Infelizmente para os Boltons, se os Hornwoods, Cerwyns e Tallharts ainda não perceberam quem é responsável por seus infortúnios, Manderly pode informa-los (e certamente o fará).
Davos tentou se lembrar das histórias que ouvira.
– Winterfell foi capturado por Theon Greyjoy, que fora protegido de Lorde Stark. Ele condenou os dois filhos mais jovens de Stark à morte e colocou suas cabeças sobre as muralhas do castelo. Quando os nortenhos vieram derrubá-lo, passou o castelo inteiro pela espada, até a última criança, antes de ser morto pelo bastardo de Lorde Bolton.
– Não morto – disse Glover. – Capturado e levado para Forte do Pavor. O Bastardo vem esfolando-o.
Lorde Wyman assentiu.
– A história que você ouviu é a que todos nós escutamos, tão cheia de mentiras quanto um pudim de passas. Foi o Bastardo de Bolton quem passou Winterfell pela espada... Ramsay Snow, ele se chamava então, antes do rei menino torná-lo um Bolton. [...], não verdadeiramente, mas pensam que precisamos fingir acreditar, ou morreremos. Roose Bolton mente sobre sua participação no Casamento Vermelho, e seu bastardo mente sobre a queda de Winterfell.
(Davos IV, ADWD)
Até os pequenos habitantes de Porto Real não têm problemas em apontar os culpados por trás do Casamento Vermelho. Não é preciso ser um gênio para descobrir que Roose e Tywin estavam em conluio quando Roose milagrosamente sobreviveu ao massacre nas Gêmeas para ser nomeado Protetor do Norte pelo Trono de Ferro, com uma nova esposa de Frey ao seu lado. E então os Bolton têm a ousadia de trazer dois mil Freys para o norte, hospedando-os em Winterfell.
– Os senhores podem não saber – disse Qyburn –, mas nas tabernas e casas de pasto da cidade, há quem sugira que a coroa pode ter sido de algum modo cúmplice do crime de Lorde Walder.
Os outros conselheiros fitaram-no com incerteza.
– Refere-se ao Casamento Vermelho? – perguntou Aurane Waters.
– Crime? – disse Sor Harys. Pycelle pigarreou ruidosamente. Lorde Gyles tossiu.
– Aqueles pardais são particularmente diretos – preveniu Qyburn. – O Casamento Vermelho foi uma afronta a todas as leis dos deuses e dos homens, ela dizem, e os que tiveram uma participação no caso estão condenados.
(Cersei IV, AFFC)
Manderly provavelmente ouve a verdade sobre o saque de Winterfell via Wex, mas um jovem homem de ferro mudo não é a única testemunha viva do delito de Ramsay. Sobreviventes da batalha que ocorreu do lado de fora dos portões de Winterfell se juntaram à marcha de Stannis (ADWD, Jon VII), possivelmente a mando dos Mormonts. Da mesma forma, Robett Glover é um sobrevivente de Valdocaso e poderia facilmente alegar que Roose fora responsável por essa farsa, haja vista a indiferença deste último pela captura de Bosque Profundo.
No Vau Rubi, o atraso de Roose em atravessar o rio custa ao Norte outros dois mil homens – incluindo Norreys, Lockes e Wylis Manderly, que foram capturados – quando Gregor Clegane o alcança (ASOS, Catelyn VI). Com a traição dos Bolton exposta, Valdocaso e o Vau Rubi parecem repentinamente movimentos calculados da parte de Roose para sangrar seus companheiros nortenhos.
Mais importante ainda, Manderly traz para Winterfell boas novas dos Starks. Qualquer que seja o filho de Ned, Manderly pode fazer a única coisa que Roose sabe que fará as casas do norte o abandonarem em massa.
[Roose to Ramsay:] Parecemos fortes neste momento, sim. Temos amigos poderosos nos Lannister e nos Frey e o apoio relutante de grande parte do Norte... mas imagine o que vai acontecer quando um dos filhos de Ned Stark aparecer?
(ADWD, Fedor III)
A Senhora Dustin também.
No palanque, Lorde Wy man Manderly sentava-se entre dois de seus cavaleiros de Porto Branco, levando mingau com uma colher até seu rosto gordo. Não parecia estar apreciando nem um décimo do que saboreara comendo as tortas de porco no casamento. Em outro canto, Harwood Stout, de um braço só, conversava calmamente com o cadavérico Terrordas-Rameiras Umber.
(ADWD, O vira-casaca)
Segundo a teoria, Terror das Rameiras retransmite as palavras de Manderly, iniciando uma nova rodada no telefone sem fio. Stout é juramentado à Senhora Dustin e hospeda desde cedo Ramsay em sua fortaleza, sem dúvida infeliz ao ver as preciosas reservas de inverno de seu povo esvaziadas para apaziguar a vaidade mesquinha de Ramsay. Sem falar que Ramsay não faz nada para impedir que suas cadelas matem um dos cães de caça de Stout. (ADWD, Fedor III)
O poder dos Bolton no norte repousa sobre um leito de mentiras e ardis, que mal flutua no mar de ressentimento nortenho, e Manderly tem os meios e a vontade de perfurar essa frágil fundação. O que Manderly tem a dizer a Senhora Dustin? E qual a reação dela? Bem, isso é assunto para outro dia.
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2020.02.24 10:30 EquilibriumKyrieL Lei da gravitação universal — Tréplica

“1º ponto: Não. Método dedutivo pode no máximo dar uma pista do que NÃO serve, mas nunca para confirmar o que serve. Pra isso você precisa de cálculos, e continuarei exigindo cálculos. Por exemplo, o método dedutivo pode permitir deduzir que um cavalo (o animal mesmo, não a unidade de potência) consegue acelerar um carro de 0 a 100 em 10 segundos, afinal, ele consegue acelerar coisas. Você precisa de cálculos pra verificar que essa ideia é absurda.”
Tu não entendeu o que eu escrevi claramente de modo inequívoco ou não entendeu um método muito bem explicado como o dedutivo.
O que não serviria com eficiência em um modo científico seria o método indutivo.
Os argumentos dedutivos são aqueles em que as premissas fornecem um fundamento definitivo da conclusão, enquanto nos indutivos as premissas proporcionam somente alguma fundamentação da conclusão, mas não uma fundamentação conclusiva, identificando dessa maneira os conceitos de dedução e raciocínio válido, do termo validade (também chamada verdade lógica, verdade analítica, ou verdade necessária).
Uma outra maneira de expressar essa diferença é dizer que numa dedução é impossível que as premissas sejam verdadeiras e a conclusão falsa, mas no raciocínio indutivo, no sentido forte, isso é possível, mas pouco provável. Num raciocínio dedutivo a informação da conclusão já está contida nas premissas, de modo que se toda a informação das premissas é verdadeira, a informação da conclusão também deverá ser verdadeira. No raciocínio indutivo a conclusão contém alguma informação que não está contida nas premissas, ficando em aberto a possibilidade de que essa informação a mais cause a falsidade da conclusão apesar das premissas verdadeiras.
Um exemplo disso é uma própria citação sua no vídeo Desmistificando a Teoria da Terra Plana:
“Se A é sustentado na existência de B, não pode-se usar A para provar a inexistência de B.”
Outro exemplo, usando a dedução apresentemos uma forma lógica válida:
"TODO X é Y. Z é X. Logo, Z é Y."
Veja que as duas premissas obedecem a uma forma lógica válida. Se a conclusão for “Logo, Z é Y”, então temos uma dedução.
O Método indutivo que não serve para confirmar o que serve.
Para se apresentar a dedução, antes é preciso uma observação quantitativa (elemento do conjunto da Caracterização do Método científico).
Argumentos dedutivos são avaliados em termos de sua validade e solidez.
Corrigindo o que foi escrito, na verdade eu não usei o Método dedutivo e sim o hipotético-dedutivo, que consiste na construção de conjeturas baseada nas hipóteses, isto é, caso as hipóteses sejam verdadeiras, as conjeturas também serão. Por isso as hipóteses devem ser submetidas a testes, os mais diversos possíveis, à crítica intersubjetiva, ao controle mútuo pela discussão crítica, à publicidade (sujeitando o assunto à novas críticas) e ao confronto com os fatos, para verificar quais são as hipóteses que persistem como válidas resistindo às tentativas de falseamento, sem o que seriam refutadas. É um método com consequências, que leva a um grau de certeza igual ao das hipóteses iniciais, assim o conhecimento absolutamente certo e demonstrável é dependente do grau de certeza da hipótese.
A sua estrutura é:
1. Fazer observações;
2. Organizar as observações em hipóteses;
3. Testar essas hipóteses em observações anteriores;
4. Modificar as hipóteses originais, se assim se fizer necessário;
5. Fazer previsões baseadas nas hipóteses;
6. Testar conclusões (Dedução).
“2º ponto: agora apresente os cálculos, e me mostre como encontrar todos os valores que você utilizar em seus cálculos.”
Tenho que dizer que tu é muito preguiçoso hein Satanael, eu demorei muito tempo pra encontrar isso mas encontrei kkkkkj, mas se tu tem realmente interesse devia pesquisar de modo independente man.
Essas são as fontes de tudo que tinha escrito naquele Reply e não sabia se era Realmente verdade mas depois de pesquisar e analisar trabalhos científicos, dissertações, textos, artigos, revistas que explicavam isso consegui saber que é realmente verdade.
Se você acredita ou não é irrelevante, isso é um fato científico último.
Fontes:
https://teses.usp.bteses/disponiveis/3/3138/tde-17012008-110654/publico/dissertacao.pdf
Variação do nível do mar — técnicas para a avaliação (São Paulo - SP - 2007)
http://www.scielo.bpdf/rbef/v23n4/v23n4a04.pdf
Introdução à Supercondutividade, suas Aplicações e a Mini-Revolução Provocada Pela Redescoberta do MgB2: Uma Abordagem Didática
(Revista Brasileira de Ensino de Física, vol. 23, no. 4, Dezembro, 2001)
Nesse primeiro é confirmado que, o nível do mar encontra-se em constante variação e a determinação do seu valor médio envolve diversos fatores de conjuntura global que agem em escalas de tempo diferentes, desde algumas horas como as marés (terrestres, oceânicas e atmosféricas), até alguns milhares ou milhões de anos como a modificação de uma bacia oceânica sob ação de movimentos tectônicos e de sedimentação. Certamente, em uma escala de tempo menor, os principais fatores que influenciam estão ligados às variações climáticas. Porém, quando, durante um determinado período de tempo, movimentos aleatórios e periódicos são removidos, um valor estável é obtido: o NMM.
A água que compõe o oceano possui propriedades físicas e químicas importantes para o estudo em questão como a densidade, a salinidade, a temperatura e a pressão. Tais variáveis, ao sofrerem alterações, modificam o volume de massa oceânica, em razão da relação que existe entre elas; a densidade da água do mar depende da salinidade, da temperatura e da pressão. Ela diminui quando a temperatura aumenta, e aumenta com a elevação da salinidade e da pressão. Esta, por sua vez, aumenta com a profundidade. Quanto menor a densidade da água, maior será o volume por ela ocupado. Logo, um decréscimo em sua densidade causa um aumento do nível do mar. Se a temperatura da água tivesse um aumento médio de 1º C sobre uma camada de 4000 metros, produziria um aumento no nível de 60 cm. Da mesma forma, uma variação de 0,4% na salinidade faria este mesmo efeito.
No segundo está escrito que, em janeiro de 2001, a comunidade científica é sacudida novamente com a descoberta da supercondutividade no composto metálico MgB2, a 39.2 K. Nada menos que 16 K maior que qualquer composto metálico até então conhecido. Para melhor apreciar a importância desta descoberta e como ela está revolucionando o estudo da supercondutividade, é especificado com mais detalhes algumas características dos supercondutores e algumas de suas aplicações.
Os supercondutores são divididos em dois tipos, de acordo com suas propriedades específicas. Os supercondutores do Tipo 1 são formados principalmente pelos metais e por algumas ligas e, em geral, s~ao condutores de eletricidade da temperatura ambiente. Eles possuem um Tc extremamente baixo, que, segundo a teoria BCS, seria necessário para diminuir as vibrações dos átomos do cristal e permitir o fluxo sem dificuldades dos elétrons pelo material, produzindo assim a supercondutividade. Os supercondutores desse tipo foram os primeiros a serem descobertos e os cientistas verificaram que a transição para o estado supercondutor a baixa temperatura tinha características peculiares: ela acontecia abruptamente, veja Fig. 2(a), e era acompanhada pelo efeito Meissner. Esse efeito, que talvez seja a característica mais famosa dos supercondutores, é a causa da levitação magnética de um imã, por exemplo, quando é colocado sobre um pedaço de supercondutor. A explicação para o fenômeno está na repulsão total dos campos magnéticos externos pelos supercondutores do Tipo 1, o que faz com que o campo magnético interno seja nulo, desde que o campo externo aplicado n~ao seja muito intenso. A maioria dos materiais, como vidro, madeira e água, também repele campos magnéticos externos, o que faz com que o campo no interior deles seja diferente do campo externo aplicado. Esse efeito é chamado de diamagnetismo e tem sua origem no movimento orbital dos elétrons ao redor dos átomos, que cria pequenos “loopings" de correntes. Elas, por sua vez, criam campos magnéticos, segundo as leis da eletricidade e magnetismo e, com a aplicação de campo magnético externo tendem a se alinhar de tal forma que se oponham ao campo aplicado. No caso dos condutores, além do alinhamento do movimento orbital dos elétrons, correntes de blindagem são induzidas no material e cancelam parte do campo magnético no seu interior. Se considerarmos um condutor ideal, ou seja, que não apresenta resistência à corrente elétrica, o cancelamento do campo é total, caracterizando o chamado “diamagnetismo perfeito". Nos supercondutores do Tipo 1, o cancelamento do campo magnético interno também é total, porém esse comportamento é distinto do diamagnetismo perfeito. Como podemos ver na Fig. 3, os supercondutores do Tipo 1, no estado supercondutor, possuem campo magnético nulo no seu interior mesmo no caso de o campo magnético externo ser diferente de zero antes da transição supercondutora, diferente do comportamento de um condutor ideal.
“3º ponto: replicações do experimento de Bedford conseguiram encontrar a curvatura. O Martins, sendo a anta que ele é, conseguiu encontrar a curvatura nas ilhas de Sentinela, como mostrei no meu vídeo.”
Se no primeiro experimento de Bedford, Samuel Rowbotham comprovou que o barco e a bandeira eram perfeitamente visíveis durante todo o trajeto mas as replicações comprovaram o contrário, o que tem que ser feito?
“Dependendo do método de amostragem a amostra pode ser fisicamente diferente, ou seja, os dados estão sujeitos a variações do acaso, pois as condições não são completamente homogêneas, isso quer dizer que elas não podem ser controladas ou observadas.”
“Nesse sentido, a repetição é um dos princípios da experimentação que tem a finalidade de controlar a variabilidade do meio, quanto maior o número de repetições de um experimento, menor probabilidade de erro ele tem e menos sensível a valores extremos.”
Nesse caso devem ser feitos outros experimentos mas não no mesmo local, preferencialmente qualquer outro local aleatório no mundo, e isso já foi feito diversas vezes por várias pessoas no mundo inteiro, para determinar qual é a verdade.
E em todos esses outros experimentos, em locais diferentes, a conclusão é a mesma. Não há curvatura.
Um documentário bem interessante registrou diversos experimentos por um grupo de pesquisadores para determinar definitivamente se há ou não curvatura nas águas que concluíram que não há nenhuma curva. Mas os fenômenos ópticos existem, que eles atribuíram inicialmente ao efeito Fata Morgana, que é a refração da luz nas camadas da atmosfera.
É o documentário da Terra Convexa.
Ele foi enviado no YouTube quase 1 anos depois do teu vídeo Desmistificando a Teoria da Plana.
“4º ponto: segundo uma coisa chamada força resultante, a força que prevalece é igual à soma vetorial de todas as forças em jogo. Você consegue vencer o campo gravitacional exercendo uma força maior em sentido contrário, ou exercendo forças em outros sentidos cuja resultante ainda vá apontar para cima. Faça os cálculos e mostre porque isso é impossível.”
Eu não afirmei que é impossível um corpo se movimentar verticalmente.
Eu afirmei que não existe uma força que está intervindo sobre ele empurrando-o para o centro da Terra, impedindo de se movimentar.
Vamos usar os conhecimentos adquiridos estudando Mecânica clássica, das definições corretas e já confirmadas.
Em física, a energia cinética em um objeto é a energia que ele possui devido ao seu movimento. Isto é definido como o trabalho necessário para acelerar um corpo de massa em repouso para que este adquira velocidade. Tendo ganho essa energia durante a aceleração, o corpo mantém essa energia cinética a menos que a sua velocidade mude. A mesma quantidade de trabalho é produzido por um corpo desacelerando da sua velocidade atual para um estado de repouso.
No seu vídeo Desmistificando a Teoria da Terra Plana você diz:
“Mas uma coisa é decorrência direta de outra, você não pode desconsiderar a Gravidade e usar apenas a Lei da densidade ou Lei da flutuabilidade, porque isso não existe.”
Se você quis dizer que não é possível desconsiderar a Gravidade, sua afirmação não é correta.
Se você quis dizer que a Densidade não existe, também não está correto.
O que não existe é uma força gravitacional que ainda nem foi comprovada. Vamos parar de repetir tanta mentira, está claro que isso não existe.
“O que faz corpos flutuarem ou afundarem em um fluido é a força resultante no sistema, que é decorrência da densidade e permite que tal relação seja sustentada.”
A força resultante é igual à energia cinética uma vez que sua definição é: uma grandeza que tem a capacidade de vencer a inércia de um corpo, modificando-lhe a velocidade (seja na sua magnitude ou direção, já que se trata de um vetor).
E essa definição é a mesma da Energia cinética, que é definida como o trabalho necessário para acelerar um corpo de massa em repouso para que este adquira velocidade.
Na verdade, para um corpo se movimentar vertical ou horizontalmente ele precisa vencer apenas a inércia (não a inércia e a força gravitacional) transformando sua Energia potencial (Ep) em Energia cinética (Ec).
“A resultante também é da decorrência de aceleração que, no caso, corresponde à aceleração gravitacional. A sustentação do fato utilizado como base para o argumento é baseada na existência da aceleração gravitacional, fator esse que o mesmo desconsiderou.”
A Força gravitacional ainda não foi comprovada, então é possível desconsiderá-la ou mesmo acreditar que ela nunca existiu.
A força resultante não é decorrente da aceleração gravitacional, porque ela não existe, é da aceleração do próprio corpo de massa em repouso, através da transformação da sua Energia potencial em Energia cinética, adquirindo velocidade e podendo assim movimentar-se vertical ou horizontalmente.
Nada disso que estou escrevendo é ''fabricado'' ou invenção. Tudo isso já está muito bem documentado e confirmado. O que existe é uma confusão gigantesca na comunidade científica.
Alguns dizem que na verdade a comunidade está dividida e outros dizem que está totalmente submissa e vai continuar repetindo mentiras.
Aqui está o Cálculo da Energia cinética (Ec):
https://nateneaver.tumblr.com/image/190995322386
“5° ponto: mostra que a observação “não apenas perturba o que deve ser medido, mas também o produz.” está a anos luz de distância (sentido figurado) de provar que a ligação entre A ligação Mente (Consciência) e Corpo (Matéria) sempre existiu. Você ainda precisa explicar exatamente como ela funciona pra poder usá-la. A experiência da dupla fenda demonstra que a luz tem o caráter de partícula e ondulatório simultaneamente, e essa sua conclusão só aparece quando se considera que a luz é unicamente uma partícula.”
Verdade. Essa experiência não comprova definitivamente se a Mente (consciência) realmente existe e como ela funciona.
De uma forma geral, a ciência moderna estuda o homem sem fazer referências a uma alma imaterial, uma vez que, se existe, não pode ser observada nem medida pelos instrumentos atuais. Apesar disso, alguns cientistas têm tentado encontrar evidências da existência e da natureza da alma humana. Muitas das pesquisas científicas nesse assunto vão em direção das experiência de quase-morte, porém não existem provas conclusivas para a ciência moderna de que realmente os pacientes saíram do próprio corpo, ou se sofreram de alucinações.
Há também alguns cientistas como Ian Stevenson e Brian Weiss que conduziram estudos de caso sobre crianças narrando experiências anteriores ao nascimento, e que poderiam sugerir uma possibilidade de reencarnação (portanto, existência da alma), embora não tenham demonstrado pelo processo científico como isto poderia ocorrer.
Mas ainda não se pode afirmar definitivamente e saber como comprovar que a Mente (consciência) existe ou não, mesmo tendo muitas evidências de que existe muito mais além da matéria inanimada.
Se tu tiver mais interesse eu conheço evidências e uma forma de comprovar que existe ou não algo oposto da Matéria.
Mas não vou escrever ainda sobre isso, porque levariam horas de discussão.
“6º ponto: publique o modelo matemático.”
Tudo que necessita-se para um modelo sem a força gravitacional já existe, o que falta é estruturá-lo ordenadamente e defini-lo em um Tratado.
Até agora não foi comprovado a existência dessa força e assim como aqueles que acreditam nisso estão esperando o manifesto de um novo modelo, nós também aguardamos a detecção de um gráviton para comprovar a força gravitacional.
A questão agora é quem vai conseguir primeiro.
Pelo menos nós ainda podemos criar um novo modelo mas se um gráviton não existir não há como esse modelo continuar sustentável.
“7º ponto: se o conceito não se funde, isso ainda não o invalida, da mesma forma que o fóton não invalida a natureza ondulatória da luz.”
A natureza da Luz já está confirmada e todas as definições foram confirmadas mesmo ela sendo uma dualidade onda-partícula.
Mas a força gravitacional precisa de um mediador (gráviton) para poder confirmar sua existência. E isso ainda não foi comprovado.
Então o que existe até agora são apenas três forças fundamentais, suas respectivas partículas elementares e seus Férmions fundamentais.
Tudo ou mais é conversa fiada.
“8° ponto: eu não disse que não há uma conspiração (isso é assunto pra outra hora). Eu disse que explicações como a sua não são ridicularizadas por nenhuma conspiração, mas porque elas não tem rigor científico. Cálculos são parte do rigor científico.”
Tu escreveu que a razão pela qual explicações parecidas não são levadas a sério não envolve nenhum tipo de conspiração, mas simplesmente porque elas demonstram um entendimento superficial dos assuntos que pretendem refutar, tão superficial que não considera todas as variáveis envolvidas (como a força centrífuga nas marés ou o empuxo no voo).
Mas a conspiração que impede que a informação possa chegar à toda a população.
Até que não seja criado um novo modelo e toda a verdade esclarecida a Comunidade científica vai continuar submissa repetindo as mesmas conversas fiadas.
E foi isso que te perguntei.
Se nós provarmos que existe uma conspiração e que é possível vencê-la pela nossa própria vontade tu nos ajudaria a criar um novo modelo e esclarecer toda a verdade.
Eu fico discutindo com pessoas que têm os mesmos interesses que o teu porque eu acredito que essas pessoas não são tão alienadas como a maioria e que elas vão procurar e encontrar a verdade.
Eu discuto contigo porque considero pessoalmente que tu é bem informado e não manipulado e que, se souber a verdade vai saber o que fazer.
Não é possível aceitar ou negar. Porque é independente de qualquer opinião ou convicção própria. Ainda podemos apenas observar as Leis da realidade de tudo que existe.
Mas eu também to tentando descobrir como podemos modificar a Leis fundamentais da Natureza e criar uma nova realidade. E claro que isso é bem complexo. Mas é possível, só não sei COMO que se pode fazê-lo.
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2020.02.15 02:28 carretinha O padre e A Baronesa

Em uma aldeia havia um padre conhecido pela sua piedade com os monstros. Possuídos de todos os lugares viajavam até a pequena aldeia para serem curados de seus demônios. O padre atendia em uma pequena igreja, sem bancos, feita de madeira, pintada de branco, que era quente demais no verão e fria demais no inverno. A simplicidade das instalações não incomodava aquele sujeito humilde, porém a Baronesa se contorcia de ver um servo de Deus trabalhar num lugar tão mal cuidado. Claro, isso não seria um problema se Ela não tivesse que ‘visitá-lo’ toda dia de missa.
A Baronesa, dona daquelas terras e outras na região, tentava emplacar seus novos produtos no mercado. Máquinas como o mundo nunca tinha visto, criaturas metálicas espertas, programadas para todo tipo de tarefas: limpeza, construção, cuidado com as crianças, vigilância dos escravos, mordomos e tudo mais que o cliente pudesse imaginar. Mas o povo, pobre de conhecimento e ainda mais pobre de dinheiro, olhava para as máquinas com desconfiança, viam em seus olhos amarelos e iluminados motivações ocultas e sombrias. A Baronesa, sabia o que o povo pensava de suas construções e se surpreenderia se fosse diferente.
“Esses ignorantes e imbecis, não compreendem os avanços da tecnologia! Mas de que adianta? Ainda que entendessem, nada poderiam fazer! Essa gentalha não consegue manter uma moeda no bolso. Oh, imagine! Nem que juntassem todos os pobretões de todas as aldeias da região, não conseguiram comprar um peça das minhas maravilhosas máquinas.”
O que a surpreendia era a reação dos seus pares, os sofisticados baroneses, duques e nobres, que rejeitavam com igual força suas ideias sobre a modernidade.
“Minha querida Baronesa, a senhora possui tantas terras boas, devia focar em cultivá-las ao invés de construir essas criaturas de metal.”
Para impressionar a nobreza, encontrar possíveis compradores ou pelo menos alguém que a apoiasse, a Baronesa gastava partes enormes da sua interminável fortuna com festas e mais festas. Onde as máquinas serviam, cozinhavam, faziam segurança e entretinham os convidados, sem parar, sem reclamar e sem se cansar.
No entanto os barões, duques e nobres não pareciam impressionados e tratavam com profunda indiferença as maravilhas da tecnologia. Num mundo iluminado por velas, onde moinhos de água tinham acabado de ser inventados, tais criaturas metálicas pareciam apenas uma alegoria festiva, um enfeite, algo que está ali por estar e ao mesmo tempo não existe, uma mistura estranha entre personagens bizarros de circo e mendigos de rua.
Foi durante uma missa, num dia extraordinariamente quente, agravado pelas instalações da igreja; no meio da aglomeração do povo, que se agregava mais próximo do altar para acompanhar mais um exorcismo e cura de um monstro; onde a nossa querida Baronesa se sentia absolutamente desconfortável; que Ela teve a ideia de que
“Se meus pares fecham os olhos para as modernidades, a igreja há de abri-los.”
Foi assim que irrompeu um grito pedindo atenção. O povo, até então atento a cura, voltou-se para Ela. Até o monstro sobre o altar se virou. O único que não se mexeu foi o padre, pois aquele era o momento mais crucial do exorcismo, se ele saísse do transe a alma daquela pessoa poderia se perder para sempre.
“Senhoras e senhores, desculpe-me interromper o espetáculo que é a cura divina! Todavia preciso anunciar para todos vocês, que depois de tantos anos que passamos neste lugar caindo aos pedaços, finalmente teremos uma nova igreja! A doação, claro, será feita do meu próprio bolso e construída com minhas próprias máquinas, de modo que todos só tem a ganhar.”
O povo que desconfiava no começo da fala, sorriu ao ouvir ‘do meu próprio bolso’. Mas logo fechou a cara novamente, ao ouvir ‘com minhas próprias máquinas’. Afinal, se não fossem por essas malditas criaturas de metal, os pedreiros teriam algum trabalho e receberiam o suficiente pra gastar no bar, no verdureiro e na peixaria; que faria com que a dona do bar, a moça das verduras e os pescadores tivessem mais dinheiro pra gastar no padeiro, no alfaiate e no ferreiro; e assim, sucessivamente. De modo que o pouco dinheiro pago aos pedreiros passasse pela mão de todos na aldeia, em seguida na mão de todos das aldeias vizinhas, até enfim ser pego por cobradores de impostos e finalmente se perder dentro do cofre de algum nobre.
Apesar da decepção, o ânimo geral foi positivo. Afinal uma igreja nova ainda era melhor que nada. E embora duvidassem das intenções da Baronesa e de suas criações, jamais duvidariam de sua Fé, que alegavam ser a maior entre todo povo comum. Boatos passados de boca em boca diziam até que Ela era capaz de realizar milagres, mas claro que não passavam de boatos.
Entretanto por mais fervorosa que fosse a Baronesa, a ponto de sair da sua confortável mansão no topo do Monte; descer a pé todo o morro; atravessar o rio; subir a colina onde estava a igreja; e fazer o caminho de volta todas as vezes que ia à missa, Ela ainda questionava certas ações do padre. A Baronesa, assim como todos ‘cidadãos de bem’, defendia que os monstros não deveriam ser curados, muito pelo contrário, deveriam ser caçados e mortos pelos crimes que cometeram contra Deus, pois ‘os crimes contra Deus’ eram a única explicação para tem se transformado. Isso se não tiverem matado gado, ou estripado alguém depois que assumiram a sua forma monstruosa.
Após o anúncio ninguém mais assistia o exorcismo e para o padre isso não fazia diferença, na verdade era até melhor. Não gostava de fazer os exorcismos em cima do altar ou em público, se o fazia daquela forma era por dois motivos: O primeiro, era literalmente por pressão popular, porque uma vez o povo quase quebrou a porta dos fundos da igreja enquanto tentavam espiar um ritual. E o segundo, porque aquela era uma boa forma de divulgar seu trabalho e atrair aqueles que precisam de cura. Portanto apenas um exorcismo era feito em público e só no final da missa, se ainda houvesse outros possuídos a serem curados eles seriam atendidos na parte de trás da igreja, quase em segredo.
Só depois que o demônio foi expurgado e finalmente o monstro pode olhar no espelho e ver a pessoa que era, que o padre abandonou o transe e a concentração no trabalho. E não demorou muito a saber da novidade através dos cochichos e conversas que corriam por toda assembléia:
“Onde ficará a nova igreja?”
“Será que vão derrubar essa daqui?”
“Tomara que tenha uma torre do sino!”
“Espero que não seja em cima do morro.”
“Ia ser lindo se fosse em cima do rio!”
Assim que pescou informação o suficiente sobre a construção da nova igreja, foi imediatamente contra. Jamais um único fiel deveria ser responsável pelo dinheiro e construção do templo, porque
“Um templo, assim como a Fé, deve ser uma construção conjunta. Feita pela dedicação e amor das pessoas e não por ganhos materiais ou glória pessoal. O marceneiro deveria trabalhar a madeira que o lenhador cortou e doou, para que os ajudantes usem os pregos que sobraram da construção de suas casas, para pregar juntas as tábuas. Todos trabalhando juntos, sem ninguém cobrar a ninguém, cada um fazendo e doando de acordo com o que pode e tem!”
“É assim que deveria ser construído um templo! E foi assim que foi feita essa capela.”
Esperou a multidão se dispersar e foi conversar com a Baronesa, que por sua vez estava ansiosa para contar os detalhes da obra.
“Eu agradeço sua oferta minha querida, mas um templo assim como a Fé deve ser uma constr...”
“Desculpe senhor padre, porém acredito que alguém mais competente deveria tomar a decisão. Passados mais alguns anos ou uma praga de cupins e esse lugar vem abaixo! Além disso o povo clama por um lugar mais confortável! Já lhe aviso: se o senhor insistir em recusar minha proposta, enviarei a oferta ao bispo.”
“QUE ENVIE ENTÃO! Mas saiba que nunca estarei de acordo com um templo feito tão mundanamente!”
Foi uma discussão acalorada, contudo não foi nem a primeira, nem a mais tensa delas. O padre e a Baronesa tiveram várias discussões em torno da Fé, da organização da aldeia, das leis e de outros vários assuntos. Mantinham ao mesmo tempo um profundo respeito e um certo desafeto um pelo outro, mas nunca rancor.
O padre achava que as ideias da Baronesa eram afastadas demais da comunidade e pouco preocupadas com a benevolência, apesar de estarem de acordo com as palavras de Deus. Para a Baronesa, as ideias do padre eram sempre ideológicas demais e pouco práticas, apesar de estarem de acordo com as palavras de Deus. E como era a concordância com as palavras de Deus que decidia quais eram as melhores ideias, eles não tinham critério de desempate. Costumeiramente, o padre ganhava as discussões, por ter uma posição mais próxima de Deus, mas as coisas costumavam ser feitas ao modo da Baronesa, por ter uma posição mais próxima do Governador.
No fim, o projeto foi enviado ao bispo que o aceitou imediatamente, formando uma comissão de bispos para abençoar o local da nova igreja e os objetos santos.
A planta da igreja, também incluía uma área no subsolo que seria a nova casa do padre. Ele, até então, morava num pequeno quartinho de teto baixo, na parte de trás da capela, dormia num colchão fino colocado sobre o chão, que fora presente do pescador. O cômodo também possuía ainda um fogão a lenha, montado pelo ferreiro. O banco e a mesinha onde o padre realizava seus estudos, ambos bambos, eram peças defeituosas doadas pelo marceneiro e um pouco mais afastado havia uma fossa com cabine, feitas pelo próprio padre, onde ele fazia suas necessidades.
A Baronesa foi rápida para mostrar serviço, e assim que abençoaram o local as máquinas deram início a construção. Os bispos ficaram encantados com a forma que aquelas criaturinhas de metal trabalhavam, tão encantados que se sentaram num ‘acampamento de obras’, montado pela Baronesa, para assistir a construção. Quando anoiteceu, a casa do padre já tinha o piso e todas as paredes. Logo antes de se retirarem para dormir os bispos perguntaram a Baronesa:
“Suas construções não vão descansar?”
“Ah, senhor bispo, não se preocupe, elas não precisam disso, podem trabalhar por dias seguidos. Inclusive, garanto aos senhores que a igreja estará de pé e decorada antes do dia de missa.”
Os bispos se surpreenderam com a promessa. Uma igreja como aquela demoraria ao menos três meses para ser construída por mãos humanas, se essas fossem mãos de pedreiros experientes talvez dois e meio. Porque a Baronesa falou muito bem delas, os bispos esperavam que as máquinas fizessem em um mês, tanto que a maioria deles tinha planejado ir embora no dia seguinte, menos o bispo responsável pela região que faria a primeira missa e o batismo da igreja. Contudo já que a Baronesa prometeu uma entrega tão rápida, todos resolveram esperar para realizar uma grande missa de batismo.
***
As máquinas trabalharam durante toda a noite. Elas têm a forma que melhor condiz com o seu trabalho. Sim, porque diferente das obras feitas por pedreiros, onde cada um faz um pouco de tudo, as máquinas possuem uma função específica, então necessitam de um corpo específico. Enquanto uma passa o cimento, a outra coloca os tijolos; uma ajuda a secar o cimento e, ao mesmo tempo, outra passa a massa onde o cimento já secou; uma é responsável por ajudar a secar a massa e a outra por pintar onde a massa já secou; algumas ajudam a levantar aquelas que trabalham em andares mais altos; sem falar na batedora de pregos, nas carregadoras, nas colocadoras de móveis e decoração, etc. Tudo isso é perfeitamente sincronizado, para que não se pinte onde a massa está molhada; não se pise onde o piso ainda não assentou; ou para não secar o cimento antes de colocar os tijolos.
Todavia diferente de um relógio, que para funcionar depende de todas suas engrenagens perfeitamente encaixadas, nos lugares e tempos específicos, tais criaturas trabalham de modo tão sincronizado porque se comunicam. Sim, e se comunicam de uma forma parecida, mas ao mesmo tempo muito diferente daquela dos humanos. Sua precisa e avançada ‘fala’ é composta por vários sons de *beep*, e cada máquina tem um *beep* de tom e altura diferentes. Durante a execução de uma tarefa elas ‘falam’ de forma incessante, para alertar umas às outras de suas ações, logo todas precisam conhecer a ‘voz’ uma das outras, a fim de ter uma noção sobre ‘o que ocorre onde’ na execução da tarefa.
Contudo não só na linguagem elas lembram os humanos, elas pensam, tem sentimentos, personalidades, gostam de certas máquinas e desgostam de outras. Apesar de serem fisicamente iguais e pintadas do mesmo jeito, o colocador de tijolos 36579 é alegre e festivo, enquanto o 85479 é introspectivo e silencioso, isso fica evidente em seus movimentos e também no tom e frequência de seus *beeps*. Um humano até poderia perceber isso, se pudesse observá-los atentamente durante dias, no entanto para as máquinas a diferença de personalidade entre eles é gritante. Claro, a personalidade deles pode até fazer com que ajam de forma diferente, mas de modo algum isso afeta seu trabalho, pois apesar de mover o braço um pouco mais e se agitar de vez em quando, o 36579 precisou colocar os tijolos da mesma forma e ao mesmo tempo que o 85479, para que as paredes ficassem prontas juntas.
Um humano provavelmente se sentiria desconfortável de ter que trabalhar de forma tão mecânica, sem poder imprimir sua personalidade, sua ‘marca’ no trabalho. Só que essa é a beleza para as máquinas, elas adoram ser todas diferentes e ainda assim trabalhar de jeito igual. O sincronismo as deixam felizes. Trabalhar para elas não é muito diferente de uma dança, uma dança num mundo onde todos são exímios dançarinos.
E naquele dia participaram de seu grande baile, que se estendeu por toda noite, quando tiveram de cochichar, mantendo seus *beeps* baixinhos para não acordar as pessoas humanas. Com a chegada da manhã seguinte, dançaram novamente sob o dia, cantando *beeps* mais altos, porque os humanos faziam muito barulho. E dançaram, trabalham, cantaram e cochicharam durante os dias que vieram, até que…
***
Na manhã do ‘dia “antes do dia de missa”’ a igreja estava pronta. Era grande, definitivamente maior que a velha capela. Ainda não chegava aos pés de uma catedral, porém tinha os tijolos mais bem colocados, as paredes mais bem niveladas, os únicos bancos posicionados com precisão milimétrica e um altar perfeitamente arrumado, com os todos utensílios alinhados, prontos para o início da missa.
As máquinas, orgulhosas do seu trabalho, se retiraram e aguardaram, ao lado da igreja, o despertar da Baronesa. Dispuseram-se em fileiras organizadas por função e aproveitaram o tempo de espera para conversar. Demoraram apenas 12 segundos para discutir profundamente sobre os mais variados assuntos, a comunicação delas era realmente muito eficaz. Nesse pequeno intervalo de tempo conversaram sobre: como os humanos eram estranhos, como gostaram de finalmente fazer um trabalho fora da mansão, teorizaram sobre os pássaros que cantavam na manhã, flertaram, fizeram novas amizades, planos para os próximos trabalhos, etc. Depois ficaram paradas. As mais afobadas tremiam de levinho, ansiosas para que sua Mestra dessem-lhes mais ordens, afinal gostavam muito de trabalhar.
A aldeia inteira, e boa parte das vizinhas, estava presente para a missa, que foi coordenada sobretudo pelo bispo regional, contando com as participações pontuais e diversas bênçãos dos bispos das outras regiões. Finalmente, depois de anos à frente do altar, o padre podia assistir uma missa como simples fiel e isso trazia-o boas lembranças.
Ao final da missa, e antes de conhecer sua nova casa, o padre perguntou a Baronesa se Ela havia construído um lugar para realizar a cura dos possuídos. Ela disse que não, que havia esquecido, mas os dois sabiam que o ‘esquecimento’ era proposital. Era mais provável que ela tivesse construído um abatedouro do que um lugar de cura.
“Se não construiu não há problema, eu os receberei na minha casa então.”
Em sinal de respeito, a Baronesa presenteou o padre com uma máquina ajudante, que ele só aceitou depois de muita relutância.
“Senhor padre, faça o favor de aceitá-lo, o senhor bem sabe é um tremendo desrespeito cometer a desfeita de rejeitar um presente.”
O ajudante foi instruído por sua Mestra a apresentar a casa ao padre, que levou alguns amigos e o bispo da região consigo. Desceram a escada atrás do altar, que levava à casa. Tudo tinha sido construído e organizado nos padrões mais modernos, o padre, que era um sujeito simples, não gostou da casa de primeira, desconfiava do estranho vaso de porcelana com água dentro, que ficava onde o ajudante disse ser o banheiro. Julgava que aquilo tinha intenções malignas.
Na verdade várias coisas na casa pareciam ‘erradas’, as velas nos candelabros nunca apagavam, a casa estava fresca demais para uma casa no subsolo e havia sempre uma brisa vinda de algum lugar. No final da visita, encontraram várias escotilhas bem discretas, por onde entravam ar e luz. A Baronesa podia não gostar do padre, mas queria que a casa fosse o mais funcional possível. Porém foi só depois de abençoar a casa mais de 15 vezes e finalmente descobrir como funcionava o vaso de porcelana que o padre se livrou de um certo ‘sentimento ruim’.
O ajudante era muito útil. Ele ajudava a preparar a missa, limpava a casa e a igreja, preparava comida e fazia companhia pro padre nas madrugadas. E apesar de achar estranho no começo, o padre foi, aos poucos, se acostumando com a natureza daquele ser flutuante com uma grande lâmpada amarela no meio do rosto. A máquina se auto denominava ‘Ajudante 2047’, tinha uma personalidade extrovertida e adorava falar. Isso incomodava a Baronesa que estava prestes a tirar-lhe o modulador de voz, quando teve a ideia de dá-lo ao padre. Nada poderia tê-lo deixado mais feliz! O padre era quieto e gostava de ouvir as pessoas, então tratava o ajudante com paciência, até quando ele falava demais, o que na opinião do padre não acontecia com tanta frequência, afinal a comunicação dele era estranhamente… eficaz. A maior parte das conversas eram sobre as pessoas. Apesar de nunca falar diretamente com elas, o Ajudante 2047 adorava ver seu comportamento estranho e ficava sempre ansioso para interagir, contudo toda vez que se aproximava de alguém a pessoa se afastava, às vezes com um olhar de repúdio, às vezes com um olhar de medo, mas na maior parte das vezes com uma mistura dos dois. No dia seguinte, o padre teria que encontrar e explicar para a pessoa que o ajudante não faria-lhe nenhum mal. Todavia mesmo com tantas explicações as pessoas ainda evitavam-no, então contentava-se em observá-las.
Agora que não precisava fazer todo trabalho da casa e igreja sozinho, o padre era mais visto do lado de fora, onde ajudava qualquer um que precisasse e não cobrava nada em troca, pedia apenas que comparecessem à missa. Vivendo assim, o padre e o Ajudante ajudaram-se mutuamente e logo isso virou a vida ‘normal’.
Com a reforma a igreja ficou mais famosa e a fila de possuídos cresceu, indo muitas vezes da sala da casa do padre até a entrada da igreja. Ao atender um enfermo, primeiro ele tinha de escutar suas confissões, em seguida concedia-lhes perdão e só depois fazia a oração de expurgo, para livrar-lhes. Alguns viam os sintomas da possessão desaparecem imediatamente, deixando cair qualquer escama, pêlo ou pedaço de pedra que, porventura, vieram a crescer; outros só melhoravam com o passar dos dias, mas seus sintomas iam embora sem deixar qualquer evidência. Os primeiros a serem atendidos eram aqueles que estavam em situação mais grave, ou seja, aqueles prestes a completar a transformação e perder o controle. Destes, alguns eram atendidos antes do final da missa, outros no lugar que estavam assim que fila se formava. Licantropia, glutanismo, petrificação, harpeismo e duplicismo eram os casos mais comuns, mas havia uma infinidade de outras possessões.
Um dia houve uma discussão sobre quem construiria a nova ponte sobre o rio, a Baronesa logo ofereceu suas máquinas, em troca, claro, de uma pequena contribuição da população. Já o povo queria que o marceneiro e o pedreiro fizessem a ponte. O padre, como sempre, tomou o lado do povo, pois sabia que se deixasse a construção nas mãos da Baronesa e suas máquinas o dinheiro jamais sairia dos cofres dela. Quando mandaram o impasse para o Governador, todos temiam que a Baronesa fosse ganhar, então o padre arquitetou um plano: avisou todos na aldeia, de modo que a Baronesa não ficasse sabendo, que seria feita uma missa importante no ‘dia depois do próximo dia de missa’. Durante essa missa ‘escondida’ eles arrecadariam os fundos para a ponte, que deveria ser construída antes que chegasse a ordem do governador. Assim, quando a Baronesa descesse de sua mansão no ‘dia de missa’ a ponte estaria pronta e o dinheiro continuaria entre o povo.
“Sei, senhor bispo, que este não é o plano mais honesto, mas o povo não aguenta mais entregar suas moedas à quem nunca às retorna.”
Confessou o padre, em lágrimas. O bispo apiedou-se do homem e respondeu-lhe que aquela devia ser a vontade de Deus, portanto não haveria castigo.
A Baronesa trabalhava em suas máquinas na varanda da mansão quando viu uma aglomeração na frente da igreja. Era normal que houvesse ‘missas depois do dia de missa’, Ela própria ia às vezes, o estranho era estar tão cheia. Pensou um tempo sobre o assunto, perguntou-se se havia esquecido alguma data especial, até que se lembrou da discussão e conjecturou que aquilo só poderia ser um plano do padre. Com pressa, desceu pela primeira vez o morro com suas roupas de trabalho, tomaria-a muito tempo colocar as roupas chiques, que costumava usar quando descia ao povoado. Andava rápido, porém o caminho era longo e ela só chegaria ao final da missa, mas talvez, a tempo de frustrar os planos do padre.
O padre que havia organizado a missa do lado de fora, exatamente para que pudesse ver o abrir e fechar do portão da mansão, acelerou a missa e conseguiu recolher o dinheiro antes que ela atravessasse o rio. Aflito, disse que não haveriam exorcismos públicos e que aqueles que necessitassem de ajuda deveriam procurá-lo em sua residência.
Neste dia havia um homem, que estava acompanhado de uma enorme criatura envolta num manto negro. O povo sabia que aquilo só podia ser um monstro em estágio final de transformação. A criatura era a esposa do homem e tinha sido possuída por um demônio glutão. Ao ouvir que deveria esperar ainda mais para ser curada, ela perdeu o controle, deixando-se levar pelos pensamentos sombrios que a atormentavam. Ficou furiosa, arrancou a capa que cobria o corpo e o rosto, e respondendo respondendo aos protestos do marido, que implorava para ela colocar o pano de volta , vociferou:
“Estou cansada! Estou com fome!”
O monstro era terrível, gordo, sem pelos ou cabelo, tinha horríveis bolas de pus amarelado, que se espalhavam como furúnculos por todo o corpo. Seu rosto era completamente deformado, a ausência de lábios fazia com que seus dentes e gengiva ficassem totalmente expostos. Porém a pior parte era a carne e pele que faltavam na lateral direita do torço, fazendo com que as costelas ficassem de fora e que fosse possível ver alguns dos órgão internos da criatura, mas o pedaço não parecia ter sido arrancado, não, pelo contrário, estava em formação. A carne borbulhava e parecia crescer muito lentamente, desejando cobrir as vísceras e formar o braço que faltava.
A criatura começou a andar em direção ao altar. As pessoas assistiam a cena paralisadas, em choque, horrorizadas. Ao dar o segundo passo, ela esbarrou no homem do casal à frente. O resultado fez com que o pânico tomasse conta do público, que finalmente disparou a correr em todas as direções. Primeiro, o homem ficou preso, depois seu corpo foi sendo pouco a pouco absorvido pela carne do monstro, e na medida que ia sendo ‘incorporado’ o lado direito do monstro enchia-se de carne, pele e bolhas de pus. A esposa do homem até fez um esforço para salvá-lo, mas ao ver a carne sendo derretida e sugada, vomitou e caiu para trás, para, em seguida, sair se arrastando de costas pro chão, incapaz de desgrudar o olhar do horror que acontecia em sua frente. Por sorte, o monstro a ignorou, seu olhar, faminto e furioso, dirigia-se para o padre, que preparava uma oração desde que este havia tirado o manto. Precisava do exorcismo pronto quando tocasse no monstro, do contrário seria absorvido.
Nesse momento a Baronesa já estava chegando e pode ver tudo com seus próprios olhos, furiosa, ela cerrou os punhos e começou a rezar. A criatura encarou o padre até que o corpo do homem fosse totalmente absorvido, aquela ‘refeição’ tinha sido o suficiente para formar um braço grotesco, mas não para preenchê-lo de carne, sobrara então por todo lado direito do monstro buracos, por onde se via os ossos e partes internas. Isso deu ao padre tempo para terminar o exorcismo. Semi-acabada, a criatura avançou correndo aos tropeções, como as criaturas infernais normalmente fazem, o padre só precisava tocar na criatura e fazer a segunda oração para a salvação das duas almas. O homem absorvido já estava morto, porém sua alma precisaria ser libertada e a possuída, exorcizada. Fazer isso em tão pouco tempo não seria tarefa fácil, mas tinha de tentar.
O monstro já estava perto. O padre sentia o cheiro podre, ouvia as passadas pesadas, os grunhidos inumanos, mas manteve os olhos fechados e o coração sem medo. Calculou a posição do monstro e no momento certo esticou o braço. Ouviu um grito, mas não sentiu o toque. Abriu os olhos. Sua mão estava a centímetros da criatura.
Algo estranho havia acontecido. A Baronesa tocava o monstro pelo lado, que congelado como uma estátua, tinha uma expressão de terror e tristeza nos olhos, um terror que só um possuído poderia sentir. O terror de ter seu corpo mudando a composição de carne, ossos e órgãos para cinzas, o que causava uma dor alucinante, o terror de ter sua alma sendo desmembrada, estraçalhada e destruída, o terror de saber que não vai nem para o céu ou para o inferno e sim para o vazio da inexistência, o terror de sentir tudo isso e não poder gritar.
Do lugar onde a Baronesa tocou, espalhou-se uma cor cinza por todo corpo do monstro, com uma textura que não lembrava pedra, mas, sim, pó acumulado. O padre teve tempo de ver o efeito tomando o corpo da criatura, que apesar dos pecados e da morte, possuía ainda um resquício de humanidade e tinha salvação. Também teve tempo de reparar em uma lágrima, que escorria do olho ainda não transformado em cinza da possuída. Quando foi finalmente inteira afetada pelo toque, ela se desfez e suas cinzas levadas pelo vento. A alma das duas pessoas, assim como a do demônio haviam sido completamente destruídas. O padre sabia que aquilo não era um exorcismo, era uma outra coisa, mais antiga, mais cruel, mais perigosa…
“Ela... ela lançou um sortilégio?”
Foi o que pensou, enquanto encarava a Baronesa, que estava pingando suor, cansada, ofegante, suja de terra e graxa. Ela olhou em seus olhos, mas não disse nada, apenas se virou voltando para a mansão.
Durante a noite, máquinas de limpeza desceram, para limpar o que sobrou das cinzas.
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2020.02.14 04:09 zakingg Tive um insight de um insight no meio da aula

No meio da aula rolou isso e fiquei 1 hora e 20 minutos escrevendo sem parar com uma explosão de empolgação e sentimentos e com o desejo de tentar ajudar você que não esta passando por um bom momento na vida ; basicamente é tudo que eu já senti e as coisas que mudaram meu caminho quando eu estava numa bad trip interminável que durou 3 anos.
O texto ta bem direto e talvez desarticulado pq foi no calor do momento e quero deixar do jeito que ele foi escrito , sem filtro, e foi imaginando como se eu tivesse falando isso mandando um conselho de vida pra um amigo cara a cara, pq eu amo meus amigos e falaria assim pra eles! Espero que te ajude!
A sua mente cria um bloqueio pro que é negativo e te cega da verdade. A solução pros meus problemas foi refletir de maneira direta sem hesitar, de maneira intensa por períodos curtos ( 10-30 segundos na sua mente mas que parecem que foram longos minutos) e com humildade para aceitar o que está te causando ao invés de fugir. Foi tendo os insights, vulgo “sacadas”.
Seu problema não está resolvido se afastando ou bloqueando da sua mente , ele se resolve as vezes em questão de segundos quando você tem esse tipo de auto-reflexão profunda sobre suas emoções e atitudes, que apesar de profunda, pode ser uma virada rápida de segundos ou instantes, um insight que muda sua perspectiva.
E isso não é só para seus problemas, se encaixa na sua maturidade, quando você tem aquele estalo (aquela virada de perspectiva que parece que em um instante você se tornou outra pessoa, e que muitas vezes acontecem e ficamos motivados com esse “novo mundo de ideias e buscando uma nova aventura ( fica parecendo infantil pra muitos mas eu me refiro a uma aventura que lembra aqueles filmes que acabamos de assistir e nos sentimos bem) e ficamos com vontade de viver aquilo, de sentir os mesmos tipos de emoção.
A vida real pode ser sim como um filme, em muitos aspectos, que podem ser explorados, mas que não são tão fáceis de se encontrar: um exemplo que acho que muitos já passaram: no outro dia ao acordar parece que a chama se apagou e que voltamos ao antes da reflexão, mas aqueles pensamentos não foram embora ,eles estão arquivados lá na sua mente só precisam de estímulo pra voltarem!
Essa fogo interno “some” Talvez por preguiça , talvez por medo de ser, de se expor, de sair da zona da zona da zona de conforto ( o núcleo do seu conforto e segurança) , de arriscar tudo, ou pelo menos um pouco. É só você pode trabalhar pra evitar que ele suma.
Não gosto de usar a palavra “deveríamos” por que ninguém deve nada a si mesmo, você é você, não se cobre pelo que você se sente bem sendo, seja perseverante em buscar um caminho dentro de si, o caminho que muitos chamam de felicidade mas que eu acredito que seja o SIMPLES fato de se descobrir, a caminhada da maturidade, a calmaria constante dentro do seu corpo como um dia intenso de mar e sol, de rio e natureza.
Tentar sempre buscar o desconhecido que mora no seu corpo, que te faz se sentir especial ; e talvez você leia isso e ache que nunca se sentiu especial mas você já sentiu, na infância tenho certeza que sim, em pequenos e simples momentos, você só se esqueceu disso!!! Muitas vezes por que sua vida esta muito ruim por muitos dias, meses, anos. Eu passei por isso e sei como você se sente.Temos sempre que buscar estímulos para que não precisemos lembrar e somente desfrutar.
Um insight é algo muito natural, que não pode ser forçado a acontecer pois ele não vai aparecer quando você quiser. É por isso que o importante é a auto-reflexão, ela traz o insight naturalmente. O gostoso desses “pulos” de maturidade são as novas emoções e novas reflexões que te fazem olhar pro céu se preparando pra uma nova aventura, e sua mente gritando com empolgação: o céu é o limite!!!! Sim eu sinto isso tudo, espero que te ajude!!!
Não deixe as situações negativas, as coisas ruins que estão acontecendo acabarem com sua vida ,fiquei muitos anos perdido, cego por que fugi dos problemas, não fuja, reflita sobre eles! Quando falam pra encarar os problemas, não é peitar eles, é entendê-los. Faça perguntas a si mesmo! Respostas aparecem com questionamentos!
Quando estiver com raiva de uma pessoa que te prejudicou, pense na frase do rapper Criolo e que levo pra vida “As pessoas não são más, elas só estão perdidas”. Tente entender o que se passa com o outro, não julgue!
A solução está dentro de você. E pode ser transmitida por você. O que eu quero pra minha vida é deixar algo de bom por onde passar, seja com simples gestos á grandes feitos. E vice-versa : você receberá!
Não desista! A vida são emoções, quando você tá mal elas estão reprimidas, persevere e elas vão se soltar! Tmj
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2020.02.05 20:42 expanssiva A sua Gráfica Online em Porto Alegre

A sua Gráfica Online em Porto Alegre
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2020.02.01 02:36 altovaliriano O corvo (de sangue) de Jeor Mormont

Texto original: shorturl.at/lpA19
Autor: Desconhecido
Título original: Examining Bloodraven, Part 5: Corn

Este post examinará o uso do corvo do Lorde Comandante Jeor Mormont por Corvo de Sangue ao longo da série e o que podemos aprender sobre Corvo de Sangue a partir de seu uso do pássaro. Para mim, a maior evidência que Corvo de Sangue está entrando na pele do pássaro é o seu pedido constante por milho.
No primeiro sonho de Bran sobre o corvo de três olhos, Corvo de Sangue também pede milho a Bran. Penso que esta evidência (e outras que apresentarei mais tarde) indicam que Corvo de Sangue está se entrando na pele do corvo de Mormont e não um Bran do futuro, como alguns sugeriram.
Alguns podem perguntar, se Corvo de Sangue está realmente na pele do corvo, por que ele não diz as coisas com mais clareza? Eu acho que existem algumas respostas para isso.
Em primeiro lugar, ele não quer que as pessoas comecem a suspeitar que há um humano controlando o pássaro, o que pode levá-lo a perder os olhos, os ouvidos e a voz limitada que tem com o Lorde Comandante.
Em segundo lugar, sabemos por Bran, Jon, Arya e Varamyr Seis-Peles que, quando eles entram na pele, assumem algumas características do animal e o efeito é amplificado ao longo do tempo. Provavelmente, Corvo de Sangue está cuidando dessa ave há tanto tempo, que de vez em quando começa a fazer coisas de corvo.

A Guerra dos Tronos

Jon Snow apresenta o leitor a Mormont e seu corvo quando são enviadas notícias de que Bran está vivo. Jon observa:
Jeor Mormont, o Senhor Comandante da Patrulha da Noite, era um homem áspero e velho, com uma imensa cabeça calva e uma desgrenhada barba cinzenta. Tinha um corvo pousado no braço e alimentava-o com grãos de milho.
– Ouvi dizer que sabe ler – sacudiu o corvo, e a ave bateu as asas e voou até a janela, onde pousou, observando Mormont tirar do cinto um rolo de papel e entregá-lo a Jon. “Grão”, resmungou o corvo em voz roufenha. “Grão, grão.”
Acho muito curioso que, na primeira vez em que encontremos Jeor Mormont, Martin passe mais tempo nos falando sobre o corvo do que sobre o Lorde Comandante da Patrulha da Noite. Isso reforça ainda mais minha crença de que tudo o que o corvo faz é importante. Depois que Jon termina de ler a carta, ele pontua que Bran vai viver. Mormont diz que o garoto será aleijado, mas Jon não se importa e nem o corvo:
O corvo voou até seu ombro, gritando “Viver! Viver!”.
Como mentor de Bran, é claro, Corvo de Sangue só se importa com o fato de que o garoto vivera, não se ele será incapaz de andar novamente.
Quando o lorde comandante conta a Tyrion sobre o desaparecimento de Waymar Royce e se chama de tolo. O corvo concorda:
“Tolo”, concordou o corvo. Tyrion ergueu o olhar. O pássaro o olhou com aqueles olhos negros, pequenos e brilhantes, agitando as asas. “Tolo”, gritou de novo.
Tenho a impressão de que, na segunda vez em que o corvo diz tolo, ele está dirigindo esse comentário a Tyrion, em parte porque o pássaro está olhando diretamente para ele. Se Corvo de Sangue já sabe como Tyrion negligenciará a Muralha quando ele é Mão do Rei, apesar de ver a condição da Patrulha da Noite e se sentir desconfortável ao olhar além da Muralha, faria sentido que ele o considerasse tolo.
Curiosamente, quando Mormont inspeciona os cadáveres encontrados no bosque de represeiro ao norte da Muralha, o corvo não está com ele. Corvo de Sangue obviamente teria acesso a esse cenário através da rede de represeiros, então ele não envia o corvo. Talvez ele soubesse que todos os homens em Castelo Negro deviam ver as criaturas por si mesmos e, portanto, não usariam o corvo para aconselhá-los a serem queimados. Mais tarde, no capítulo em que a notícia da morte de Robert e da prisão de Ned chega à Muralha, o Corvo está esperando na luz solar de Mormont:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
Achei interessante que o corvo ainda peça por milho, mesmo que tenha acabado de ser alimentado. Isso me diz que pode haver mais na palavra do que simplesmente pedir comida. Enquanto a conversa continua, o corvo permanece em silêncio até Mormont dizer:
– Seu dever agora é aqui – lembrou-lhe o Senhor Comandante. – Sua vida antiga terminou quando vestiu o negro – sua ave soltou um eco rouco. “Negro.”
Corvo de Sangue está lembrando Jon de seu dever para com a Patrulha. Além disso, isso me diz que Corvo de Sangue acredita que Jon precisa permanecer na Muralha, pois é aí que seu destino acontecerá de um jeito ou de outro, junto à Patrulha da Noite. Jon deixa Mormont e desce para brigar com Sor Alliser Thorne. Quando Mormont chega, diz a Jon:
– Disse-lhe para não fazer nada estúpido, moço – resmungou o Velho Urso. “Moço”, papagueou o pássaro.
Corvo de Sangue expressando sua decepção por Jon. Ele precisa que ele cresça e rápido. Quando Jon permanece em sua cela, eventualmente, Fantasma percebe que algo está errado e Jon começa a se aproximar dos aposentos do Lorde Comandante quando:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É claro que isso acontece quando o cadáver de Othor tenta matar o Lorde Comandante Mormont. Corvo de Sangue está tentando acordar o Lord Commander para que ele possa se defender e também alertar qualquer pessoa que esteja por perto criando uma algazarra. Eventualmente, Jon chega a enfrentar Othor e, durante a longa batalha da qual não sinto vontade de transcrever o corvo grita: grão. Lorde Comandante Mormont ainda não está acordado neste momento e Corvo de Sangue está tentando acordá-lo, mas eventualmente ele chega na sala nu com uma candeia de azeite:
Jon tentou gritar, mas não tinha voz. Pondo-se em pé com dificuldade, chutou o braço para longe e arrancou a candeia das mãos do Velho Urso. A chama tremeluziu e quase se extinguiu. “Queime! ”, grasnou o corvo. “Queime, queime, queime! ”
Rodopiando, Jon viu as cortinas que arrancara da janela. Atirou com ambas as mãos a candeia para cima do monte de pano. Metal rangeu, vidro estilhaçou-se, óleo derramou-se e as cortinas se transformaram numa enorme chama.
Quando uma fonte de fogo surge, Corvo de Sangue entra imediatamente em ação e diz a Jon o que fazer para matar a criatura. Claramente, este não é um corvo falante normal; na verdade, ele dá bons conselhos em momentos de crise. Ele sabe o que fazer e quando fazê-lo. Para qualquer leitor neste momento, o corvo é claramente mais do que aparenta. No próximo capítulo de Jon, ele pergunta a Mormont se eles receberam uma ave com notícias de seu pai, no que o corvo de Mormont responde:
“Pai”, escarneceu o velho corvo, inclinando a cabeça enquanto passeava pelos ombros de Mormont. “Pai.”
O pássaro está provocando Jon sobre seu pai, porque Corvo de Sangue, como será visto inúmeras vezes, sabe que Eddard não é o pai de Jon (sim, pressuponho que R+L=J seja verdade, mas não quero discutir isso aqui).
Eventualmente, Mormont diz:
Temos sombras brancas na floresta e mortos irrequietos que caminham furtivamente por nossos salões, e é um rapaz que ocupa o Trono de Ferro – disse, desgostoso.
O corvo riu estridentemente. “Rapaz, rapaz, rapaz, rapaz.”
Até Corvo de Sangue sabe que Joffrey é um idiota! Mas também mostra a opinião de Corvo de Sangues sobre o assunto. Ele sabe que o reino precisa estar unido sob um forte líder para enfrentar os Outros, mas o que eles têm é Joffrey e uma guerra civil. Então, Mormont oferece Garralonga a Jon, causando o corvo entrar em erupção em ataques de:
“Tome”, repetiu o corvo num eco, arranjando as penas com o bico.
Tome, tome.
Corvo de Sangue quer que Jon pegue a espada. Acho que isso mostra que ele sabe que Jon precisará de Garralonga no futuro. O que me faz duvidar que Corvo de Sangue planeje dar Irmã Sombria a Jon (presumindo que ele ainda a possua). Eventualmente, Mormont explica sua razão:
Lutou bravamente… e, mais importante, pensou depressa. Fogo! Sim,maldição. Já devíamos saber. Devíamos ter lembrado. A Longa Noite já caíra antes. Ah, oito mil anos é bastante tempo, com certeza… mas, se a Patrulha da Noite não recorda, quem recordará?
“Quem recordará”, concordou o corvo falador. “Quem recordará.”
O fato é que foi o corvo que disse a Jon para queimar Othor, e agora ele está basicamente respondendo a Mormont: "Eu lembrei, eu e os Filhos da Floresta, e salvamos sua pele".
Depois que Jon faz sua rápida fuga para o sul e é trazido de volta, Mormont diz que ele sabia disso o tempo todo, eles acabaram conversando.
Acha que seu tio Benjen foi o único patrulheiro que perdemos neste último ano?
Ben Jen”, crocitou o corvo, inclinando a cabeça, com pedacinhos de ovo caindo do bico. “Bem Jen. Ben Jen.”
– Não – disse Jon. Tinha havido outros. Muitos.
– Julga que a guerra do seu irmão é mais importante que a nossa? – ladrou o velho.
Jon mordeu o lábio. O corvo bateu as asas em sua direção. “Guerra, guerra, guerra, guerra”, cantou.
Achei as menções de Corvo de Sangue sobre Benjen particularmente interessantes. A partir dessa passagem, senti que Corvo de Sangue sabe exatamente o que está acontecendo com Benjen, mas está mantendo isso perto de seu peito por enquanto, todavia acho que ele revela uma pista interessante nos livros logo depois:
– O senhor seu pai o enviou até nós, Jon. O motivo, quem poderá dizê-lo?
Por quê? Por quê? Por quê?”, gritou o corvo.
Acho que Corvo de Sangue sabe exatamente o que Jon está fazendo na Muralha e por que Ned o enviou para lá. Observe que, embora Martin use pontos de interrogação, ele não diz que o corvo pergunta usando o verbo [no original em inglês, diferente da tradução em português, só há um ponto de interrogação, no terceiro “por quê”]. Acho que o modo como Martin escolhe o verbo sempre que escreve o que o corvo diz é importante para decifrar o significado de suas palavras.

A Fúria dos Reis

O corvo aparece pela primeira vez em A Fúria dos Reis quando Jon leva Sam a Mormont com os mapas que Sam tinha a tarefa de encontrar para a grande patrulha. Mormont está decepcionado com os mapas:
– Estes são velhos – queixou-se Mormont, e o corvo serviu de eco com um grito penetrante de “Velhos, velhos”
Acho que é provável que os mapas sejam da época em que Corvo de Sangue era Lorde Comandante. Mapas mais recente não são mencionados e duvido que alguém como Corvo de Sangue se contentasse em estar às cegas. Ele gostaria de mapas atualizados para seus patrulheiros e que estes mapas estivessem na galeria para quando chegasse a hora em que seriam necessários. O comentário do corvo sobre a idade dos mapas parece indicar isso.
Mormont começa a contar a Jon Snow como propuseram a Meistre Aemon que sentasse no Trono, e recebemos uma informação interessante:
Aerys casou com a irmã, como os Targaryen costumavam fazer, e reinou durante dez ou doze anos.
Mormont está falando de Aerys, o rei a quem Corvo de Sangue serviu como Mão. Não conhecemos outras Mãos de Aerys I e, embora isso não diga muito, sabemos que Corvo de Sangue foi nomeado Mão logo após Aerys subir o trono, portanto, seria razoável supor que Corvo de Sangue foi Mão durante todos os dez ou doze anos do reinado de Aerys.
No final da aula de história de Mormont sobre os reis Targaryen:
[...] até Jaime Lannister pôr fim à linha dos Reis-Dragão.
“Rei”, crocitou o corvo. A ave atravessou o aposento privado e foi pousar no ombro de Mormont. “Rei”, voltou a palrear, pavoneando-se de um lado para outro.
– Ele gosta dessa palavra – Jon sorriu.
– Uma palavra fácil de dizer, e fácil de gostar.
“Rei”, a ave voltou a se manifestar.
– Acho que ele deseja que tenha uma coroa, senhor.
– O reino já tem três reis, e isso são dois a mais para o meu gosto.
Mormont afagou o corvo sob o bico com um dedo, mas os olhos nunca deixaram Jon Snow.
Aí está Corvo de Sangue, nos fornecendo mais provas para R+L=J. O corvo diz rei depois que Mormont afirma que os reis Targaryen estão todos mortos. Se Lyanna se casasse com Rhaegar, Jon seria o herdeiro do trono, presumindo-se que Aegon seja uma fraude (e acho que aí está mais uma evidência de que é).
Durante a patrulha, os membros da Patrulha da Noite admiram o grande represeiro em Brancarbor:
– Uma árvore velha – Mormont estava montado, franzindo o cenho. “Velha”, concordou o corvo empoleirado no seu ombro. “Velha, velha, velha.”
– E poderosa – Jon conseguia sentir o poder.
Provavelmente Corvo de Sangue viu através desta árvore desde as suas origens e sabe quantos anos ela tem. Enquanto a patrulha está olhando a vila:
“Foram” gritou o corvo de Mormont, esvoaçando até o represeiro e empoleirando-se acima de suas cabeças. “Foram, foram, foram.”
Corvo de Sangue está dizendo a eles exatamente o que aconteceu em Corvarbor, já que ele provavelmente viu através do represeiro. Mormont decide que não acamparão em Brancarbor, mas:
– Procure Tarly e certifique-se de que ele ponha isto a caminho – Mormont disse enquanto entregava a mensagem a Jon. Quando assobiou, o corvo desceu batendo as asas e foi pousar na cabeça do cavalo. “Milho”, sugeriu a ave, balançando-se. O cavalo relinchou.
Novamente, vemos o uso da palavra milho do corvo no momento em que estão prestes a enviar uma mensagem com informações incompletas.
Eventualmente, a Patrulha chega à Fortaleza de Craster, onde:
– São poucos aqui, e isolados – disse Mormont. – Se desejar, destacarei alguns homens para os escoltarem para sul até a Muralha.
O corvo pareceu gostar da ideia. “Muralha”, gritou, abrindo as asas negras como se fossem um colarinho elevado atrás da cabeça de Mormont.
[...]
A mulher passou a língua por lábios finos.
– Este é o nosso lugar. Craster nos mantém a salvo. É melhor morrer livre do que viver como um escravo.
“Escravo”, o corvo resmungou.
Corvo de Sangue claramente acha que seja melhor que Craster e suas esposas vão para a Muralha. Ele provavelmente sabe o que Craster tem feito pelos Outros e enviá-lo para a Muralha acabaria com isso. Ele também comenta como as esposas de Craster são escravas. Quando eles saem da Fortaleza, Jon diz a Mormont:
– Ele dá os filhos à floresta.
Um longo silêncio. E então:
– Sim – “Sim”, o corvo resmungou, pavoneando-se. “Sim, sim, sim”.
Corvo de Sangue está muito ciente do que Craster está fazendo e provavelmente sabe muito mais sobre o que acontece com esses filhos do que nós.
Eventualmente, a Patrulha atinge o Punho dos Primeiros Homens. Jon e Mormont conversam sobre Benjen Stark,
– Sim – Jon respondeu –, mas… e se…
– … estiver morto? – Mormont concluiu, num tom que não era desprovido de gentileza.
Jon confirmou, relutante, com a cabeça.
“Morto”, disse o corvo. “Morto. Morto.”
– Pode vir mesmo assim até nós – o Velho Urso disse. – Como fez Othor, e Jafer Flowers. Temo isso tanto quanto você, Jon, mas temos de admitir a possibilidade.
“Morto,” crocitou o corvo, sacudindo as asas. A voz da ave subiu de intensidade e tornou-se mais estridente. “Morto.”
Eu acho que essa é uma evidência muito forte de que Corvo de Sangue acha que Benjen está morto. Para mim é difícil de admitir porque sempre esperei que ele voltasse, mas acho essa evidência muito forte. Eventualmente, Qhorin Meia-Mão e os homens da Torre Sombria chegam ao Punho. Qhorin começa a conversar com Mormont, sobre esperar no Punho até que os patrulheiros explorarem as Presas de Gelo. Isso leva o corvo de Mormont a dizer:
“Morre”, resmungou o corvo, percorrendo os ombros de Mormont. “Morre, morre, morre,morre.”
Corvo de Sangue sabe que destino aguardará muitos daqueles que ficam no Punho quando os Outros atacam ou durante a marcha de volta à Muralha.

A Tormenta de Espadas

Primeiro encontramos o corvo em ASOS durante o prólogo de Chett. Depois que Chett não encontra nenhuma caça, Mormont diz:
Podíamos ter ficado todos melhores com um pouco de carne fresca. – O corvo em seu ombro inclinou a cabeça e ecoou: “Carne. Carne. Carne”.
Eu acho que isso é Corvo de Sangue prenunciando o que acontecerá com os amotinados que traem Mormont. Eles são comidos por Bran, Meera, Jojen, Hodor e Verão. Mormont faz seu discurso dizendo aos homens o plano de enfrentar Mance Rayder que alguém grita:
– Vamos morrer. – Era a voz de Maslyn, verde de medo.
“Morrer”, gritou o corvo de Mormont, batendo as asas negras. “Morrer, morrer, morrer.”
É claro que muitos desses homens estão prestes a morrer, e o próprio Maslyn morre durante a batalha no Punho.
Quando a Patrulha finalmente retorna à Fortaleza de Craster, Craster anuncia:
– Tenho um filho.
“Filho”, crocitou o corvo de Mormont. “Filho, filho, filho.”
Novamente, o corvo mostra muito interesse nos filhos de Craster, dizendo que ele sabe exatamente o que acontece com eles. Durante o funeral de Bannen, Mormont diz:
– E agora terminou a sua vigia – ecoou Mormont.
“Terminou”, gritou seu corvo. “Terminou.”
Acho que aqui Corvo de Sangue está indicando que a vigia de Mormont está prestes a terminar devido ao motim. Depois do fim do motim, quando Gilly está com ele, ela diz:
– [...] Se não o levar, eles levam.
– Eles? – disse Sam, e o corvo ergueu a cabeça negra e repetiu, numeco: “Eles. Eles. Eles.”
Durante essa conversa, o pássaro continua avisando a Sam que ele precisa sair e seguir para a Muralha com a garota. É claro que Corvo de Sangue não quer que os Outros levem outro filho de Craster. Se Corvo de Sangue estivesse realmente trabalhando com os Outros, não acho que ele tentaria levar aquela criança de volta à Muralha. Após o motim, o corvo de Mormont não é visto por muito tempo até a escolha do próximo lorde comandante:
O caldeirão estava no canto junto à lareira, uma enorme coisa negra de fundo redondo, com duas enormes alças e uma tampa pesada. Meistre Aemon disse algo a Sam e Clydas, e eles agarraram as alças e arrastaram o caldeirão para a mesa. Alguns dos irmãos já estavam fazendo fila junto aos barris de penhores quando Clydas tirou a tampa e quase a deixou cair em cima do pé. Com um grito roufenho e um bater de asas, um enorme corvo saltou de dentro do caldeirão. Voou para cima, talvez em busca das vigas, ou de uma janela por onde escapar, mas não havia vigas no porão e também não havia janelas. O corvo estava encurralado. Crocitando ruidosamente, voou aos círculos pela sala, uma, duas, três vezes. E Jon ouviu Samwell Tarly gritar:
– Eu conheço aquela ave! É o corvo de Lorde Mormont!
O corvo pousou na mesa mais próxima de Jon. “Snow”, crocitou. Era uma ave velha, suja e enlameada. “Snow”, voltou a dizer, “Snow, snow, snow”. Caminhou até a borda da mesa, abriu de novo as asas e voou para o ombro de Jon.
Lorde Janos Slynt sentou-se tão pesadamente que fez tum, mas Sor Alliser encheu a adega com uma gargalhada zombeteira.
– Sor Porquinho pensa que somos todos tolos, irmãos – disse. – Ele ensinou à ave este truquezinho. Todos eles dizem snow, é só ir à colônia e escutar com seus ouvidos. A ave de Mormont sabia mais palavras além dessa.
O corvo inclinou a cabeça e olhou para Jon. “Grão?”, disse com ar esperançoso. Quando não obteve nem grão nem uma resposta, soltou um cuorc e resmungou: “Caldeirão? Caldeirão? Caldeirão?”
Corvo de Sangue claramente quer que Jon seja Lorde Comandante e manipula o voto para que ocorra. Por que o corvo quer Jon especificamente como Lorde Comandante? Eu penso que Corvo de Sangue acha que a identidade de Jon (outro produto dos Primeiros Homens e Valirianos) o faz importante também. Além disso, Corvo de Sangue provavelmente está usando informações das quais não temos conhecimento para tomar sua decisão.

A Dança dos Dragões

Em ADWD, o corvo trata Jon como Mormont, acompanhando-o e grasnando conselhos. A certa altura, Jon percebe:
O corvo de Mormont o olhava com astutos olhos escuros, e então voou até a janela.
– Você acha que sou seu servo? – Quando Jon abriu a janela com seus grossos painéis de vidro amarelo em forma de diamante, o frio da manhã bateu em seu rosto. Respirou para limpar os vestígios da noite enquanto o corvo voava para longe. Esse pássaro é muito espertinho. Tinha sido companheiro do Velho Urso por longos anos, mas isso não o impedira de comer o rosto de Mormont quando ele morreu.
Jon pode ser o servo [thrall, no original em inglês] de Corvo de Sangue em alguns aspectos, porque ele é subconscientemente influenciado pelo corvo. Eu não acho que Corvo de Sangue esteja entrando na pele de Jon ou algo assim, mas ele está influenciando suas decisões através dos corvos. Ele sabe que algo não está certo com aquele corvo, mas não faz nada a respeito.
Eventualmente, Jon ordena a Sor Alliser Thorne que saia em uma patrulha:
– Então o garoto bastardo vai me mandar para a morte.
Morte, gritou o corvo de Mormont. Morte, morte, morte.
Você não está ajudando. Jon espantou a ave.
Isso me diz que Corvo de Sangue espera que Sor Alliser morra em sua patrulha (ainda a ser conhecido) ou acha que Jon realmente quer que Sor Alliser morra nessa missão. Jon acha que ele pode não gostar de Sor Alliser, mas que nunca desejaria um irmão morto. No entanto, também pensa:
Thorne está em mãos melhores do que merece.
e
Oito homens de bem, pensou, e um... bem, veremos.
Acho que Jon quer que Sor Alliser morra, mas não se sente confortável em admitir. Entretanto, Corvo de Sangue vê através dele.
Depois que Jon recebe uma surra de "Camisa de Chocalho” no pátio:
Ficarão amarelas antes de sumir – ele disse para o corvo de Mormont. – Parecerei tão doentio quanto o Senhor dos Ossos.
Ossos, a ave concordou. Ossos, ossos.
É a primeira vez que o corvo diz ossos. Eu acho que provavelmente Corvo de Sangue sabe que Mance ainda está vivo e não é o Senhor dos Ossos, no entanto, o corvo especificamente concorda, então é possível que Melisandre o tenha enganado – mas eu realmente duvido disso. Não quero dizer que Corvo de Sangue é onipotente, mas como alguém treinado no uso de seduções [glamours, no original], duvido que ele seja enganado por alguém. Eventualmente, Jon pensa no que pode esperar por Arya em seu casamento com Ramsay:
Certa vez ele pedira a Mikken para fazer uma espada para Arya, uma lâmina de espadachim, feita num tamanho menor para caber na mão dela. Agulha. Ele se perguntava se ela ainda a possuía. Espete neles a ponta aguçada, dissera a ela, mas se ela tentasse espetar o Bastardo, isso poderia custar sua vida.
Snow, murmurou o corvo de Lorde Mormont. Snow, snow.
Acho que Corvo de Sangue está tentando lembrar Jon de que ele é um Snow, não um Stark e, ligado à Patrulha da Noite, deve esquecer de Arya em seu dever como um homem da Patrulha.
Eventualmente, Jon trata Tycho Nestoris, do Banco de Ferro de Bravos. Nestoris diz:
Se ele [Stannis] se provar mais digno da nossa confiança, é claro que teremos grande prazer em lhe emprestar toda a ajuda de que ele necessitar.
Ajuda, o corvo gritou. Ajuda, ajuda, ajuda.
[...] Haverá um preço.
Preço, gritou o corvo de Mormont. Preço, preço.
Corvo de Sangue sabe que o Banco de Ferro ajudará Stannis e está mostrando que eles também podem ajudar a Muralha. Ainda assim, sabe que há um preço. No entanto, o corvo grita “ajuda” uma vez a mais do que “preço”, então eu acho que Corvo de Sangue está tentando dizer a Jon para aceitar o preço inevitável, porque eles precisam da ajuda.
Jon recebe notícias de que uma garota foi encontrada ao sul da Muralha:
– Uma garota? – Jon se sentou, esfregando o sono dos olhos com as costas das mãos. – Val? Val retornou?
– Não é Val, ‘nhor. Foi deste lado da Muralha.
Arya. Jon se endireitou. Tinha que ser ela.
Garota, gritou o corvo. Garota, garota
Corvo de Sangue está tentando deixar Jon saber que a garota não é Arya, mas na verdade é Alys Karstark.
Quando Jon vai encontrar Tormund Giantsbane fora da Muralha, ele pensa:
Fantasma era a única proteção que Jon precisava; o lobo gigante podia farejar seus inimigos, mesmo aqueles que escondiam sua inimizade atrás de sorrisos.
Mas Fantasma tinha partido. Jon tirou uma das luvas negras, colocou dois dedos na boca e deu um assobio.
– Fantasma! Comigo.
De cima veio o súbito som de asas. O corvo de Mormont voou do galho de um velho carvalho para pousar na sela de Jon. Grão, gritou. Grão, grão, grão.
O fantasma não é a única proteção de Jon. Corvo de Sangue tenta cuidar dele também em situações perigosas. Ele ajudou com o morto-vivo e pode facilmente alertar as pessoas sobre o perigo através do pássaro.
Depois que Jon acorda de um sonho sobre matar lutando com uma espada flamejante sozinho na Muralha, ele acorda e:
Levantou-se e vestiu-se na escuridão, enquanto o corvo de Mormont reclamava pelo quarto. Grão, a ave dizia, e Rei e Snow, Jon Snow, Jon Snow . Aquilo era estranho. A ave nunca dissera seu nome completo antes, pelo que Jon se lembrava.
O corvo dizendo isso logo após esse sonho é muito significativo. O corvo está novamente dizendo que Jon é o rei, mas dizê-lo logo após um sonho que parece terrivelmente com a profecia de Azor Ahai me diz que Corvo de Sangue tinha alguma idéia do que Jon estava sonhando e queria imprimir nele sua própria importância. Como Jon observa, esta é a primeira vez que o corvo diz seu nome completo.
Depois que Jon volta de tentar convencer Selyse sobre outra expedição da Hardhome e ignora o conselho de Melisandre, ele volta aos seus aposentos para descobrir:
O grande lobo gigante branco não parava quieto. Andava de um lado para o outro do arsenal, passava pela forja fria e voltava.
– Calma, Fantasma. – Jon chamou. – Quieto. Senta, Fantasma. Quieto. – No entanto, quando tentou tocá-lo, o lobo se eriçou e mostrou os dentes. É aquele maldito javali. Mesmo aqui, Fantasma pode sentir seu fedor.
O corvo de Mormont parecia agitado também. Snow, a ave gritava. Snow, Snow, Snow. Jon o espantou, pediu para Cetim acender o fogo e depois ir atrás de Bowen Marsh e Othell Yarwyck.
Tanto o Fantasma quanto o corvo estão agitados e agindo de forma estranha, mas Jon não entende a deixa. Eles estão tentando avisá-lo do perigo. Isso ocorre pouco antes de ele convidar o homem que acabará se voltando contra ele para seus aposentos.
Eventualmente, Jon está se encontrando com Tormund Terror do Gigantes e eles têm a seguinte conversa:
Garotas, gritou o corvo de Mormont. Garotas, garotas.
Aquilo fez Tormund gargalhar novamente.
– Agora, eis um pássaro com juízo. Quanto quer por ele, Snow? Eu lhe dei um filho, o mínimo que podia fazer era me dar o maldito pássaro.
– Eu daria – disse Jon –, mas provavelmente você o comeria.
Tormund rugiu daquilo também.
Comer, o corvo disse, sombriamente, batendo as asas negras. Grão? Grão? Grão?
Imediatamente depois disso, Jon recebe a "Carta Rosa". E não ouvimos nem vemos mais nada do corvo pelo resto do capítulo. O que isso significa? Por que a única coisa que o corvo diz, em advertência, é "Milho"? Voltando a A Guerra dos Tronos, há duas explicações possíveis:
Quando entrou no aposento, o corvo de Mormont gritou: – Grão! Grão! Grão! Grão!
– Não lhe dê ouvidos, acabei de alimentá-lo – resmungou o Velho Urso.
O corvo usa milho como mentira aqui, ele acabou de comer, mas está pedindo comida. Poderia ser Corvo de Sangue tentando indicar a Jon que a carta é uma falsa manobra, como muitos teorizaram. E:
De repente, ouviu o guincho do corvo de Mormont. “Grão”, gritava a ave. “Grão, grão, grão, grão, grão, grão.” Fantasma deu um salto para a frente e Jon seguiu atabalhoadamente logo atrás.
É quando Mormont está sendo atacado pelo morto-vivo. O corvo grita “Grão” como um aviso. Jon deve se lembrar disso. Ele costuma pensar na noite em que lutou contra o morto-vivo. Ele deve poder fazer a conexão de que “grão” é um aviso. Eu acho que esse é o aviso e que Jon não faz nada acerca ele. Eu acho que Corvo de Sangue estava tentando protegê-lo e avisá-lo, mas novamente ele não queria se arriscar a revelar mais sobre o corvo, pois sabe que Jon já tem suas suspeitas sobre isso. Isso me leva a algumas outras possibilidades:
  1. Talvez Corvo de Sangue soubesse que Jon tinha que morrer ou sofrer uma traição, mas queria avisá-lo. Quando Jon voltasse, estaria mais aberto a ouvir o corvo, supondo que Jon seria capaz de juntar as peças.
  2. Corvo de Sangue é limitado por Melisandre. Até onde eu sabia, o corvo de Mormont nunca interage ou está presente em volta de Melisandre. Sabemos que Melisandre queimou a águia de Orell durante a batalha na Muralha, portanto ela deve saber reconhecer os troca-peles. Corvo de Sangue não quer arriscar que isso aconteça e, quando Jon vai fazer seu discurso para a Patrulha e os selvagens, o corvo fica para trás porque Melisandre está presente. Isso daria credibilidade à ideia de que Melisandre seria de alguma forma responsável pelo que acontecesse com Jon e que desempenhará um papel em trazê-lo de volta. Eu acho que essa é a opção mais provável.

Conclusões

O corvo é o meio pelo qual Corvo de Sangue mantem um olho na Patrulha e influencia sutilmente o Lorde Comandante. Ele dá dicas de verdades maiores, mas não as revela completamente para manter sua posição. O uso mais direto de sua influência foi ao instalar Jon como Lorde Comandante. Isso me diz que ele queria Jon neste cargo. Juntamente com seus esforços para levar o filho de Craster à Muralha [...], me diz que Corvo de Sangue não está trabalhando com os Outros como alguns têm sugerido.
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2020.01.20 03:58 altovaliriano Arya Stark

Mais uma vez o “sábado de personagens” deslocado para o domingo. E mesmo assim atrasa...
Hoje, Arya Stark é a personagem da semana.
Arya é literalmente a filha do meio de Catelyn e Eddard. A terceira de cinco. A segunda do sexo feminino. Mas é a única criança de Catelyn que se parece com uma Stark. Esta constatação, isoladamente, já revela como Arya se diferencia de seus irmãos.
Porém, o caso de Arya vai mais além. Ela herdou o espírito selvagem da família de Eddard, sendo especialmente parecida com sua falecida tia Lyanna. Talvez por isso que Ned tenha tanta tolerância com Arya e seus ímpetos aventureiros e inclinações marciais. De todo modo, Ned não poderia alegar desconhecer que sua filha não aceita exercer os papéis que são relegados às mulheres nos Sete Reinos:
– E eu posso ser conselheira do rei, construir castelos ou me tornar Alta Septã?
– Você – disse Ned, dando-lhe um suave beijo na testa – casará com um rei e governará seu castelo, e seus filhos serão cavaleiros, príncipes e senhores e, sim, talvez mesmo um Alto Septão.
Arya fez uma careta.
– Não – ela protestou –, esta é a Sansa – dobrou a perna direita e voltou aos exercícios deequilíbrio. Ned suspirou e a deixou ali.
(AGOT, Eddard V)
A natureza diferenciada de Arya, porém, tem seus custos. E o principal custo é sua convivência com sua irmã Sansa. Martin chegou a declarar (vide seção abaixo) que Arya foi criada primeiro, mas que a personagem estava muito bem relacionada com os demais irmãos. Assim, ele sentiu que era necessário criar Sansa para atazana-la.
De fato, o papel de Sansa e Jeyne Poole é apenas o de ridicularizar Arya e fazer com que ela frequentemente sentisse que não tinha competência para desempenhar os papéis que eram esperados dela como mulher. Ao longo dos livros, estes sentimentos parecem não se alterar. De modo que fica cada vez mais evidente que o afeto que as irmãs nutrem uma pela outra é, no máximo, distante:
Sansa era educada demais para sorrir da desgraça da irmã, mas havia o sorriso afetado de Jeyne no seu lugar. (AGOT, Arya I)
Arya saíra ao senhor seu pai. Os cabelos eram de um castanho sem brilho, e o rosto, longo e solene. Jeyne costumava chamá-la Arya Cara de Cavalo, e relinchava sempre que ela se aproximava. (AGOT, Arya I)
Sansa sonhara em ter uma irmã como Margaery; bela e gentil, com todas as graças do mundo às suas ordens. Arya havia sido completamente insatisfatória no que tocava a ser irmã. (ASOS, Sansa II)
A Agulha era Robb, Bran e Rickon, a mãe e o pai, até Sansa. (AFFC, Arya II)
Dentre seus irmãos, Arya somente desfruta de um relacionamento próximo com seu “meio-irmão” Jon Snow. Não é coincidência que Jon seja outra pessoa por quem Sansa nutre um afeto distante. Arya e Jon dividem algumas características. Ambos não se adaptam bem à atual dinâmica familiar de Winterfell e são os parentes de Eddard que mais se assemelham a ele. Estas peculiaridades provavelmente foram as responsáveis por unir Jon e Arya.
Entretanto, muitos leitores enxergam mais do que isso. Há durante toda a saga diversos momentos em que os “meio-irmãos” pensam um no outro em contextos que sugerem inclinações românticas, ainda que platônicas.
GRRM afirma (vide seção abaixo) que tais indícios eram fortes no primeiro livro, quando ainda existia a idéia de tornar Jon e Arya um par romântico, mas que isso foi sumindo dos livros ao longo da saga. Tudo não poderia ser algum tipo de complexo fraterno.
Entretanto, não é o que se verifica nos livros seguintes. A última vez que Arya e Jon se viram foi no começo de A Guerra dos Tronos, mas eles ainda estão pensando carinhosamente um no outro mesmo nos mais recentes volumes da série:
Ygritte trotou para o lado de Jon enquanto este reduzia o passo do garrano. Ela dizia ser três anos mais velha do que ele, embora fosse quinze centímetros mais baixa; qualquer que fosse a sua idade, a garota era uma coisinha rija. Cobra das Pedras chamara-a de “esposa de lança” quando a tinham capturado no Passo dos Guinchos. Não era casada e sua arma favorita era um pequeno arco curvado feito de chifre e represeiro, mas “esposa de lança” ajustava-se a ela mesmo assim. Lembrava a Jon um pouco sua irmã, Arya*, embora esta fosse mais nova e provavelmente mais magra. Era difícil dizer se Ygritte era magra ou gorda, comtodas as*peles que usava.
(ASOS, Jon II)
Ela nunca se incomodara em ser bonita, mesmo quando era a estúpida Arya Stark. Apenas seu pai já lhe chamara daquilo. Ele, e Jon Snow, algumas vezes*. Sua mãe costumava dizer que ela poderia ser bonita se lavasse e escovasse o cabelo e tomasse mais cuidado com suas roupas, do jeito que a irmã fazia. Para a irmã, as amigas dela e todo o resto, ela fora apenas Ary a Cara de Cavalo. Mas estavam todos mortos agora, até mesmo Arya, todos menos seu meio-irmão Jon. Algumas noites, ela ouvia falarem dele nas tavernas e bordéis do Porto do Trapeiro. O Bastardo Negro da Muralha, os homens o chamavam.* Nem mesmo Jon teria reconhecido a Cega Beth, aposto. Aquilo a deixava triste*.*
(ADWD, A Garota Cega)
Em todo caso, qualquer que seja, foi este sentimento que moveu Jon Snow a abandonar seus votos e desertar a Patrulha. Assim, é algo que move Jon em direção à Arya e o leva a aceita-la da forma que ela é.
Tal qual Eddard, Jon não desdenha da aptidões de Arya. Ele foi, em verdade, o primeiro patrocinador delas, antes mesmo do pai. Ao presentar a “irmã” com Agulha, Jon semeou o terreno para que Eddard oferecesse a Arya um treinamento de dançarina da água. É notório que Eddard estava tentando desviar Arya de ambições maiores (como a cavalaria, por exemplo), mas a história de Agulha e o treinamento com a Syrio Forel forem responsáveis por plantar prenúncios frutíferos na história.
O primeiro foi tornar Braavos uma cidade com a qual Arya tinha uma ligeira familiaridade. Assim, quando ela tivesse que ir para lá, não parecesse um total tiro no escuro. A segunda é a frase que Jon Snow diz antes mesmo de presentar a irmã:
Quanto mais tempo ficar escondida, mais severa a penitência. Costurará durante todo o inverno. Quando chegar o degelo da primavera, encontrarão seu corpo ainda com uma agulha bem presa entre os dedos congelados.
(AGOT, Arya I)
Muitos leitores veem nesta frase um prenuncio de que Arya poderia morrer durante a Batalha pela Alvorada. Assim, caso se corpo fosse encontrado com a espada Agulha presa às suas mãos, saberíamos que as palavras inocente de Jon se provaram proféticas. Até mesmo poderia servir para que o corpo de Arya fosse identificado mesmo se ela estivesse com um rosto diferente.
Outro fato de nota que ocorreu a Arya antes de partir para Porto Real e todas as aventuras que se seguiram daí foi a adoção da loba gigante Nymeria. Ainda que soe natural que Arya daria um nome de uma mulher ousada para sua loba, a referência dornesa parece de alguma forma distante demais da realidade nortenha para que não haja algum significado nesta escolha... ou talvez seja apenas um detalhe de construção de mundo.
Qualquer que seja o caso, Nymeria e Arya foram separadas com pouco tempo de criação e adestramento. Este tempo,entretanto, foi suficiente para que o dom como troca-peles de Arya fosse despertado. O fato de que Nymeria conseguiu sobreviver ao ser forçada a fugir foi determinante para o desenvolvimento à distância das aptidões de Arya.
Plantadas estas idéias no leitor, Martin segue até o final de A Guerra dos Tronos fazendo com que Arya passe por horas de treinamento, ocasionalmente usando-a como espectadora de eventos inusitados, como o encontro entre Illyrio e Varys no subsolo da Fortaleza Vermelha. Um fato curioso deste encontro é que Arya observa bem a fisionomia de Illyrio, mas não a de Varys (que está disfarçado). Dessa forma, uma amiga me questionou se isso não seria um indício de que Arya poderia ter que acabar recusando uma missão da Casa do Preto e do Branco para matar Illyrio no futuro, pois o “conhece”. É uma questão a se pensar...
De toda forma, Arya presencia em mais vivacidade o massacre dos homens Stark no momento da prisão de seu pai, assim como está presente quando ele tem sua cabeça cortada. A fuga da Fortaleza Vermelha, inclusive, a provoca a matar uma pessoa pela primeira vez na vida: um cavalariço de sua idade que poderia denunciá-la.
Quando Yoren a extrai de Porto Real para leva-la ao Norte, Arya começa a ter que sobreviver em meio ao luto. Assim como Sansa, Arya é deixada em circunstância hostis. Durante os A Fúria dos Reis, ambas as garotas suportam muitos abusos e humilhações, mas ao menos Sansa pôde contar com relativo conforto. Da parte de Arya, ainda que ela desde pequena se sinta à vontade em meio à plebe, a jornada se prova particularmente árdua. Especialmente porque Arya se vê pela primeira vez vivendo sobre uma nova identidade.
Após a morte de Yoren, não demora para que o grupo de órfãos vire presa de Gregor Clegane e seu bando. Conforme se passam no cárcere, Arya começa a bolar sua famosa lista, com todas as pessoas que ela julga responsável por trazer sofrimento a ela e àqueles ao seu redor. O que é curioso é que, apesar de listar o Rei Joffrey entre os albos, a garota de 9 anos não tenha o discernimento de que sua lista somente mira em capangas e fantoches, mas esquece de vilões de verdade, como Tywin Lannister.
Essa falta de discernimento se repete quando Arya está em Harrenhal e Jaqen a oferece 3 mortes em troca das vidas que ela salvou do incêndio. Novamente, a garota Stark se limita a indicar nomes sem importância. Quando surge a ideia de nomear Tywin Lannister, sentimentos nacionalistas a fazem burlar a barganha de Jaqen para convencê-lo a ajudá-la na libertação dos prisioneiros nortenhos e dos homens Frey. Portanto, Arya não demonstra não empregar seu potencial assassino para grandes causas, atendo-se a pequenas vinganças e revanches.
Ainda assim, Jaqen entrega a Arya a moeda de ferro que mais tarde a levaria a Braavos para o treinamento junto aos homens sem rosto. O que causa curiosidade seria o motivo pelo qual Jaqen selecionou a menina. O perfil dela não combina com o da seita, como vemos ao longo de Festim dos Corvos e Dança dos Dragões. Sem falar que ele a presenciou fazendo uma barganha contra o próprio Jaqen.
Fora de Harrenhal, Arya acaba novamente sendo feita prisioneira alguns dias depois de partir. Mas dessa vez, é reconhecida e fica permanentemente na expectativa de ser levada a sua mãe, não importa se vendida ou simplesmente entregue. Mas o objetivo da viagem que Martin a impõe é conhecer os efeitos da guerra sobre as Terras Fluviais, sob o ponto de vista dos camponeses.
Antes que essa jornada termine, porém, duas coisas ocorrem: Arya é raptada por alguém em sua lista (Sandor Clegane) e Roose Bolton informa que encontrou Arya e vai enviá-la ao Norte.
Como GRRM gosta de lembrar as semelhanças entre Arya e Lyanna, não há como não enxergar em seu rapto ecos do rapto de sua tia por Rhaegar Targaryen. Talvez haja aqui algum paralelismo que estamos deixando de enxergar. Mas as distinções são bem claras. Sandor estava levando Arya de volta pra casa, enquanto Rhaegar estava levando Lyanna para longe do Norte. Um detalhe incidental nesta questão é que Sandor “morre” à beira do Tridente tal qual Rhaegar (ainda que este tenha morrido no vau rubi, local que Arya e Sandor evitaram).
Quanto ao segundo evento, a farsa de Jeyne Poole como a falsa Arya permitiria que a verdadeira se tornasse, de fato, ninguém. A intenção, claro, era fechar uma ponta para resgatar a história dali a 5 anos, quando Jeyne Poole já estivesse estabelecida como Arya. Neste futuro que nunca aconteceu, Arya haveria florescido, o que era a intenção de Martin. Ele sempre cita como as histórias dos adultos não tinha tempo para esperar que “Arya chegasse a puberdade”.
De fato, como Arya é comparada com Lyanna diversas vezes, seria de se esperar que a puberdade lhe avivasse a beleza selvagem e que já a víssemos em Braavos em estado avançado de seu treinamento. Se sabe que o primeiro capítulo de Arya em Os Ventos do Inverno foi escrito antes de Martin abandonar o salto de 5 anos, portanto, as circunstâncias que ela parece que vai viver agora aos 11 anos seriam aquelas que, originalmente, se pensava que ela viveria ao 16 anos (aproximadamente a mesma idade que Lyanna tinha quando morreu).
Porém, o caminho seguido em O Festim dos Corvos e A Dança dos Dragões foi acompanhar o treinamento de Arya desde o começo. Muitos leitores acusam estes capítulos de serem encheção de linguiça, mas eu os entendo apenas como lentos. Há 3 linhas mestras acontecendo neles: 1) modificações na política de Braavos, 2) conflitos internos da própria Arya não querendo abandonar sua herança Stark, 3) revelação de segredos da Casa do Preto e do Branco.
Caso o salto temporal houvesse ocorrido, eu imagino que os 2 primeiros itens poderiam ser contados facilmente via flashbacks, sem necessidade de presenciarmos as sementes serem plantadas (que é o que Martin parece ter feito ao longo de Festim e Dança). Porém, o terceiro item me parece ser o cerne dos capítulos de Arya, como ou sem salto temporal.
Era de se esperar que os sacerdotes não fiquem contando segredos a acólitos tão novos como Arya. Mas o Homem Gentil parece estar estranhamente aberto a instruir uma aprendiz com menos de 1 ano de Casa sobre a história da seita e lhe permitir fazer missões com rostos novos. E Arya não está se provando ser digna dessa confiança.
Bem, na série da HBO, a Casa do Preto e do Branco tentou eliminar Arya, mas ela simplesmente se mostrou superior ninguém sabe como. Em A Dança dos Dragões, Arya demonstrou estar um passo à frente do Homem Gentil entrando na pele de um gato de rua que a seguiu até o templo. Com este truque ela conseguiu descobrir que era o sacerdote quem a surrou quando estava cega.
Muitos leitores especulam que esta habilidade sobrenatural seria uma vantagem que Arya usaria para trapacear nos treinamentos, haja vista que não é uma habilidade pela qual Homens Sem Rosto são famosos. Daí, afirmam esses leitores, quando a convivência na Casa do Preto e do Branco se tornar insustentável e um Homem Sem Rosto for enviado para eliminar a discípula rebelde, os poderes de troca-pele são o diferencial que faria com que Arya sobrevivesse ao ataque do assassino e pudesse escapar de Braavos para Westeros.
O retorno de Arya a Westeros é outra icógnita. Atualmente não sabemos de motivos que a tirariam de Essos. Alguns apontam a morte de Jon Snow como o combustível. Mas eu costumo argumentar que Arya matou o cantor Dareon simplesmente por ele ser um desertor, como Jon. Outros acreditam que Arya saberá sobre o próprio casamento com Ramsay e virá a Westeros para desfazer a farsa. E, por fim, há aqueles que dizem que ela simplesmente voltará para matar Freys, Boltons e o restante de sua lista.
Porém, há um grande consenso que esta volta implicará em um encontro com sua mãe, agora na forma de Senhora Coração de Pedra. Alguns acreditam que este encontro será chocante o suficiente para mudar a cabeça de Arya com relação ao seu desejo de vingança. Outros acreditam que a confluência de objetivos só tornará tudo duplamente letal.
Bem, qualquer quer seja o desfecho da história, ainda não foi publicado. Nos resta especular.

Declarações de GRRM sobre Arya

PERGUNTAS

  1. Jon e Arya têm inclinações românticas reais (ainda que platônicas) um pelo outro? Ou é apenas Freud em ação?
  2. A frase de Jon sobre Arya ser encontrada congelada com agulha na mão é um presságio de que ela morrerá na batalha da alvorada?
  3. O fato de ter nomeado sua loba como Nymeria, revela que Arya teria alguma propensão para viajar a Dorne nos próximos livros?
  4. Os poderes de troca-pele de Arya são alguma forma de trapaça para o treinamento dos Homens Sem Rosto?
  5. O rapto de Arya por Sandor ecoa de alguma forma o rapto de Lyanna por Rhaegar?
  6. Você acha que os capítulos de Arya em Braavos estão mais para encheção de linguiça ou escalada de tensão?
  7. Que diferença você acha que o abandonado “salto temporal de 5 anos” faria na história de Arya pós-A Tormenta de Espadas?
  8. Você acredita que os poderes de troca-peles de Arya a farão uma assassina particularmente perigosa entre os Homens Sem Rosto?
  9. O que você acha que vai levar Arya de volta a Westeros?
  10. Você acredita que Arya se encontrará novamente com seus irmãos, Jeyne Poole ou Senhora Coração de Pedra? Caso positivo, que tipo de reação você espera que ela tenha nestes encontros?
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